27 de Setembro de 1982, Carta Régia do Principado de Rotton City. Assinada por Edward Kingston III.
Fica declarado a partir desse momento que o membro Charles Witikosky, da família Gangrel, cria liberta de Armand Luster membro da primigênie da cidade de Rotton City, tornou-se um pária em nossa amada sociedade, não apenas isso, mas um criminoso, um amaldiçoado entre os malditos, por crime de direto de assassinato contra membros, por cometer atos de atrocidades que levaram ao extermínio de Robert Garcia da Família Ventrue, Ramon Tolbar da Família Brujah e Amanda Watson da Família Toreador.
Desta forma está declarada Caçada de Sangue contra esse ser, qualquer membro apto da sociedade deve ajudar a capturar e destruir esse criminoso, qualquer membro que possa ajudar deve apresentar a cabeça desse diadema de nossa raça perante seus anciões ou o príncipe, aqueles que se aliarem ou de alguma forma omitirem informação a respeito de seu paradeiro serão considerados culpados e cúmplices de seus atos, tendo por conseqüência o mesmo fim que este. A MORTE FINAL
O Rottom City express tem como função primordial manter informado o grupo do jogo a respeito do que acontece em rottom city, a intenção é publicar algumas informações relevantes para o andamento da crônica.
A Crônica atual do grupo se chama Segredos Antigos, estamos na 3a Temporada da Crônica.
Os contos postados são referencias para o jogo, mas podem ser acompanhados isoladamente para que se conheça o cenário do nosso jogo.
Para aqueles que não participam do jogo mas querem acompanhar... alguns contos curtos serão postados... curtos mesmo...
O conteúdo desse blog pode conter linguagem e conteúdo violento.
Obs: Vampiro a Máscara é um jogo... divirta-se e depois volte para casa numa boa, vampiros, lobisomens e magos não existem, isso é apenas um passatempo.
22 de Setembro de 1982 – Rodovia E- 43 próximo à St. Paul – Rotton City
“Quase onze horas, ele disse que estaria aqui as dez, que diabos aconteceu?” – Os músculos faciais de Ramon já se contorciam de tensão, Elliot devia ter chegado com a encomenda há pelo menos uma hora atrás, enquanto Robert brincava com um punhal encostado em sua Ferrari, Amanda ouvia os acordes iniciais de Starway to Heaven, algo lhe dizia que Elliot iria cumprir sua função de modo bem competente, ela sorria enquanto pensava em como foi fácil manipular o jovem Nosferatu.
“Calma Ramon, ele já deve estar chegando, você sabe como aquele porco gosta de agradar a gatinha ali” – ela fingiu não ouvir, apesar do tom grave da voz de Robert causar uma sensação que quase lhe levara a arrepios vertiginosos. – “Não se preocupe, sua vadiazinha punk não vai dar para outro Ramon”
Ramon vestia uma jaqueta bem justa aquela noite e seus curtos cabelos loiros faziam ele parecer mais um russo em território americano que um jovem rebelde, ele era mais alto que Robert pelo menos 30 centímetros, sabia que poderia partir a traquéia daquele burguesinho bem antes dele perceber que seu punhal estaria enfiado tão fundo em sua bunda que o faria ter orgasmos, mas infelizmente ele não poderia fazer isso, ainda, pois ele precisava de Robert para escapar daquela confusão toda, ele tinha contatos no alto escalão da cidade e dentro do departamento do Xerife de do Condado de Revenport, há doze quilômetros de Rotton City, seria um ótimo lugar para começar tudo, depois que terminasse seus problemas na cidade e por mais que ele não gostasse daquela situação, teria que agüentar aquele desgraçado por mais algumas noites, antes de arrancar o sorriso da cara daquele cadáver ambulante.
“O que foi Ramon? Quer um doce?” – Robert puxou um saco de cocaína que tinha em seu bolso, algumas gramas que no corpo certo seria o suficiente para deixar tudo numa boa, nem mesmo Ramon resistiria, ele precisava daqueles brutamontes para poder matar seu senhor e assumir seus negócios por completo, Robert não desprezava por inteiro Ramon, na verdade ele pretendia fazê-lo um bom assistente de xerife no momento certo, mas ele precisava ser moldado, tudo estava de acordo com seus planos, Elliot não chegaria as dez da noite, ele chegaria somente depois que achasse o homem da cabana, conhecido entre a ralé como sendo o “Justiceiro Sem Rosto”, para alguns era um demônio, para outros um fantasma, ou mesmo um mito urbano, Robert sabia muito bem que ele fora um jovem treinado a moda antiga por um dos membros da primigênie, ele era apenas uma peça na Jyhad, o homem da cabana era o instrumento de vingança de Armand, mas naquela noite ele seria o símbolo de suas ascensão, sua e de Dayse, mas apesar de tudo, Robert questionava se Ramon seria o suficiente para imobilizar o homem da cabana.
O acostamento da estrada no quilometro 39, a noite já parecia longa demais, Amanda escutava os solos que ouvira quando criança diversas vezes, mesmo ao meio de tanto barulho seus sentidos lhe despertaram para um odor familiar, devia estar há uns 200 metros, mas se aproximava rápido, era Elliot, ela pensava em um jeito de se livrar daquele nojento, por enquanto ela precisaria ficar bela e arrumada como sempre, olhou-se rapidamente pelo retrovisor do carro, sentiu os olhos de Ramon fitando a silhueta de seu rosto, mas ele não viu o leve sorriso que ela dera, ele a desejava, mesmo por trás daquela camada de discursos revolucionáriosAmanda, ela saiu do carro e ficou ao lado de Ramon, ela percebeu como os músculos do seu braço se tornaram mais rígidos enquanto ela chegava, ele fingiu não percebê-la, Amanda deixou seu seio tocar-lhe levemente o braço enquanto levava sua mão a mão dele, ele não resistiu, para Ramon era Amanda que tinha uma queda por ele, mesmo assim isso não melhorava suas habilidade em lidar com essas situações.
Desde sua infância, em Chicago dos anos 30, ele tinha dificuldade de entender o sexo oposto, ele teve que aprender a bater, roubar, chutar antes de beijar, amor nunca encheu seu estômago, mas elas sempre exerceram essa força sobre ele, mesmo Bruna, “a vadiazinha punk”, lhe causava aquele desconforto no inicio, quando chegou em Rotton City no inicio de 81, ela era apenas uma jovenzinha tentando chamar sua atenção, agora se tornara uma mulher de respeito entre aquelas que não respeitavam nada, era sua garota, mas temia que o vicio dela a levasse ao inevitável e por conseguinte isso acabasse com ele, mas podia se imaginar dando umas escapulidas com Amanda sem dificuldade nenhuma, a pele macia e o doce sabor de seu perfume não incomodava Ramon, mas sim uma leve impressão de que a qualquer momento ela lhe enfiaria uma faca em suas costas, sem contar uma certa consideração por Elliot, tudo que ele não queria era arrumar confusão com ele, não adoraria ter ele enchendo seu saco, sabia que Robert e Amanda iriam se livrar dele assim que ele servisse a todos os seus propósitos, mas realmente não acreditava que ambos eram tão ingênuos de achar que Elliot cairia nessa?
Parado do outro lado da estrada estava um homem de sobretudo, cabeça raspada e olhos escuros, aos olhos nus poderia parecer um mendigo que fitava os três naquele momento, mas Amanda percebia claramente que era Elliot, sorrindo do outro lado, se tivesse um coração poderia até mesmo ouvir, ele caminhou com certa lentidão até onde eles estavam.
“E então Elliot, conseguiu? Ou vamos ter que fazer do jeito mais difícil?” – disse Robert se adiantando.
“É claro jovem nobre, a mensagem foi trocada sem dificuldade alguma, nesse exato momento Anita deve estar terminando o ritual pela manhã o carniçal de seu senhor sentira na pele o que significa morte eterna?” – disse quase sem expressão alguma, mas para Robert aquilo quase lhe pareceu um pouco sarcástico da parte de Elliot, ele sempre fora um capacho, havia algo errado, ele não precisava de nenhuma magia auspiciosa para perceber, Elliot não estava sozinho, existia algo por trás daquilo, Robert percebeu primeiro que o homem da cabana estava ali, mesmo sem a super percepção de Amanda.
“E então não vai apresentar seu...” ele jamais terminou aquelas palavras, antes que percebe-se a cabeça de Robert havia sido arrancada fora, o sangue frio respingou no rosto de Amanda que gritou histérica, Ramon ainda tencionou seus músculos, mas uma garra já atravessava seu estômago e antes de poder reagir caiu com uma massa esmagando seu crânio, a essa altura Amanda tentou correr, mas teve suas pernas cortadas antes que pudesse realizar qualquer ação, enquanto Elliot estava catatônico olhando o nada.
Amanda invocou seus poderes, na tentativa de enfeitiçar seu agressor, mas ele pareceu não ser afetado... uma voz rouca que gelou sua alma sussurrou em seu ouvido
“Você... fica para os lobos!” – depois disso viu Elliot o seguindo, ela não fazia idéia, mas havia encontrado o homem da cabana, suas pernas estava amputadas e o sangue escorria, ela sentia-se fraca, mas sabia que nem tudo estava perdido.
Aos poucos se arrastava na direção do carro, a chave estava no bolso de Robert, não teve dificuldade de pegar, o carro estava míseros cinco metros, ela não procurou ver em que direção seu agressor foi, pensou apenas em chegar até porta do carro, somente quando estava a poucos centímetros da porta percebeu...um lobo branco parado fitando seu rosto, o cheiro dele estava ali o tempo todo, mas somente agora ela percebia... somente naquele instante a frase lhe fez sentido... ninguém ouviu os gritos de Amanda quando a matilha avançou sobre ela.