segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Encontros e Desencontros Parte IV

Sábado, 07 de Julho de 2013  - 23:20



Carl acordou com diversas dores no corpo, estava com as pernas quebradas, o sangue escorria pela sua garganta, olhou ao redor, era um beco sujo, estava bem escuro, podia sentir o cheiro de fumaça não muito distante e os sons de tiro.

Foi tudo muito rápido, ele não lembrava-se do que ocorreu, sentiu apenas os socos e chutes que levou de um homem negro e alto, ele sorria, tudo parecia muito vago, sentia sua cabeça rodando, aos poucos estava se recuperando, quando caiu de seu lado uma mulher e uma espingarda, ele se assustou temendo que fosse seu algoz, ele olhou ao redor, havia sinais de outros vampiros mortos, ele se arrastou na direção da espingarda, tentou ficar em pé, mas não conseguia.

O rosto da moça estava estraçalhado, ele olhava para cima a espera de mais alguma coisa, viu uma caixa de lixo que poderia servir-lhe de cobertura enquanto se recuperava, ele olhou para a mulher e pensou em sugar, mas esse pensamento foi esquecido, ele não iria se submeter a isso.

Com muita dificuldade Carl chegou até a caixa de lixo, verificou as balas da espingarda, notou que estava sem balas.

“Maldição”

Suas pernas doíam muito, ele podia ouvir barulhos de luta no alto do prédio, as balas havia diminuído sua intensidade, foi quando escutou uma explosão vinda do final do beco, ele se encolheu e cobriu-se com lixo, enquanto viu um grupo passar correndo, eles pararam ao ver a mulher caída, se entre olharam, mas não falaram nada, viraram o corpo da mulher e foram tirando a roupa dela, saqueando.

Carl viu uma oportunidade, eram saqueadores, eles correriam ao sinal da espingarda, saiu do monte de lixo, mesmo sentado, apontando a arma para eles.

- Silêncio vermes! – seus olhos pareciam chamas de fogo e sua voz era pesada, o grupo virou-se, um deles caiu de medo se encolhendo em um canto – Larguem as coisas delas!

Prontamente, eles largaram os pertences e as roupas, um deles exitou por um segundo, mas ao fitar o rosto sombrio, mudou de ideia, ele só queria poder sair logo daquela situação.

- Você imbecil, venha até aqui, com calma! – o homem, de mais ou menos 30 anos, de cabelos castanhos, se aproximou lentamente, Carl fitou seus olhos com intensidade – Cheque mais próximo maldito!

O homem agachou-se até onde Carl estava, lentamente, em seguida ele olhou para os outros e engatilhou a arma

- Saiam daqui antes que eu estoure a cabeça de todos! – sua voz ecoou no subconsciente daquele bando, eles simplesmente começaram a correr, menos aquele que estava caído, ao ouvir a voz de Carl, encolheu-se mais ainda, no chão e começou a chorar que nem criança.

Carl jogou seu corpo para frente e fincou suas presas no pescoço do homem que estava perto, o sangue lhe trouxe um alívio, foi muita sorte ter encontrado uma fonte de sangue que lhe fosse aproveitável, claro que não era o mesmo nível, mas serviria, o sangue lhe trouxe um novo vigo, aos poucos o homem perdia sua força, aos poucos foi caindo sobre o corpo de Carl, que já havia soltado a espingarda.

*********

Renata acertou um jab de esquerda bem no queixo do Lâmina Negra, sentiu a mandíbula se quebrando, com seu punho direito equipado com um soco inglês acertou na costela, sentiu quebra-la, ele viu com sua visão periférica Lidian saltando por cima do corpo de Larissa, acertando um chute na garganta no outro Lâmina Negra.

Eram idênticos, mais ainda, eram fortes e rápidos como o outro, Renata nunca tinha visto isso em sua não-vida, seus olhos se fixaram no rosto do homem, ele ainda sorria, ela sabia que tinha algo errado, pensou que poderia ser uma ilusão, no entanto, como poderia o seu soco atingiu um corpo, ela podia sentir isso, ela pensou que talvez fosse algum truque dos Ravnos, soube que eles tinham poderes de produzir ilusões quase reais.

Ela girou o quadril e derrubou o homem a sua frente, atingindo a rótula do joelho esquerdo do inimigo, foi nesse momento que saiu sombras do corpo de seu oponente, elas pareciam mover-se com vida, Renata jogou seu corpo para trás, rolando de costas, em seguida as trevas pararam de se mover e o corpo de seu inimigo desaparceu.

“Um Mestre das Sombras?” pensou Renata.

Lidian chutou alto atingindo o pescoço de seu inimigo que instantes antes havia lhe derrubado, mas sentia-se mais confiante ao lado de Renata, antes que ele  pudesse se recuperar ela atingiu com suas garras no peito do inimigo, enviando até atingir o coração, sabia que isso iria acabar com a reserva de sangue dele.

Mas ela não encontrou sangue, pelo contrário saiu trevas de dentro de seu corpo, que foi subindo pelo braço de Lidian, em um ato de desespero ela tentou empurrar o corpo do homem para longe, mas não conseguiu, as sombras estavam lhe envolvendo, era frio e pegajoso.

Renata vendo isso jogou seu corpo contra o de Lidian fazendo cair longe e separando-se do corpo, no entanto, as trevas continuaram subindo pelo seu corpo, até o pescoço, Renata então desferiu um soco contra Lidian na tentativa de acertar aquela coisa, ela foi bem sucedida, mas atingiu também o corpo de 
Lidian que caiu inconsciente, mas as trevas se dissiparam.

Virou-se, buscando entender o que estava acontecendo. Das suas costas ouviu uma voz seca

- Vamos ver do que é feita menina!

Renata virou-se em guarda, era o homem que ela tinha derrotado, que viu Lidian derrotar, estava em pé, inteiro, sem nenhum arranhão, ele despareceu e reapareceu ao seu lado, ela não pode fazer muita coisa ao sentir o soco em seu rosto, apenas jogou o corpo para trás para reduzir o impacto

A força do golpe foi tão intensa que ela teve que rolara para impedir que caísse ao chão se machucasse ainda mais, seus dentes quebraram como se fossem vidro, sentiu sua mandíbula saindo do lugar, em seguida sentiu um soco na altura dos rins, ele já estava em suas costas, o golpe reduziu mais ainda sua velocidade, ela sentiu alguns ossos saindo do lugar, outro soco atingiu sua vértebra na altura da cintura, ele batia muito forte, mesmo ela resistindo.


Ela girou na medida que podia tentando socar, o homem apenas abaixou a cabeça e em seguida segurou o braço de Renata, aplicando uma chave quebrando seu braço, Renata desfaleceu e apagou, não parecia o mesmo homem de agora a pouco, ela ajoelhou e caiu.

Encontros e Desencontros Parte III



Lidian saltou por cima da caixa de entulhos, rolando no chão, as balas acertaram o concreto da parede, aproveitando a distração ela girou na direção do segundo atirador acertando a sua garganta, o sangue escorreu pela machete e pelo seu rosto, um sequências de tiros atingiu seu oponente, ela apenas deslizou para esquerda, aproveitando para lançar a machete no peito do outro vampiro, em um piscar de olhos ela atravessou as suas garras pelo peito rasgando ossos e perfurando pulmões, aproveitando para pegar sua machete de volta.

Um baque de um corpo caindo lhe chamou atenção no fim do beco, ela rapidamente se agachou e observou, um homem do auto do prédio fitava seu rosto, o resto de seu bando estava do outro lado, ela emitiu uma espécie de uivo agudo, antes de correr na direção da escada de incêndio.

Sua velocidade aumentava, saltava de barra em barra, passando por frestas que seria difíceis, fincou a machete na parede para dar-lhe apoio e rolou por cima do parapeito do prédio de cinco andares que formava o beco, ela não estava nem ofegante, girou em seu próprio corpo parando em pé fitando o homem a sua frente.

Ele era negro, bem alto e bem forte, estava bem festivo e não esboçou nenhum preocupação com as acrobacias de Lidian, ele fitava como se esperasse por algo.

- O que está esperando?

Ela lançou-se sem medo como sempre, flaqueando seu oponente mais rápido que os olhos humanos pudessem ver, desferiu um golpe na altura do pescoço, o homem chutou de costas a mão de lidian, tão pesadamente que seus ossos quebra, em um golpe e a machete foi lançada para longe.

Ele virou-se sorrindo, mesmo com dores ela se agachou e desferiu um golpe na direção da perna de seu estomago, o homem apenas segurou pelo lado de fora da mão de Lidian, girando e quebrando sua segunda mão.

- Não querida, você não vai usar essas garras em mim! – ele sorriu – Anarquista não é? Hum... acho que vai servir!

Lidian, sabia que estava lidando com algo acima de suas possibilidades, ela usou a força do sangue para saltar de costas na direção do beco, seria uma queda de mais de 20 metros, mas havia a chance de suas companheiras lhe acharem antes que fosse o fim, seu raciocínio foi perfeito e teria dado certo.

Mas Lâmina Negra era iniciado nas artes de combate, antes mesmo que Lidian tivesse começado a andar sob a luz do luar como uma imortal, antes que terminasse seu salto ele chutou seu corpo de volta para o terraço do prédio.

- Maldito...

Mesmo tonta Lidian rolou o máximo que podia pelo chão de concreto, sua calça rasgou junto com a pele da sua perna, ela usou um pouco mais de sangue para que pudesse pelo menos regenerar o dano causado a sua mão direita, Lâmina acertou outro chute em seus peitos, ela sentiu os ossos quebrando.


Lidian estava muito tonta, sentia uma dor aguda atravessando seu pulmão e o gosto de sangue em sua boca, ele deixou-a incapacitada no chão e se aproximou lentamente como um predador

Anita disparou um tiro do outro lado do telhado, na direção do Lâmina, ele sumiu e apareceu ao seu lado, ela soube naquele momento que ele era rápido, ele socou seu rosto com tanta força que a deixou sem ação, em seguida um golpe no estomago e outro na garganta, para que isso impedisse dela gritar, em um ato reflexo Anita disparou a queima-roupa contra ele, mais ainda sim ele desviou e empurrou Anita na direção do beco, seu corpo caiu.

Essa distração permitiu que Lidian recuperasse seus ferimentos, ela sua sede de sangue estava aumentando, ela sabia que não teria muito tempo e sabia que não teria muita chance, ela então correu paras as sombras e encolheu-se nas sombras, escondeu-se sem deixar vestígios.

Lâmina Negra olhou por todo o telhado, vendo o vazio do espaço e despareceu...

Lidian estava concentrada e imóvel, notou que o homem com quem lutara  desapareceu em um piscar de olhos, mas não tinha certeza que talvez ele tivesse partido, algo lhe dizia que ele ainda estava no telhado a espreita, ela ficou parada, quando Renata chegou acompanhada de Larissa e de Manuela, ela queria sair e falar, queria poder revelar que havia perigo no telhado ainda, mas Lidian manteve-se firme, ela precisava esperar a próxima ação dele para poder ajudar suas amigas.

Ela sentiu apenas uma mão em sua boca e o segundo braço em sua garganta, ela reagiu, girando os quadris e acertando em cheio o meio das pernas de seu oponente, girou seu corpo jogando-o por cima na direção do chão, isso deu certo, ele caiu, ela aproveitou e fincou suas garras na garganta do homem, dilacerando-o e separando sua cabeça de seu corpo.

Por um momento ela sentiu-se aliviada, ao vira-se não acreditou em que seus olhos viam, havia dois homens idênticos atrás de suas amigas, eles sorriam enquanto olhavam para Lidian.

- Não! – gritou ela, seu momento de alivio se desfez.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Encontros e Desencontros Part II

Sábado 07 de Julho de 2013 22:15

Julius esperava Carl há 25 minutos, ele odiava atraso, mas era necessário, um acordo naquele momento iria favorecer em muito a família na costa oeste, ele precisava firmar um acordo rápido com os Ventrue, havia uma boato que a própria Camarilla estava colocando em xeque a posição de LaCroix.

“Se isso for verdade, eu preciso salvar a honra dos Ventrue de San Antônio, não posso deixar que ele manche os negócios da família”

E Carl estava trazendo uma mensagem dos Ventrue do meio oeste, sobre o futuro do clã, era apenas um encontro de negocio que já havia sido marcado há algumas semanas, ninguém imaginava que uma caçada de sangue contra um grupo anarquista iria desencadear uma guerra, mas o compromisso precisava ser honrado.
Carl se aproximava lentamente até a mesa de Julius, ele parecia esta observando e preocupado ao mesmo tempo, havia vários vampiros no Elisium aquela noite, ao que tudo indica, se tratava da apresentação de Ana a cria de Suzane Becker, uma proeminente diletante da sociedade cainita.

- Está lotado hoje não é? – disse Carl ao se aproximar.

- É uma apresentação especial essa noite, estão aguardando Ana, será sua apresentação a família!
- Muito bem, acredito que o príncipe vai aparecer então?
- Claro que não, ele declarou essa maldita guerra e ficou em sua fortaleza, o resto da sociedade é que se vire com os anarquistas!
- Julius os membros da Primigênie? Estão apoiando?
- A verdade é que os mais antigos estão divididos, mas viram nessa ação uma boa oportunidade para demonstrar a força da Camarilla na região, só não acreditam que ele terá força suficiente para se manter, os Malkavianos perderam Barch para Rodrigues um dos anarquistas, Carter o primogeno do Clã Brujah não o apoia, mas achou na guerra uma oportunidade de manter-se sua influência nas ruas, os tremeres ainda não se posicionaram, sua base fica em São Francisco, eles ainda olham com estranheza para a cidade!
- Mas e os toreadores?
- Eles estão aqui, alguns deles querem uma convivência pacifica, desde que ordeira entre os grupos que partilham a cidade, para outros não vêm outra saída se não expurgar o lixo anarquista da cidade, Reginald é o primogeno, ele apoio essa caçada depois da visita de uma anciã a cidade.

- A verdade que não existe Camarilla nessa cidade, houve uma tentativa e por causa do LaCroix o clã vai ser penalizado! – disse Julius olhando fixamente para Carl.

Carl observava fixamente para o outro lado do salão, parecia estar procurando alguma coisa, ou estivesse sentindo algo.

- O que foi Carl?
- Nada só tive um pressentimento, como se já estivesse aqui e tivesse visto aquela garota ali. – ele fez um sinal com os olhos para Julius.

A mulher apontada por Carl tinha os cabelos vermelhos longos, um corpo esquio e usava um vestido branco de forma bem casual, mas ela se destacava em relação ao resto dos outros membros, como se houvesse mais cores ao seu redor que do resto do salão, quando Julius a viu também sentiu a mesma sensação que Carl.

- Quem é ela? – Carl perguntou.
- Não faço ideia, nunca a vi!
- O nome dela é Isabela. – interrompeu um homem negro de terno escuro que sentou-se na mesa dos dois, ele média quase dois metros, sentou-se sem dificuldade alguma a mesa, os dois se quer conseguiram quebrar o transe causado pela situação – Ela está de passagem pela cidade, se apresentou ontem a noite ao príncipe pelo que soube!
- Como você sabe disso? – Julius virou para o homem
- Por que eu também estou só de passagem, meu nome é Malcom! Boa noite e boa sorte!

A mesa começou a pegar fogo, enquanto o homem acertou um soco na cara de Julius tão forte derrubou a uns dois metros de onde estava, em seguida ele girou com um chute na altura do pescoço de Carl, que esquivou sacando uma arma, mas Malcom ainda era mais rápido ainda, segurou a sua mão e o desarmou, antes que o fogo começasse a se espalhar na mesa, depois disso enfiou a cara de Carl na mesa em chamas.

O grito de Carl trouxe Julius a vida ao ver o que ocorria ele pensou em correr para a porta de saída, outros membros já fizeram isso, era um ataque, com certeza o Elisius não estava mais protegido como antes, ele levantou-se rapidamente e acreditou que a cozinha poderia ser uma opção mais viável de fuga, uma explosão na parte da frente, jogou diversos corpos para todo o salão da parte principal.

Carl já estava no chão quando Malcom viu Julius, ele não correu, apenas passou a andar na direção do Ventrue, como se fosse atravessar uma rua não movimenta, os gritos de alguns membros e uma segunda explosão pareceu não lhe atrapalhar, ele apenas sorria ao ver o desespero de Julius.

Julius atravessou a porta da cozinha mais rápido que podia, já estava quase recuperado do soco que levou, foi um golpe bem pesado, no caminho ele pegou uma faca, a porta de saída ficava na outra sala, ele sabia aquela não era a saída, outro vampiro correu para a cozinha ele ainda o viu a caminho da porta.

“Antes ele do que eu”

Uma terceira explosão revelou que a armadilha estava posta bem antes, com tudo planejado, ele começou a subir uma escada para o deposito, ele sabia que poderia sair por uma basculante.

Ao chegar ao deposito ele viu sua saída, seria uma chance, já totalmente recuperado do soco, ele reuniu um pouco de força em seu corpo e saltou rapidamente na direção do basculante, a luz foi cortada.

“Isso vai me dar vantagem”

Ao atravessar, viu que não teria outra opção se não se lançar para o prédio adjacente, havia ainda muita fumaça, isso iria lhe camuflar, sabia que o beco também não seria uma saída, com certeza teriam grupos esperando, ele saltou e segurou no parapeito do prédio a frente, um salto de 5 metros, com um pouco mais da força do sangue conseguiu subir, mas acabou quebrando o polegar, ele colocou no lugar e começou a escalar, andar por andar.

“Eu não vou morrer aqui”

Ao chegar no topo ele sentiu-se aliviado por não ter nenhum atirador, caminhou um pouco mais, ouvindo o barulho dos tiros e gritos que ficaram para trás.


- Não achou que seria tão fácil assim não é? – disse Malcom ao lado de Carl – Hoje não cara! Hoje não é seu dia, ainda não acabei contigo!


Encontros e Desencontros Parte I

Sábado 07 de Julho de 2013 22:27

Lidian estava preocupada, sua existência antes de se tornar imortal nunca fora de conflitos, apesar de ser grata a sua mentora por mantê-la viva e inteira, sabia que uma guerra entre vampiros de seitas diferentes é uma situação altamente perigosa, mais ainda quando se tratava da Camarilla.
- Lidia não se procupe, estamos juntas, mas você precisa estar focada basta se lembrar daquelas marmotas que aprendeu no circo, deixe o poder do sangue fluir, tudo vai ser muito rápido, Jack vai estouras as coisas por baixo, nós vamos por aquele beco ali na frente! Somos uma equipe de contenção, vamos pegar os remanescentes, não somos o pelotão de frente!
- Eu sei Renata, está tudo bem! – disse Lidian um pouco insegura
- Uma ova, eu estou te sacando Lidian, não te esquenta mesmo, ta certo, não vou deixar que nada aconteça conosco, fiquem atentas, tudo bem?

O grupo respondeu uníssono, os olhos de Lidian estavam fixados, no beco a frente, ela observada a arquitetura do prédio e imaginava formas de escalar rapidamente pela escada de incêndio ou pelas janelas se fosse preciso, havia ratos passando do outro lado da rua, cachorros, mas a rua era bem calma.
Se alguém as olha-se pareceria uma gangue só de mulheres, ela notou uma pick-up se aproximando, com uma luz neon roxa na parte de baixo e toda grafitada, dois homens brancos se aproximando, estacionaram, uma música tocava.

- E ae gostosas o que fazem aqui?! – Lidian apenas ignorou e continuou olhando para beco.
- Bela pick-up! – disse Anita, ela tinha um pouco mais de 1,70, era uma negra de black power e um corpo malhado, ela usava uma jaqueta jeans que deixava seus braços de fora, ela era aficionadas por carros, seu comentário foi automático.
- É gatinha, entra aqui que vou te mostrar uma coisa mais bonita!

Anita olhou para Renata, ela fez um olhar para que ela se conter, tinha um plano em movimento e não poderia colocar a perder por causa de dois mortais estúpidos, Anita sorriu como de dissesse “serei sutil, prometo”.

Virou-se para o cara e fitou seus olhos.

- Você vai dirigir até o bar mais próximo e beber todas as cervejas que puder beber, quando não conseguir ficar em pé direito, vai dirigir a pick-up o mais rápido possível!

O homem ficou com um cara de idiota, olhou para frente e arrancou com o carro.

- É uma pena, eu gostei mesmo da pick-up!

Uma explosão do outro lado do quarteirão chamou atenção de todas, tudo já tinha começado, Renata tomou a dianteira e caminhou cautelosamente para o beco, ao seu lado Anita, logo em seguida Jéssica e finalmente Lidian.

Ela estava um pouco preocupada, sacou o machete que carregava e se posicionou atrás no beco, ela não parava de olhar para cima. Ela foi a primeira a ouvir passos vindo pelo beco, apressadamente, antes das luzes se apagarem.

Quase que por reflexo suas pupilas foram se adaptando e assumindo uma coloração vermelha, mesmo sendo escuro ela via tudo claramente, elas ficaram atentas, os passos foram aumentando a medida que a fumaça subiu rumo ao céu, do fundo do beco surgiu dois homens de ternos correndo o mais rápido que podiam, eles pararam ao fitar Renata eu empunha uma espada longa, Anita segurava uma espingarda cano duplo apontada para os dois.

- Boa noite!


O tiro ecoou por todo o beco, mas ninguém se importou .









Trem ou Bala Parte Final


Do outro lado estava seu mentor, Peter Vicent o encarava sem dificuldades alguma, mas ele estava com uma forma horrenda, havia tentáculos saindo de suas costas e parecia que as trevas escorria de sua boca, seus olhos eram vermelhos como inferno e parecia ter uma grande sorriso no rosto mas era apenas sombras.

Peter Vicente invocou os tentáculos do abismo, com a força que tinha naquele momento apenas 4, do outro lado sue mestre modelou dois golens de quarto braços feitos de sombra, que partiram para cima dos tentáculos.

Habilmente Peter escorregou-se para o outro lado, quando um dos tentáculos da costa de seu mestre tentou lhe tocar, atravessando a parede, por mérito de sua habilidade, ele segurou e imobilizou os tentáculos mais rápido, que pode e ordenou que um deles atacasse seu mestre.

Este se escondeu nas trevas antes que algo lhe pudesse atingir, um dos golens tentou lhe atacar, mas foi segurando pelas força sobrenatural que emanava das trevas, aproveitando a distração, Peter, prendeu esse segundo golem e com um dos tentáculos puxou William de dentro da barreira, ele podia ver que  Phill tentou passar também e ficou preso, mas ele não tinha tempo.

Quando William tocou os pés no chão, saltou em alta velocidade sacando sua espada na direção dos golens, decepando a perna de um deles, quando notou três casulos de sombra que parecia concentrar a energia em um determinado canto da plataforma do trem, aproveitando sua super velocidade lançou-se sobre os casulos, em um primeiro ataque pariu ao meio o ser que estava dentro, em seguida foi para a segunda e com sucesso cortou outro vampiro.

Um buraco se abriu no chão da plataforma, parecia que as trevas escorria de dentro dele para todo o aquele local, sua vista estava embaçada, mas ainda poderia tentar algo. Enquanto isso Peter continuava lutando com seu mentor, que se utilizava das sombras para se esconder, ele acabou derrubando um outra parede com os tentáculos, enquanto seu mentor saltava de sombra em sombra.

Sem pensar muito, ele notou que algo estava prestes a sair do abismo, essa distração fez com que William atacasse o ultimo casulo sombrio, mas sem sucesso, não acertou nada, sabendo contra o que lutava, sabia que o vampiro ali dentro estava na mesma forma que Peter, invocou seus poderes do sangue e aqueceu sua pele, somente um ataque sobrenatural poderia dar jeito.

Desferiu um soco poderoso contra o casulo, fazendo-o queimar, ainda com velocidade perseguiu a sombra que tentou correr para longe, em vão tendo uma morte final.

Peter já havia libertado Phill e estava fitando uma criatura que saiu do buraco, era uma mão com um olho em seu centro, tinha mais de 4 metros de diâmetro e fitava Peter Vicente, ele se desfez de sua forma de sombra e falou como se estivesse em transe.

“Me diga quem é você?”

De uma das sombra seu mestre saltou para um golpe traiçoeiro, William aproveitou o momento e desferiu um ultimo golpe ainda em uma velocidade sobre humana com seu punho vermelho em chamas, atravessou a espinha do mentor de Peter, que estraçalhou-se com papelão, as chamas tomara conta de seu corpo, a barreira de sombras se desfez e a criatura do abismo retornou ao buraco.

Peter sorriu e se lançou na forma de sombra para o buraco, William ficou sem entender...

Uma aliança inesperada. Parte I


Elliot, fitava a cidade pela janela do apartamento, há seis meses atrás ele era apenas um segurança no museu, enquanto criança nunca foi muito bom nas matérias escolares tradicionais, seu forte sempre foi os esportes, praticou do futebol ao beisebol, da natação a escalada, na adolescência descobriu as artes marciais, treinou duramente, mas sabia que jamais seria um campeão, precisava que dividir seu tempo de treino com trabalhos para sustentar sua casa, quando tinha um pouco mais de 20 sua mãe morreu de câncer, a vida não era fácil, nunca chegou a conhecer o seu pai.

“Que se foda!”

Todas essas lembranças parecia um sonho distante para Elliot naquele momento, desde Fevereiro, quando tudo mudou, algo aconteceu, algo o pegou em cheio, algo mais forte e tudo mudou.

Ele lembra da primeira vez que sentiu o gosto de sangue e sua boca, era quente, era forte, um tempo depois foi levado a uma corte e julgado por outros vampiros, aquela que lhe abraçou foi morta, ele ficou sem entender. Não entendeu nada...

“Que se foda!”

Observava a cidade e pensava em Peter Vicent, sabia que ele foi o culpado de sua condição, sabia que a cidade estava um caos, o príncipe decretou uma caçada de sangue contra Elliot, por sorte ele não entregou a chave que ele tanto precisava. Elliot ainda fitava a cidade como se estivesse em busca de algo, como se senti-se o que estava por vir, ele não se importava com o jogo político do príncipe, aprendeu a se cuidar bem rápido, a noite não foi uma mãe para ele.

“Que se foda! Eu não vou morrer por causa dessa merda!”

Ellen estava nas mãos de Peter Vicent, naquele momento Elliot pensava se valeria a pena resgata-la, se fosse alguns anos atrás ele faria o acordo, mas ele não era a mesma pessoa.

Quase sem perceber, meio inconsciente ele ouvia uma voz feminina lhe chamando, ele sabia o que era, havia alguma espécie de espírito muito forte aprisionado na adaga que roubou de Peter Vicent, ela lhe pediu o seu sangue, mas Elliot não lhe deu, deixou longe de seu corpo, mas mesmo assim ele poderia sentir.

“Venha até mim Elliot, posso lhe dar o que deseja, sinta um pouco do meu poder, venha até a mim”

Ele podia ouvir claramente, uma voz doce, calma que lhe transpassava segurança, no entanto, ela sentia algo de demoníaco na adaga, algo pior que sua existência e pior do que todos os perigos que encontrou naquelas noites tão estranhas.

Na noite em que roubou aquilo de Peter Vicent, ele apenas queria a chave do sarcófago, para se livrar da dívida com o príncipe, mas ela lhe chamou, ela lhe desejou por algum motivo, sem pensar muito ele trouxe-a.

“Porque eu não matei Peter Vicent?”

É isso que ele se pergunta, ele estava estirado no chão, sem força alguma, poderia ter exterminado aquela praga da face da terra, mas Elliot sabe, ele não matou por causa da adaga, ela lhe influenciou.

“Qual é o seu plano?”

Ele pergunta-se olhando para a caixa de metal que comporta a adaga.

“Qual é o seu plano bruxa? Eu sei que você está ai, sei que pode me ouvir!”

Mesmo perdido em seus pensamentos e problemas, ele sentiu um perfume que lhe é conhecido, sua visita acaba de chegar.

“Muito bem Peter Vicent, vamos ver do que é capaz...”


A campainha tocou

**************

Shinyder, estava há mais de 12 horas vasculhando um sistema de dados que catalogava um conjunto de artefatos encontrado no norte da Rússia em 1923, por sorte algum estudante resolveu digitalizar o relatório antropológico e as fotografias, mas por algum motivo o acesso aos registros foram bloqueados pela agencia de segurança russa.

Enquanto isso Ingrid, vasculhava os documentos digitalizados da biblioteca do congresso em busca de alguma informação sobre a adaga que os amigos de Shinyder tinha pedido.

 - Ingrid, pode pegar um café? – disse ele concentrado
- Não, estou ocupada! – disse ela mais concentrada ainda
- Hein?!
- É isso mesmo cara, vai lá e pega o teu café, não sou tua empregada não!
- Custa pegar um café?
- Custa sim, meu tempo, não sei se tu notou, mas só eu que vou pegar a porra do café! Tu não acha isso muito estranho? – enquanto isso continuava vasculhando – Deixar de ser machista e vai logo apronta esse café para gente!
- Puta merda! É só um café...
- “É só um café” uma porra... tu sabe muito bem disso não vêm dar uma de otário agora!
- Ta certo!

Ele levantou-se e foi até a cozinha fazer o café, enquanto Ingrid continuava a vasculhar os arquivos digitalizados do congresso, ela sabia que tinha algo, achou uma pista em um outro site e conseguiu entrar no sistema sem ser notada, estava aproveitando, o problema que o código usado para as relíquias achadas na Rússia, já contava a mais de 20 anos, seria um pouco difícil achar alguma coisa, meio sem querer ela achou um informação útil.

- Hey Shinyder, achei uma coisa... você nem vai acreditar!

Shinyder veio rapidamente da cozinha, segurando os copos de café, um para ele e outro para ela.

- A adaga já esteve aqui antes de ir para o México, isso tu não sabia né!
- Eu pensei que era da Silvana, foi ela que entregou para o Walter, como chegou até ela então?
- Aqui fiz que foi herdada por um tal de Paul Walker, um milionário dono de uma empresa de petróleo no sul do Texas, ela veio para os estados unidos no final da segunda guerra, depois foi parar no deposito 34 da ANS, no sul da Pensilvânia, no mesmo prédio que sofreu o ataque terrorista em agosto de 1991, depois disso o artefato foi dado como desaparecido.
- Isso estava na biblioteca do Congresso? – perguntou Shinyder.
- Eu tive que usar uma porta alternativa para conseguir a informação do prédio, que acabou me levando ao sistema da ASN!
- Boa Ingrid, eu já tinha conseguido a informação que precisava da agencia russa, mas estou intrigado, como o governo sabia da importância dessa adaga? Os dois? Os tecnocratas não deixariam que isso se torna-se algo oficial.
- Talvez tenha sido algum estudioso que deixou registrado, mas tenho uma teoria, você me disse que a adaga tem uma consciência própria, uma espécie de inteligência artificial que acumula experiências.
- Eu já disse é um espírito! – retrucou Shinyder
- Chame como quiser, esse espírito parece está procurando algo e influenciando sua aparição, no México, quando Walter usou-a o grupo dele ficou visado e pareceu está a todo momento sendo atraído pela mídia. Aconteceu a mesma coisa com eles aqui, não foi? Eles também foram filmados e se ela tiver um encantamento de chamariz nela?
- Parece uma boa interpretação, isso explicaria porque, mesmo depois da morte de Walter ela foi encontrada por um outro vampiro, muito bom Ingrid, mas agora temos que pesquisar outras coisa.
- O quê?
- Kashi Babayaga!
- O que é isso?
- Pelo que entendi se trata de uma feiticeira, na verdade uma matriarca de um grupo sedentário que habitava a região que conhecemos como sendo o norte da Russia, os arquivos indicam que os artefatos foram achados em uma gruta que seria o tumulo dessa matriarca, parece que etnia cultuava seu espírito.
- Certo vamos lá! Mas essas informações não vamos achar em biblioteca nenhuma! – disse Ingrid tomando o gole de café

- É eu sei!

Trem ou Bala Parte II




A escuridão escorria como uma coisa viva por entre as escadarias da entrada do metrô, um medo parecia percorrer o coração de todos, mesmo aqueles em que o embate com as trevas não era algo novo, parecia se contorcer em uma forma de coisa a espera de todos.

Rocker observava com cautela, não sabia ao certo o que fazer.

- Pegue a sua granada! – disse William para Phil – Jogue o mais longe que puder la dentro!

Aquela granada especial que custou uma fortuna para ser desenvolvida era fruto de contrabando da Agência Nacional de Segurança, Peter Vicent, sabia que a explosão causada por estilhaços especial duraria um pouco mais de segundos até que as trevas se recuperassem, mas ele contava com esse intervalo.

Diferente dos outros de seu grupo Petr Vicent podia enxergar claramente nas trevas, como se fosse dia, sua relação e seu domínio com as forças do abismo lhe deixava em vantagem, lá dentro ele sabia que encontraria outros dominadores das trevas, mas que poderia enfrentá-los, sua preocupação, era no entanto com seu mestre, que estaria também lá dentro.

Phill arremessou a granada como um lançador de beisbol, com tanta força que ela ficou presa em uma coluna dentro do metro, a explosão percorreu duas plataformas e dissipou boa parte das trevas que eram controladas, Peter Vicente tomou a frente, seguiu com o rifle empunhado a passos firmes, em seguida William e Phil, deixando Rocker, Charlie e Taylor para trás.

Vicente desceu e viu o primeiro de seus algozes do outro lado da plataforma, tão rápido quanto podia desferiu um tiro que acertou a cabeça do maldito, fazendo o sangue escorrer pela coluna onde ele se encontrava, Peter sabia que um tiro não seria suficiente, engatilhou novamente e desferiu outro tiro, dessa vez acertando o pescoço do vampiro, fazendo o sangue escorrer pelo chão, em seguida um terceiro tiro no corpo do maldito.

Ele sentiu as trevas se movendo em um túnel a frente, como uma espécie de caçador focou-se em seu alvo e avançou  na direção do túnel.

William e o resto do grupo ainda estavam meio desnorteado, pela escuridão que os cercava, não viram ao certo no que Peter atirava, mas confiavam em sua experiência, no entanto Peter desapareceu da visão do grupo e as sombras retornaram para cerca, sem que pudessem ver algo saiu, como um vulto e arrastou Taylor para dentro das sombras, tão rápido e silenciosamente quanto um sopro de ar. Phill virou-se atirando sem pensar com sua escopeta que faiscava na parede e com o tiro.

O barulho não deixou que William percebe-se um tentáculo enrolando-se em sua perna, que rapidamente o lançou na direção dos trilhos do trem, com reflexos felinos sacou sua espada e decepou aquele coisa fria e pegajosa que foi se desfazendo, no ar girou o seu corpo com bastante força e conseguiu atingir o outro lado da plataforma, fincando a espada no chão.

Peter estava um pouco mais de cinco metros a frente de seu grupo, mas era impossível que eles o enxergassem, havia trevas sobrenaturais sendo controladas, mas ele enxergou direito o segundo manipulador, no momento em que iria atirar, uma massa das sombras acertou seu ombro e o empurrou para os trilhos, sem pensar muito ele se jogou, mesmo atingido manteve-se seu foco, acerto um tiro no peito do maldito, fazendo com que as trevas que se moviam retornassem ao seu lugar, atirou novamente e correu  na direção do vampiro, ao se aproximar, acertou o rifle no pescoço do homem vários golpes até que sua cabeça saísse do lugar, em cada golpe aumentava sua força.

O grupo foi seguindo pelo túnel até chegar a uma segunda plataforma, onde Peter Vicente avistou um caminho em que as trevas estavam mais concentradas, o grupo se moveu rapidamente, cada um sua posição, Phill e William jogaram outra granada, para dissipar. No entanto, não aconteceu, era uma barreira de trevas, parecia viva.

William irritou-se e correu na direção da barreira, desferindo um soco homérico contra a barreira na tentativa de quebra-la, a barreira abriu-se e o engoliu antes que ele pudesse fazer outro movimento, ele sentiu-se coberto por lama, era frio e extremamente abafado, usou sua força para se mover, mas não conseguiu se quer se mover.


Peter sabia que somente uma Lasombra poderia atravessar aquelas portas, colocou rifle em suas costas e invocou as trevas interiores, aos poucos se tornando uma entidade sem rosto ou detalhes, apenas uma sombra dentro de um espaço real, avançou contra a barreira, viu  William preso, mas sabia que não poderia fazer nada, pelo menos por hora.


domingo, 10 de agosto de 2014

Trem ou Bala. Part I



06 de Julho de 2013

A entrada da estação estava a pouco mais de 20 metros, quando William parou e segurou o seu grupo, estavam todos armados até os dentes, ele fitou com calma o cruzamento de prédios ao redor da entrada da estação, havia pelo menos 7 atiradores, dois deles em becos adjacentes a entrada como se estivessem esperando alguma coisa acontecer.

- Espera! - disse firmemente ao grupo - Há sete atiradores!

Todos olharam com estranheza, apenas Peter Vicent foi capaz de enxergar também, havia finalmente trocado de roupa depois de três dias infernais, não deixaria que malditos atiradores manchassem sua roupa nova, ele já estava puto com tudo aquilo.

- Deixa comigo, eu subo e acerto eles! Você! - virou para Rocker - Você que atira bem, vai me ajudar! Quando eu começarem a atirar acertem eles!

Em seguida saltou na direção de uma escada de incêndio e subiu o mais rápido que poderia, Rocker lhe seguiu sem muitas dificuldades. Rocker aparentava ter um pouco mais de 23 anos, tinha a cabeça raspada e não parecia ser tão forte quanto era, mesmo assim seguiu os conselhos de Jack Sorridente, ele sabia que estava com os melhores guerreiros da cidade, bastava escutar eles.

Ao chegar no topo do prédio com calma Peter Vicent se virou para o Rocker

- Assim que começar a atirar você atira logo em seguida! Não se esqueça! - falou com uma certa frieza.

Ele se apoio em um parapeito, seria um tiro difícil, impossível para boa parte de outros atiradores, mas Peter contava com sua visão sobre humana, foi tudo em menos de um segundo, o primeiro tiro acertou o peito do primeiro atirador, virou-se para a direita já engatilhando acertou um segundo na cabeça, o terceiro tiro seria mais difícil, mirou errou, antes que pudesse lamentar, voltou a se esconder.

Rocker levantou-se para atirar, mas não houve tempo. Levou um tiro no peito antes que pudesse empunhar a arma na direção da rua e caiu desacordado.

- Fudeu! - disse Vicent olhando para o corpo de Rocker.

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Ao ouvir o primeiro tiro, William atirou em um de seus algozes com a Magnum que tinha pego no deposito de Peter Vicent, mas o tirou pegou em um poste na entrada do beco, ele saltou para sua velocidade sobre humana enquanto os tiros ainda ecoavam pela rua, em um piscar de olhos estava ao lado do homem com o rifle, em um rápido movimento marcial desarmou o homem e estourou os miolo, lançou-se contra o segundo no beco do outro lado da rua.

Este mirava nas costas de William, quando viu um vulto do seu lado, virou-se e era o mesmo homem que matara seu amigo, ele não teve tempo para pensar, pois a bala transpassou seu corpo com tanta força que caiu sem vida no beco imundo. Havia um terceiro atirador que ele não tinha percebido, foi este que acertou em cheio a cabeça do Pequeno Paul, ele achou irônico, como o atirador não acertou Phill?

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Phil era grande, não estamos falando de uma pessoa normalmente grande, ele era um gigante, um anormalmente grande, seu tipo físico musculoso aumentava ainda mais seu tamanho, ele apenas olhou Pequeno Paul cair do seu lado, sem sentimento nenhum como um máquina de matar virou-se para atirar em que atingiu ele, foi uma fração de segundo. Phill tinha dificuldade de manusear armas pequenas, sua mão era grande demais, um 38 pareci uma pistola de brinquedo, mesmo assim ele tentou acertar o cara, em vão é claro

- Droga eu prefiro minha escopeta!

Miguel seu sócio no bar, atirou em todas as direções, eles ainda não estavam vendo os atiradores, mesmo assim ele descarregou sem dó, Miguel era um mexicano ilegal que usava uma bar local para traficar drogas, sua rede de serviços já atingia toda a zona sul de Los Angeles e crescia muito, ele queria a grana que William iria oferecer, para expandir os negócios, por isso foi junto, não era a primeira vez que William lhe metia em uma encrenca com balas.

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Peter Vicent estava caído no chão, levou um tiro no peito, estava desnorteado, um dos atiradores flanqueou sua posição por pura sorte, o mundo girava enquanto ele se aproximava, sabia que não podia cair tão facilmente dessa forma, usou o sangue para tentar se concentrar e recobrar a consciência.

O atirador parou ao seu lado com cautela e apontou bem para o meio dos olhos de Vicent, antes que pudesse puxar o gatilho sua cabeça explodiu, Vicent ficou um pouco desnorteado, mas entendeu logo em seguida, Rocker acertou o tiro finalmente.

Peter Vicent olhou para o furo em sua camisa por um instante e depois deixou para lá, caiu sugando o sangue que ainda restava do atirador, isso iria curar suas feridas mais rápido, Rocker terminava de se curar antes que o tiroteio tivesse fim, da rua ao lado ele ouvia diversos tiros.


Dentada de Tubarão - Parte II


17 de Junho de 2013

Harley estava com o pensamento vago, ele olhou cada projetil deixado pelas balas dentro da oficina, ele bem sabiaa que era um ponto de vendas de drogas.


Quem não sabia que a Oficina de Litlle Paul em San Fernando era um ponto de drogas?



Ele se perguntou antes de subir as escadas, ele viu sangue para todos os lados, viu também que alguém fora extremamente baleado, pedaços de cérebro e sangue lhes dizia isso, mas ele não entendia como um segundo alvo chegou tão perto para matar o resto da gangue.



A oficina não era muito grande, havia uma carro velho que nunca fora tocado, muitas bitucas de cigarro e de maconha espalhadas pelo local, whisky de primeira e alguns restos de comida, o escritória fora destruído parcialmente, havia metade de um corpo caído no chão da porta de entrada, a outra metade estava no meio do escritorio, outros corpos também estavam no local, foi uma chacina, eles tinham sub-metralhadoras e escopetas, o assassino tinha uma espada.



Há mais de 15 anos Harley não via algo do tipo, mas já havia visto antes, ele olhava com calma, o maldito era descuidado, no entanto rápido, ele não entendia como o desgraçado saltou sem levar nenhum tiro, mas teve pena do pobre coitado que foi alvejado sem parar e mesmo assim levantou.



Harley, achamos um braço atrás do carro! 



Ensaca a porra e etiqueta!




Bem há duas evidencias essenciais, a primeira que eles tinha pelo menos dois alvos, um levou cumbo e sangrou, foi fuzilado, e alguns projeteis até ficaram no corpo dele, pois desapareceram, sem contar que o sangue era mais escuro que os outros, o segundo correu de alguma forma não compreendida até as escadas, talvez tenha flutuado ou saltado do chão para cima do escritório, de qualquer modo ele sabia, era um vampiro.

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23 de Junho de 2013

Uma explosão no motel, um vazamento de gás? Com estilhaços de granadas industriais? Acho que não.

Harley olhava atendo para o buraco aberto no forro da parede e na parte de baixo do banheiro do motel, que estava destruído, ele podia sentir que existia uma explicação lógica, talvez um acerto de conta entre traficantes, ou quem sabe ladrões de banco, mas tudo parecia na verdade extermínio

A quantidade de capsulas, a direção para onde atiraram, tudo parecia tão estranho, ele se agachou e viu pedaços de camisas rasgados no buraco do forro.

Quem estava atirando em vocês? Seria uma criança ou alguém pequeno que passou por aquele buraco para se esconder?

O que deixava Harley mais instigado era o fato de que os rastros acabavam na porta da frente do apartamento de baixo, simplesmente sumiu na direção da porta, sem sangue, sem pegadas, sem digitais, nada que pudesse evidenciar que haviam duas pessoas.

Onde vocês foram parar?

Harley por algum motivo se lembrou das mortes na oficina há cinco dias a trás, como se tivesse sumido novamente o rastro.

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24 de Junho de 2013


Harley sabia que não era coincidência, o assassino da oficina estava no motel, mas ele não sabe como provar, não há evidencias, tudo indicar uma guerra de gangues, normalmente seria simples, mas parece que esse cara novo é implacável na sua sede de sangue, mas ninguém vai acreditar que uma pessoa conseguiu pular mais de 10 metros sem tocar o chão. E agora ele tem certeza com a morte de diversos mercenários em uma igreja, o padrão é semelhante, é uma artista marcial provavelmente, os cortes são de espada.

Será que você tem uma academia de artes marciais maldito? Ou é um assassino contratado?

Harley fita o topo dos prédios do alto da delegacia, por um momento ele pensa o quão trabalhoso sera seguir o rastro desse assassino, mas existe alguma coisa que não se encaixa, qual a relação entre uma igreja em Malibu, um Motel no Centro e a Oficina de Litlle Paul , deveria haver uma relação que está desconhecida.

Drogas? Tráfico de Armas? Acerto de contas? Por onde começar? Academias de Artes Marciais? Que loucura é essa Harley, o que está pensando? Acho que estou ficando paranoico

Independente da paranoia, Harley resolveu seguir seus instintos e procurar academias de artes marciais. 



Pergaminho do Caçador do Abismo


Meus olhos sagravam depois do ritual, não sei ao certo quando cheguei aqui, mas sei que foi exigido o sacrifício de uma vida, a minha é claro, para que eu salvasse meu povo, fui condenado ao abismo, jamais fui direito, pelo contrário era uma alma atormentada em vida e continuarei na morte, o abismo, o local para onde os demônios são enviados, é onde estou, vejo um vale distante, matei umas cinco coisas que não conhecia direito e que se quer tinha forma de algo que seja possível descrever, foram as mesmas coisas que me seguiram na floresta antes de eu ser arrastado para cá.
Vejo almas penadas, fracos que foram arrastados, me sinto bem por não ser um deles, talvez esse papel seja uma extensão da minha consciência, aquilo que me mantém vivo nesse inferno.
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Alguns demônios vieram barganham comigo há dois meses, no Vale da Sombra da Morte, eles disseram que meu coração era pura trevas e que me tornei um ótimo caçador de pecados, quem diria que eu serviria para alguma coisa depois de morto, fizemos um acordo, eles queria uma alma especifica que tinha se perdido no que chama de Umbra Profunda, meu povo falava sobre isso, sempre achei uma baboseira, deve partir quando lua de sangue surgir
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Achei mais do que queria dentro da floresta, quase fui sugado por uma coisa que parecia um tornado, mas tinha vida e pulsava, mais ainda eu o dominei, o tranformei em meu mascote, achei uma corrente que parece ser muita valiosa, ela responde a minha vontade, a alma foi entregue, como pagamento os demônios me deram um pouco de água, com ele eu posso ver o outro mundo, quero ver como anda meu povo.
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Tudo em vão, foi tudo em vão, minha morte, meu povo foi morto pelos brancos, as mulheres foram estupradas e salgaram a minha terra, preciso retornar ao mundo dos vivos, preciso caçar cada um deles... deve haver um meio.
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Encontrei um homem lobo, o desgraçado tentou pegar meu mascote, maldito ele não esperava que fosse tão forte, queria me atrair para um artefato, o dominei a tão ponto que ele não pode reagir, está preso em uma caverna que fiz dentro da floresta negra, tenho pena da alma dele, mas vou usá-lo, descobrir como viciá-lo e enlouquecer esse maldito.
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O homem-lobo se chama Kahuk, fizemos um pacto, pedi para que ele trouxe-se água em troca do poder que adquirido do abismo, ouvir falar de um ritual chamado A Porta de Luvian, é o senhor dos mundos, seria fácil realiza-lo do outro lado, mas com a quantidade certa de água e as almas que tenho aprisionadas conseguirei ir até o mundo dos vivos caçar meus inimigos.
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Aconteceu algo estranho, fui levado contra minha vontade para o mundo dos vivos, era noite, parece que um ser sem alma me invocou, ele era mais poderoso que eu e acabei sucumbindo ao seu poder, ele pediu que eu perseguisse uma pessoa, foi majestral, caçar um homem branco, do outro lado me movo rápido entre as sombras e quase nada pode me ferir, parece que o fogo ou a luz mágica são as únicas coisas que me afetam, partir o pobre coitado ao meio, em troca o ser sem alma me deu sangue, alimentei meu mascote e usei o resto do sangue para plantar frutos carnívoros. O nome do ser é Lester, creio que ira me chamar novamente em breve.
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As plantas que cresceram do sangue, estão dando bons frutos, almas chegam para tentar pegá-las e eu as aprisiono, estou me alimentando delas, descobrir como ficar mais forte, descobrir como ver o mundo pelos olhos do homem-lobo, ele se tornou meu servo, vou caçar todos aqueles que mataram eu povo.
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A medida que incorporo minha mente nas memórias do homem lobo tudo fica confuso, não sei ao certo o que sou e nem quem é ele, os outros de sua tribo desconfiam dele, ele terá um fim trágico em breve, sua alma será minha por completo, descobrir que durante as noites de verão meu poder aumenta, perto do aniversário do meu sacrifício. O tempo vaga distante por aqui, não sei quanto tempo se passou desde a minha morte, tenho cada vez me perdido em meus objetivos, passei a torturar algumas almas
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Achei o campo que pertencia a minha tribo, junto com o homem lobo consegui resgatar as lembranças da batalha do meu povo, marquei cada um dos soldados que mataram meu povo, alguns estou em um lugar próximo do abismo, outros morreram e ainda outros estão inalcançados, mas o líder deles ainda está vivo.
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Hoje foi um dia bom, vinguei o meu povo e arrastei o líder dos soldados comigo para o abismo, ele está sob minha posse... matei o homem lobo assim que consegui o que queria, ele já não me era útil, vou atrás de outras almas desses soldados para acertar as contas.
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Lester me chamou novamente, dessa vez pediu que eu rasterasse uma mulher, uma feiticeira , ela deixou marcas profundas em mim, me deixou bastante machucado, estou há muito tempo recolhido em minha toca, tive que usar muitas almas para poder me manter consciente, aprendi como mudar a terra ao meu redor, estou conectado com as sombras do abismo, isso é importante, vou construir armas.
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Já faz tempo que não escrevo um século ou dois no mundo mortal, ainda olho de vez em quando para o mundo, tudo mudou, já faz tempo que não vou para o outro lado e Lester parece não me invocar, não sinto a nossa conexão, acho que sua existência deve ter chegado ao fim, o outro lado parece tudo mais iluminado, há barcos a vapores, que não precisam de remos, me tornei o senhor da floresta negra do abismo, diversas criaturas e seres vem até a mim pedindo um pouco do meu poder. Me sinto triste pela primeira vez desde que cheguei aqui, acho que me falta algo.
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Um outro homem vampiro me invocou, ele era mais fraco que eu, mas o obedeci para poder arrastar algumas almas junto ao abismo, ele foi um estúpido e o arrastei para junto das sombras, já que isso lhe parecia dar tanto prazer. Tolo não deveria brincar com as sombras
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Transformei algumas arvores em lamina, isso ajuda a torturar as almas que estão sob meu domínio, desenvolvi um ritual poderoso para defender minha toca, ele cria vida nas arvores e as transformam em armas letais, isso é interessante
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Descobri que do outro lado posso invocar as arvores de lâmina, um homem vampiro se assustou quando fiz crescer em sua catacumba uma das minhas criações, ele me procurou para aprender, em trocar pedi-lhe uma grande quantidade de sangue, plantei mais arvores desse tipo em minha região.
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Homens lobos tentara invadir minha floresta, estavam atrás de mim provavelmente, eles foram persistentes, mas todos sucumbiram aos meus poderes, estou mais forte, mais rápido e me sinto bem mais inteligentes, descobrir como roubar o conhecimento das almas, isso aumentou minhas perspectivas.
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Aprendi a usar magia, isso me tornou um caçador melhor.
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O mundo do outro lado está diferente de novo, parece que uma grande batalha inrrompeu do outro lado, tão intensa que pode ser sentida no abismo, há muitas almas chegando, tive que caçar diversas almas no abismo nos últimos dias, há algo estranho acontecendo do outro lado.
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Criei um grupo de caçadores para proteger minha terra, deveria ter feito isso há muito tempo se não tivesse perdido muito tempo com besteiras, alguns demônios tentaram roubar minhas coisas, pela primeira vez matei um demônio do abismo, isso me levou a uma guerra no abismo. E eu estou ganhando.
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Apareceu um ser poderoso que varreu o vale, mas minha região ficou intacta ele veio até a mim e lutamos, ele me subjulgou, mas não me exterminou, fizemos um acordo se é que existe acordo entre derrotados e poderosos, ele me deu poderes, me tornou Caçador do Abismo.
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Sou um de 12 caçadores, todos de épocas diferentes, pertenço ao exército e comando este, não sei ao certo como isso aconteceu, meu domínio continua sendo a floresta, mas tenho que periodicamente que realizar incursões por outros mundos que não conhecia, descobrir coisas novas e coisas que achava impossíveis de acontecerem.
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Outra batalha intensa irrompeu no outro lado, dessa vez mais almas chegam a todo instante, mas dessa vez estamos preparados, eu estou mais forte, construir um grupo forte e coeso, servos fieis que não irão recuar, pois sabem que há coisas piores que poderia fazer a eles.
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Um rasgo entre os mundos, os humanos conseguiram fazer um rasgo entre os mundos, várias almas aproveitaram para retornar ao outro lado, mas as almas do abismo foram contidas, isso criou um outro mundo onde espíritos parecem interferir no outro lado, algo precisa ser feito para restabelecer o equilíbrio, o rasgo ocorreu em uma ilha no grande oceano, por uma arma que tudo queima, foram duas explosões o suficiente para romper os mundos, os humanos ainda não perceberam.
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Fui invocado por um grupo de homens vampiros, olho para eles com pena, tão miseráveis, me lançaram contra um vampiro deveras poderoso, mas que sucumbiu ao meu poder, batalhamos por uma noite inteira, ele dominava as artes do abismo, mas não sabia que o abismo agora também sou eu, me alimentei do seu coração antes do alvorecer e colhi minha recompensa em sangue.
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O homem chegou a lua, que ironia, até onde a tecnologia humana deve chegar?
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Fui invocado por outro grupo de vampiros, parecem que eles se conectaram profundamente como abismo, dessa vez eu cacei um vampiro mais poderoso, ele produzia chamas, alterava realidade, era um feiticeiro e vampiro ao mesmo tempo, mas há muito tempo aprendi a lidar com vampiros e feiticeiros, trouxe comigo meu mascote, ele não soube o que fazer quando viu os horrores do abismo, os vampiros que me invocaram eram mais fracos, os arrastei comigo para o abismo, são servos da minha vontade agora.

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