quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O Resgate do Soldado Vicent – Part 6

Laguna Terrance, Lagoa Linoa, Vale Simi, Los Angeles
10:00 da Manhã, Sexta 27 de Setembro de 2013

Em um canto do covil Cristine estava deitada abraçada com a espada, ela estava de lado com a roupa suja ainda de sangue e parte da camisa rasgada por causa do ferimento da espada na noite anterior, mas sua pele estava totalmente recuperada, no chão deitado de peito para cima o corpo de Phil cheio de ferimentos e terra.

Em uma mesa pequena uns cinco celulares, um laptop, um tablet e outros componentes eletrônicos, estava Roberta ainda acordada, com muita dificuldade trabalhando, vasculhando informações, lendo papeis e digitando em seus componentes eletrônicos códigos.

Era um esforço enorme para qualquer outro imortal ficar acordado durante o dia, mas Roberta parecia estar bem, como se sofresse de insônia, mas era visível seu cansaço, não em seu rosto que não esboçava nenhum traço, mas em seus olhos, um cansaço místico que o sol traz a qualquer um vampiro.

Ela continuava concentrada, reunindo informações das ultimas 24 horas dos celulares e dos computadores do bando que tinha exterminado, ela viu informações sobre alguns membros da cidade, inclusive sobre outros membros que iriam interessar ao seu grupo.

Esses desgraçados estavam colhendo informações para quem? Arquivos, fotos, e dossiês para quem? Não sabia que eram tão organizados? Que ironia!

Roberta estava colhendo informações importante sobre vampiros do Sabá na costa leste, e sobre vampiros na costa Oeste. Eles eram um grupo de apoio que há décadas reúnem informações sobre membros de Los Angeles.

O covil em que estava era cercado por buracos na parede, com camas, local possivelmente onde o bando dormia, havia também um cômodo secreto onde abrigavam normalmente seu “alimento”,
Um tempo depois lendo uma agenda, do que se chamava de sacerdote ela descobriu o membro que estava faltando, seu nome era Justin, um Tzismice, era os responsável pela liturgia do bando.
Roberta continuou vasculhando informações, quando o telefone tocou, era Louise.

“Roberta o que descobriu?”
“Lou, o Vicent vai pousar no Aeroporto da República, existe um hangar no nome de Homero Warley, ele é um empresário dono de lotéricas em Nova York e algumas casas de Cambio, eu vou investigar o máximo que puder.”
“Roberta, o nome que ouvi quando estava na casa era Wesley, acho que foi o contato deles”
“Ultima ligação do Leonard, o cara que a Cristine decapitou, para esse tal Wesley, já triangulei, é de Nova York, Avenida Wadsworth 320-330, não sei dizer ao certo de onde precisamente”
“Para onde irão levar ele? Alguma pista?”
“Nada, pelo que li em algumas anotações e arquivos dele, o Vicent foi marcado pelo Sabá, acho que ele não sabe disso, na verdade pelo próprio Clã, a mensagem estava em uma carta que achei nas coisas de um deles.”
“Caralho”
“Ele pode ir para em qualquer lugar, não sei como essas coisas de seitas funcionam Louise”
“Ele vai ser morto ou arrastado para o inferno, Nova York é do Sabá”
“Eu estou me esforçando o que souber te envio”
“É melhor ir dormir Roberta, você precisa está inteira para amanhã”
“Tem mais uma coisa, a adaga sumiu, existe um sexto membro desse bando aqui, uma espécie de sarcedote”
“Hum e quanto aquele que tu empalou?”
“Eu matei ele, cortei a cabeça”
“Tudo bem. Descansa, amanhã vai ser barra”

Roberta desligou e continuou mexendo no seu computador.

******

Aeroporto da República, Farmingdale, Nova York
18:40, Sexta 27 de Setembro de 2013

Hank, usa um sobretudo, o vento frio do outono sopra com força, ao que tudo indica choveu no final da tarde, ao seu lado Lisa com o rosto coberto por trapos parece estar sorrindo.

“O que foi Lisa?”
“Você não sente o cheiro no ar? Do sangue? Eu quero matar Hank, eu preciso matar!”
“Porra Lisa, já vai só vamos entregar essa merda e depois vamos curtir”
“Curtir? O que eu quero fazer ainda não tem nome!”

Lisa coloca seu braço sobre o ombro de Hank, ela é um pouco mais alta, Hank sente falta de um cigarro, mas continua ouvindo as vozes em sua cabeça falando sobre o tempo do fim, ele lembra do sonho daquele noite com uma cachoeira de sangue que descia pela rua do seu refugio, aquilo lhe pareceu um presságio.

Chass, usando uma jaqueta de motoqueiro e segurando um pedaço de cano de aço, fala para os dois

“Bando de cão! Vamos logo entregar essa porra antes que o inferno esfrie mais! Temos assuntos no Queens para resolver!”

Eles entram no hangar e seguem para o caminhão baú onde o caixão está sendo carregado, junto com vários outros caixotes, Elonora, uma mulher branda e loira de nariz afilado parece realizar algumas anotações, quando escuta uma voz seca vindo de suas costas

“Elonora, está tudo bem? O corpo está inteiro?”

Ela reconhece a voz do arcebispo Datlev vindo de suas costas, ela é meio que pega por um transe, ela pode sentir a força das trevas emanando dele.

“Sim meu senhor, está inteiro, devemos levar para outro lugar?”
“Não, a punição dele será em público”
“Está bem”


Elonora continua seu trabalho.

****

Louise já estava acordada há pelo menos meia hora, não poupou esforços e passou a vasculhar psiquicamente o aeroporto de um plano astral, finalmente achou o corpo de Vicent, pensou que teria sorte de pegá-lo antes dele, ela sente que se entrar em combate agora será destroçada pelo bando Sabá responsável pelo transporte do corpo.

Ela buscou na mente de Elonora o local para onde será levado o corpo, depois de alguns minutos aproveitou a conversa que teve com Detlev, ela sentiu o medo que ela resplandecia ao falar como ancião lasombra, Louise estava bem cautelosa, para passar desapercebida na busca.

Ela descobriu para onde o corpo de Vicent está sendo levado. Isso lhe daria alguma vantagem.

O Resgate do Soldado Vicent – Parte 5

Em algum apartamento de Nova York.
6:45 da Manhã,  Sexta 27 de Setembro de 2013.
“Senhor Detlev, o corpo de Peter Vicent está a caminho, parece que seus aliados tentaram reaver o corpo no aeroporto, mas ele já estava voando para cá, perdemos o contato com o bando do Vale Simi"

Detlev, estava sentado pensativo, olhando para o nada, ao seu lado um copo cheio de um liquido parecido com vinho, só um pouco mais denso, estava olhando para a televisão, assistindo na verdade um tufão que atingiu o norte da India. Estava pensativo e concentrado demais, no entanto conseguiu ouvir as palavras do seu servo

“Tudo bem, o bando cumpriu seu papel nessa jogada da Jyhad”

Detlev tinha um cabelo curto, enrolado, com traços fortes do mediterrâneo, vestia uma camisa longa de seda e calças sociais, ao levar um gole de sangue aos seus lábios, pensou em como a noite havia sido prazerosa. Mas lhe atormentava o seu coração os rumores sobre o oriente, alguns contatos na Europa lhe falaram de algo que estava acontecendo na Índia, sobre rumores de algo que despertou.

Detlev lembrou-se de outro momento, em que uma luta decisiva quase tragou todas da família para o abismo, lembra-se de como os ventos sopravam naquela noite há muitos séculos atrás, lembra-se da luta com o fundador, ele não era um neófito, mas foi como ele se sentiu diante de tanto poder, sabia que o dia estava próximo, que era o momento de concentrar forças para enfrentar a tempestade que se formava no horizonte.

“Eu estou bem cansado Harold, alem disso já passou do horário de me recolher, vou descansar, me acorde antes no anoitecer, não posso correr o risco de perder o corpo de Peter Vicent”
Detlev desligou a televisão e foi na direção de seus aposentos.
Harold recolheu a garrafa e o cálice para a cozinha.

******
Laguna Terrance, Lagoa Linoa, Vale Simi, Los Angeles
5:30 da Manhã, Sexta-Feira 27 de Setembro de 2013

Roberta estava colocando tudo que encontrava numa sacola, celulares, dois computadores, vasculhou alguns papéis e arrancou um mapa na parede que constava o Valse Simi com pontos de recolhimento e outros possíveis refúgios, pelo menos era isso que ela achava.

Alguns corpos estavam virando cinzas, ela vasculhou pegando carteiras, sabia que qualquer documento que encontra-se seria falso, mas era por onde poderia começar a investigar.
Do lado de fora Cristine esperava no Buick azul, ligou o rádio e estava escutando o Bom Dia Los Angeles, ouviu a notícia sobre um confronto com traficantes ter deixado quatro policiais feridos gravemente e sobre um acidente em um hangar de avião que levou a morte pelo menos seis pessoas, aquilo estava sendo tratado como uma tragédia e uma investigação seria iniciada para apurar de quem era a culpa.

Ela sorriu, foi um ideia genial de Roberta explodir o jato para não deixar vestígios, ela viu quando Roberta saiu carregando uma sacola de pano e colocando no banco de trás e retornando para a casa.

“Roberta, precisamos ir!”
“Não vou demorar Cris preciso verificar uma coisa na casa antes.”

Roberta estava atrás da Adaga de Vicent, sabia que era um artefato poderoso e que poderia lhes ajudar novamente, já tinha vasculhado duas vezes e não encontrou nada, mas precisava tentar novamente, além disso ela queria limpar de vez aquele covil.

Desceu as escadas até a catacumba onde desenterrou Phill, lhe parecia que faltava alguma coisa, foi então que ao olhar para as camas ela se deu conta.

“Está faltando um, como pensei, onde você se escondeu?”

Ela voltou para o carro, mas não entrou, falou da porta da janela do quarto.

“Temos dois problemas Cristine, um deles sobreviveu, nós matamos cinco, há seis camas lá embaixo, quem é o sexto ou sexta?”
“E agora?”
“Eu acho que seja lá quem for deve ter saído fora, com todo mundo morto ele ou ela não vão tentar nada, mas não temos como ter certeza, eu vou explodir tudo aqui e que se foda!”
“Mas quero saber se vamos chegar a tempo em St Paul, no Bar antes do amanhecer? Eu preciso de internet para trabalhar e um lugar seguro.”
“Não vamos! É mais ou menos uma hora de viagem, nem devíamos ter voltado aqui para começo de conversa! Pensei em dormir em algum motel no caminho.”
“Foi preciso, então que tal a gente dormir aqui?”
“Tu ta de brincadeira né?”

Roberta deu um sorriso leve no rosto, antes de pegar as coisas no banco de trás e levar para dentro, depois voltou e arrastou o corpo do Phill com ajuda de Cristine para dentro do covil.

Cristine estacionou o Buick em uma rua abaixo, enquanto Roberta instalava alguma coisa no corredor do quarto para o porão, colocou as quatro trancas e realocou as armadilhas preparadas na escada, abriu o alçapão e começou a trabalhar.


Cristine estava com medo, mas não disse nada.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O resgate do soldado Vicent – Parte 4


Alameda Sherman, Van Nuys. Los Angeles
3:20 da Madrugada, Sexta, 27 de Setembro de 2013

Havia corpos de policiais na saída da Rodovia San Diego onde o furgão havia sido parado a cinco minutos atrás, Louis continuava pela alameda Sherman, Roberta ouviu o pedido de reforços pela radio, mas ela não poderia liberar, seria melhor que eles morressem naquele momento.

Louise continuou pela Sherman, havia ainda um carro de policia seguindo o furgão, ele já estava altura da entrada do aeroporto, enquanto isso Roberta tentava acompanhar a perseguição.

“Central precisamos de apoio urgentemente, diversos feridos ficaram na entrada da alameda Sherman, estamos seguindo em perseguição ao forgão”

A voz da verdadeira central respondeu assustada

“Copia unidade, o que estão fazendo na alameda Sherman? Quantos policiais feridos? Estamos enviando apoio”
“Copia Central, respondendo ao S322 informado pela central”. Houve breve momento de silêncio. “Central, que se foda, mataram seis policiais e vamos pegar esses desgraçados, estão indo na direção de embarque particular do aeroporto”

Roberta olhou para Louise

“Louise acelera, não tem mais nada que eu possa fazer!”

Louise cortava a rua ignorando sinais ou qualquer outro carro, as palmeiras da alameda pareciam se distorcer, estava dando o máximo para poder alcançar os desgraçados, Cristine colocou o cinto de segurança, enquanto Roberta continuava fazendo algo em seu computador.

“Louise descobri em que pista eles estão, acho que é esse voo aqui particular, está na pista a espera do passageiro, tenho certeza! Por isso o desgraçado está correndo”

No cruzamento entre a alameda Sherman e avenida Hayvenhurst, Louise deu um cavalo de pau cantando tando o pneu que todos no carro sentiram que o carro iria capotar, levemente podiam sentir o Buick inclinando, mas não aconteceu ela conseguiu terminar a curva quase batendo em um poste, mas conseguiu e entrou a 80 por hora na avenida Hayvenhurst, mas o carro perdeu o controle na outra curva, ela teve que freiar bruscamente para não bater no muro do aeroporto.

“Louise, tem que ir ao final da avenida “
“Não vamos entrar pela porta, vamos pular o muro”

Louise entrou no desvio para o estacionamento de carga, parando o carro de qualquer maneira, Roberta tratou de guardar as suas coisas na bolsa, sacou o punhal e a pistola que levava, Cristine sacou a espada.

Antes que elas pudessem se dar conta, Louise estava em cima do muro procurando alguma coisa, mais rápido que as duas podiam ver. Cristine saiu e saltou em cima de um carro para depois alcançar o muro, Roberta apertou a mochila e saltou também.

“Lá está, naquele hangar”

Louise desapareceu e logo em seguida Cristine, Roberta esperou um pouco mais, uma coisa lhe chamou a atenção.

*******
Ao lado do furgão uma viatura policial com corpos sangrando, um jato particular estava na frente do hangar, Louise acertou em cheio o vampiro que se encontrava concentrado nos policiais, Cristine acertou os dois comparsas que estavam vigiando o embarque, foi tudo bem rápido.

Cristine acertou dois golpes em cada um dos homens armados, um deles ainda acertou alguns tiros em seu peito, mas eram armas de pouco eficácia contra um vampiro, sua espada no entanto acertou em cheio ambos, quando se virou viu a cabeça de alguém na mão de Louise, o avião começou a taxiar na direção da pista.

Cristine olhou no furgão rapidamente, o corpo de Vicent não estava lá. Louise entendeu o olhar, ela começou a correr na direção do avião.
Merda não vou conseguir alcançar.

Do lado direito de outra pista ela viu um caminhão reboque indo na direção do jato, o caminhão acertou de raspão a roda dianteira, mas foi o suficiente para retirar o avião do caminho, o avião escorregou para o lado e sua asa  direita bateu no chão quebrando a ponta e derrapando para o lado.
Louise aproveitou, correu e arrancou a porta de entrada, dentro um homem de terno sacou uma arma, ela foi mais rápida e desarmou o cara acertando um tiro na cabeça, virou na direção do piloto da cabine e quebrou o pescoço do piloto.

Ela virou-se procurando o local de carga dentro do jato, abriu e não encontrou nada, o corpo de Vicent não estava nesse voo.


Cadê ele?



O resgate do soldado Vicent – Parte 3



Laguna Terrance, Lagoa Linoa, Vale Sami, Los Angeles
2:00 da Madrugada, Sexta, 27 de Setembro de 2013

Cristine desferiu um golpe forte no pescoço do seu primeiro oponente, o sangue respingou sob seu corpo, ela girou na direção do segundo, acertando o ombro de seu oponente que soltou um grito, ele utilizou as garras em sua mão para tentar acertar seu dorso, Cristine colocou seu corpo a espada e aparou o golpe de seu oponente.

A mão com garras caiu ao chão junto com o oponente de Cristine, ela aproveitou para decapita-lo, a cabeça mal acertou ao chão, quando ela foi jogado por uma explosão vindo da garagem, Cristine foi empurrada pelos estilhaços, ela jogou seu corpo para o lado, mas os estilhaços incandescentes atravessaram sua carne e sua roupa, ela rolou com muita dificuldade enquanto as chamas começavam a queimar sua roupa.

Cristine sabia o que significava, se controlou e fitou seu olho no oponente a frente, ele vestia uma jaqueta jeans, com uma camisa escrito alguma coisa sobre rock and roll, segurava uma espada maior que a de Cristine e não estava machucado, ele apenas fitava Cristine que empunhava a espada em sua direção.

Ele lançou-se contra Cristine, a espada correu em um movimento de elipse da esquerda para a direita, Cristine empunhou a arma junto ao seu corpo e deu um passo a frente, bloqueou a espada de seu oponente, a espada dele ricocheteou, ele girou na outra direção lançando um segundo ataque em uma velocidade sobre humana.

Cristine também era rápida, ela deu um passo para trás inclinando seu corpo para trás, a lâmina de seu oponente atingiu o vazio, ela estava serena nesse momento, ele se irritou, antes que ela volta-se a sua posição ele mudou a direção da espada mirando o pescoço de Cristine, ela primorosamente atingiu a lâmina em um movimento de cima para baixo, forte o suficiente para bloquear o ataque, uma faísca saiu do encontro das duas espadas.

Cristine sentiu-se mais confiante, ela sabia que poderia vencer aquele homem, ela sorriu por um momento e não percebeu o movimento de seu oponente, com um passo na diagonal o seu flanco ficou livre, ela tentou bloquear, mas sua espada passou direto, ele atingiu em cheio o seu ombro, isso encheu Cristine de ódio.

Ela saltou a atingiu o meio da testa de seu oponente com uma força bestial que invocou de algum lugar esquecido em sua mente, a espada em seu ombro teria matado um mortal, mas não ela, Cristine não queria morrer ali, naquele lugar para um vampiro de merda.

O golpe fez com o seu inimigo larga-se a espada e fosse caindo aos poucos, ela pode sentir o sangue espirrando em seu rosto e a força que teve que fazer no cotovelo para retirar do crânio, ele caiu sem ação alguma, Cristine aproveitou para recuperar-se do golpe em seu ombro, aos poucos o seu osso voltava para o lugar.

*******
2:45 da Madrugada, Sexta 27 de Setembro de 2013

“Louise, porque não acordamos o Phill?”
“Não temos tempo Roberta, se não nos apressarmos vamos perder o rastro do Peter”
Louise dirigia há mais de 120 pela I118.
“Estão mandando o corpo do Peter para Nova York, se não conseguirmos chegar a tempo no Aeroporto de Van Nuys, ele está fudido!”
“Merda Louise, não vai dar tempo, daqui para o aeroporto de Van Nuys demora uns trinta minutos, a gente não vai chegar a tempo.”
“Eu não sei Roberta, tem que dar tempo” – Louise pisou mais fundo no acelerador, o transito naquele horário colaborava.
“Vamos ver o que podemos fazer”

Roberta pegou um fone de ouvido com um microfone, abriu o seu laptop e começou a digitar rapidamente diversos códigos. Cristine estava introspectiva, não conseguia imaginar que conseguiu sair viva daquela luta, nunca tinha lutado, ela se sentia satisfeita consigo mesmo, seus pensamentos foram cortado pela a voz de Roberta.

“Atenção unidades próximas a Van Nuys, Panorama City e North Hills, Furgão, Ford Transistom Custom, placa desconhecida, cor preta, ela está se dirigindo ao aeroporto, possivel S322, repetindo possível S322, números de suspeitos desconhecidos, mas possivelmente armados e perigosos. Copia Unidades?”

“Copia central, aqui a viatura SD4355, de Panorama City, o possivel veiculo foi visto há cinco minutos na Avenida San Diego, Interestadual 405 rumo ao sul, copia adesivo de surfista na lateral direita?”
“Copia SD4355, confirmado o adesivo de surfista na lateral, veiculo em perfeitas condições, copia unidade”
“Copia central, estamos saindo no encalço”
“Viaturas ao redor de Panorama city e Aeroporto de Van Nuys, alerta de veiculo, furgão cor preta, Transistom Custom Ford, adesivo na lateral do furgão, S322 em andamento, cuidado suspeitos estão armados e perigosos, indo na direção do Aeroporto possivelmente”

Cristine achou aquilo genial, ficou olhando a garota enganar os policiais de Los Angeles e colocar a força policial no encalço do bando Sabá.

Roberta tampou o microfone e falou para Louise

“Com sorte pelo menos vamos conseguir atrasar eles”

Louise sorriu com o canto do rosto enquanto dirigia loucamente pela avenida.
Cristine perguntou para Roberta

 “O que é S322?”

“Roubo de cadáver!”



domingo, 19 de outubro de 2014

O Resgate do Soldado Vicent – Part 2


  Estrada Ronald Reagan, Los Angeles
 1:20 da Madrugada, Sexta 27 de Setembro de 2013.

Louise dirigia seu Buick azul escuro pela I118, antiga estrada Ronald Reagan, ao seu lado Roberta, parecia está concentrada em alguma coisa, enquanto prestava atenção na estrada olhava rapidamente para ver o que a menina fazia, ela não imaginava o quanto Roberta era inteligente e nem como ela era útil quando a viu pela primeira vez.

La estavam as duas prestes a enfrentar um bando Sabá que derrubou um dos membros mais poderosos que ela já tinha conhecido e um brutamontes de quase três metros, no banco traseiro do carro Cristine segurava sua espada oriental enquanto olhava os as luzes da estrada.

Cristine não era uma especialista na arte do combate, para ela era apenas um passatempo, mas ela sabia bem mais que Louise o que significava entrar em combate com um bando inteiro, em toda a sua não vida ela nunca tinha entrado em combate, seria a primeira vez.

Estranhamente Cristine lembrou das palavras de um antigo professor “Você vai treinar a vida inteira pensando em entrar em um combate e quando finalmente entrar em um combate vai ter desejada nunca entrar” e lá estava ela, ela lembrou-se de William, ele era sim um espadachim de verdade, mas ela não poderia se negar de ajudar Louise.

“Olha, entrei nas câmeras de segurança da policia e estou monitorando as viaturas e chamadas no local, parece que na noite de ontem alguém ouviu disparos no Parque Verde, mas não encontraram nada.” – disse Roberta um pouco nervosa
“Certo Roberta, sabemos onde eles estão, pelo menos estão inteiros, por enquanto, já sabemos onde eles estão, mas minha preocupação é que o bando nos ache antes de chegarmos no refugio dos malditos”
“Na minha tela os celulares ainda estão parados espero que esteja onde eles estão, de qualquer modo estou monitorando as imagens do local pelas câmeras”
“Não tem como a polícia perceber?” – perguntou Cristine.
“Não, eu não estou mexendo em nada só estou no sistema deles, não é tão difícil, se eu estivesse pesquisando algo, poderiam ter uma chance de sentirem algo diferente”
“Muito bem...” – Louise sorriu ironicamente “... vamos seguir o padrão de segurança de duas quadras” – disse em voz alta como se falasse para si.
Roberta riu, pois conhecia esse padrão se segurança. Cristine voltou a olhar a estrada.

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Em algum apartamento de Nova York, 
3:40 da Madrugada. Sexta 27 de Setembro.

As mãos gélidas de  Detlev colocou lentamente o telefone no gancho, em uma era tão incerta ele não acreditaria, que depois de seis meses de preparação, depois um circulo de místicos bem treinados serem executados e milhares de recursos gastos, bastaria um bando de reconhecimento esquecido para lhe dar esse presente.

Detlev não acreditou na ligação que tinha acabado de receber, muito menos o quanto isso seria irônico, uma das maiores ameaças ao clã, um místico pária e traidor, capaz de manipular a essência do abismo, seria aprisionado por um bando sabá em um território dado como perdido.

Pois foi isso que um de seus servos acabou de lhe informar, o Bando do Vale Sami, a ultima resistência Sabá em uma cidade sem hierarquia e sem estrutura, eles aprisionaram Peter Vicent, o empalaram e em menos de algumas horas ele estaria vindo para Nova York para receber o que merecia.

Detlev apenas fitava as ruas da cidade, enquanto imaginava o que poderia ser feito com o corpo desse traidor.
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Lagoa Sinaloa, Vale Sami, Los Angeles. Laguna Terrance
1:40 da Madrugada.Sexta, 27 de Setembro de 2013.

Roberta olhou para dentro da casa, Laguna Terrance era cheio de casas com vastos terrenos, os sinais de celular ainda vinham de dentro da casa, ela observava uma caragem grande suficiente para um furgão, pelas câmeras ela viu um saindo há menos de 10 minutos, ela estava apreensiva de seus companheiros estarem dentro do furgão.

Do outro lado da casa Louise, estava bem concentrada, como se pudesse ver e ouvir além das paredes, estava procurando alguma coisa, ao seu lado Cristine que estava com a espada em punho, sob a luz do luar, ao longe ela sentia uma tempestade se aproximando, lembrou-se rapidamente das dores na articulação que sentia quando ainda era viva, por um momento ela lembrou-se dos Sete Samurais, mas ela sabia que eram apenas três.

Roberta enfiou as ferramentas que tinha comprado há algumas semanas, passou meses treinando, abriu a porta da casa sem a menor dificuldade, nem um ruído, ela adentrou lentamente, ela sentiu algo em seu sangue, por algum motivo lembrou-se de Peter, as sombras ao redor dela se concentram em sua costa, como se fosse um manto lhe cobrindo, havia um misto de medo e de satisfação, não sabia ao certo como tinha feito aquilo, mas sabia que podia fazer, viu aquilo diversas vezes, viu William fazendo, Peter fazendo, ela sabia que era capaz.

Esticou as sombras para deixar o local um pouco mais escuro que de costume, as sombras abafam os leves passos que ela dava, seguia com cautela, como uma verdadeira caçadora. Ela ouviu a voz de 

Louise em sua mente.

“Para a direita garota, a segunda porta será mais difícil, tem quatro trancas, a casa está vazia”

Cristine correu na direção da garagem, o portão estava aberto, ela levantou levemente.

“Para Cristine, não faz isso!” – Louise na mente de sua colega lhe orientou – “Têm uma armadilha ai, volta e segue pela porta!”

Cristine, saltou como uma felina e rolou na direção do umbral da porta, havia uma escuridão densa pelo corredor, ela não conseguia ver Roberta, ela se assutou.

“Não se preocupe Cris, se acalma, é a Roberta! Não sei como, mas é ela.”

Roberta, levou menos de cinco minutos para destrancar a porta inteira, para sua cobrança ela demorou demais.

“Tem alguma armadilha Louise?” – ela perguntou em sua mente
“Tem, no terceiro degrau, no quinto e no sétimo degrau.”

Roberta pisava cautelosamente em cada degraus da escada, contando e seguindo a direção de Louise, enquanto isso Cristine fechou a porta lentamente e procurou ficar em um posição que pudesse enxergar pela janela se alguém se aproximasse.

Ao chegar no porão Roberta, sabia que havia ainda um outro andar abaixo, procurou o alçapão que Louise disse que estaria ali, puxou a corda e uma escada retrátil abriu-se para baixo, lá havia um deles e Phil estava em um pedaço de terra, enterrado de cabeça para baixo com uma estaca no coração.

Roberta viu o vampiro deitado, ela se aproximou em um salto de velocidade e fincou o punhal entre a jugular na direção do cérebro, tão fundo que ela poderia sentir a ponta do punhal transpassar o crânio, em seguida ela puxou a estaca da cintura e fincou no peito do maldito, usou o peso do corpo para forçar.

O vampiro olhava para ela surpreso e aterrorizado, Roberta não teve piedade alguma, mas sabia que precisava anular qualquer possibilidade do desgraçado acordar, ela usou a força do sangue e retirou ele da catacumba improvisada que fizeram, ela precisava ter certeza que tinha acertado o peito do desgraçado.

Foi então que ela ouviu um tiro abafado vindo da parte de cima.


"Que merda foi agora?”

O resgate do soldado Vicent - Parte 1



00:10 –  Madrugada, de 27 de Setembro de 2013 – Sexta-Feira

Louise estava sentada em posição de lotus, concentrada em outro plano, já estava algumas horas nessa posição, três dias seguidos de pesadelos, a visão que teve como um vale e a montanha no norte da Índia a deixou extremamente preocupada, pois foi a primeira vez que entrou em transe espontaneamente.

Louise sentiu a força que segurou seu espírito na terra, era um antigo que se levantou, mas ela não sabia ao certo o que seria, foi uma visão aterradora, isso havia afetados outros membros, mas ela estava concentrada e disposta a tentar entender a situação, ela sentiu sua percepção mais forte e mais intensa, mas tinha muito medo de se aproximar da região e ser sugada pelo vortex quilométrico que se abriu no horizonte pelo qual ela olhava.

Depois de seis horas de meditação em transe absoluto, ela retornou ao seu corpo, sua costa estava um pouco dolorida e uma dormência subia pela suas pernas, Louise tinha um cabelo escuro lindo e caia por cima de seu rosto, seus olhos castanhos chamavam atenção mesmo em meio a multidão, ela abriu lentamente seus olhos e sentiu o telefone tocando ao seu lado.

Ela atendeu

“Alô”
“Louise, aqui é a Roberta, precisamos conversar.”
“É sobre Vicente e o Phil?”
“Isso”
“Onde você está?”
“Na porta do seu apartamento!”

Louise levantou-se rapidamente e caminhou na direção da sala de estar de lá podia ver a cozinha, ela não se acostumava com os rituais realizados por Vicent, ainda mais com uma coisa andando pela a casa o tempo todo, mas ela não queria irritar aquilo. Ela foi até a porta e abriu, a figura de Roberta apareceu, ela tinha cabelos castanhos claros e ondulados, a pele pálida era um tom presente, vestia roupas largas e uma calça jeans frouxa, segurando uma mochila preta, ela entrou rapidamente e foi andando na direção da sala, colocou a mochila em cima da mesa, olhou rapidamente na direção da cozinha.

Louise perguntou

“Como me achou?”
“Louise, você tem seus meios e eu tenho os meus!” – disse apontando na direção de um tablet em sua mão.
“Tudo bem.” – respondeu sorrindo.
“Então, ontem o Peter e o Phill saíram para resolver uns problemas que acabaram acontecendo, no bairro com a policia e não voltaram, achei primeiro que eles tinham ido em cana, mas não foi isso, ontem mesmo o Peter me pediu informações sobre o Vale Simi, eles falaram de um tal Buffallo Bill Bar, que fica no centro do Vale.”
“Vale Simi? Mas que merda eles foram fazer lá?”
“Eu não sei, mas é de onde está vindo o sinal do celular deles”
Ela apontou dois pontos no mapa que aparecia na tela de seu aparelho, Louise olhava com estranhamento para aquele pedaço de vidro na mão de Roberta, para Louise aquilo era muito estranho, mesmo já acostumada com tanta tecnologia.
“Eu estou monitorando o celular deles desde hoje quando acordei, achei muito estranho eles não terem voltado, mas nada é muito estranho para eles dois você sabe, então mandei uma mensagem para o celular do Phill, mas não tive resposta, até algumas horas atrás, quando ele respondeu o seguinte.”

Doçura estou muito bem, volto até o amanhecer, estamos bem.

“Ele nunca me chamou assim, resolvi perguntar onde ele estava. “

Phill disse
Estamos resolvendo umas coisas em Hollywood, onde você está?
Roberta disse
Estou em Casa.
Phill disse
Eu chego em breve, beijo doçura
Roberta
William está esperando vocês dois aqui na sala
Phil disse
Pede para ele esperar que tow chegando

Louise olhou as mensagens enquanto Roberta continuava lhe explicando.

“O William ia viajar para Atlanta, viajou eu acho, Peter e Phill sabiam disso e William não iria voltar cedo, ontem o Peter comentou que se dependesse dele ele iria voltar de carona de Atlanta, foi então que decidi monitorar eles.”
“Menina como tu faz isso?”
“Foi do mesmo jeito que te achei, já que tu não tava atendendo o celular! O Vale Simi é uma região que tem um bando do Sabá, acho que pegaram eles”
“Que merda, o que o Peter foi fazer lá?”
“Eu não sei, mas Louise preciso da sua ajuda, se for isso não vou conseguir fazer sozinha!”
“Vamos lá, vamos verificar em que condições eles estão, me fala o lugar! “
“Lago Sinaloa, Laguna Terrace, Vale Simi.”
“Está bem, vamos ver!”


Louise sentou-se no chão do quarto, bem no centro do seu tapete em forma de mandala, assumiu a posição de lótus novamente, mesmo cansada ela sabia que isso poderia significar a existência de Peter  e ela precisava dele, por enquanto.