quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O Resgate do Soldado Vicent – Parte 5

Em algum apartamento de Nova York.
6:45 da Manhã,  Sexta 27 de Setembro de 2013.
“Senhor Detlev, o corpo de Peter Vicent está a caminho, parece que seus aliados tentaram reaver o corpo no aeroporto, mas ele já estava voando para cá, perdemos o contato com o bando do Vale Simi"

Detlev, estava sentado pensativo, olhando para o nada, ao seu lado um copo cheio de um liquido parecido com vinho, só um pouco mais denso, estava olhando para a televisão, assistindo na verdade um tufão que atingiu o norte da India. Estava pensativo e concentrado demais, no entanto conseguiu ouvir as palavras do seu servo

“Tudo bem, o bando cumpriu seu papel nessa jogada da Jyhad”

Detlev tinha um cabelo curto, enrolado, com traços fortes do mediterrâneo, vestia uma camisa longa de seda e calças sociais, ao levar um gole de sangue aos seus lábios, pensou em como a noite havia sido prazerosa. Mas lhe atormentava o seu coração os rumores sobre o oriente, alguns contatos na Europa lhe falaram de algo que estava acontecendo na Índia, sobre rumores de algo que despertou.

Detlev lembrou-se de outro momento, em que uma luta decisiva quase tragou todas da família para o abismo, lembra-se de como os ventos sopravam naquela noite há muitos séculos atrás, lembra-se da luta com o fundador, ele não era um neófito, mas foi como ele se sentiu diante de tanto poder, sabia que o dia estava próximo, que era o momento de concentrar forças para enfrentar a tempestade que se formava no horizonte.

“Eu estou bem cansado Harold, alem disso já passou do horário de me recolher, vou descansar, me acorde antes no anoitecer, não posso correr o risco de perder o corpo de Peter Vicent”
Detlev desligou a televisão e foi na direção de seus aposentos.
Harold recolheu a garrafa e o cálice para a cozinha.

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Laguna Terrance, Lagoa Linoa, Vale Simi, Los Angeles
5:30 da Manhã, Sexta-Feira 27 de Setembro de 2013

Roberta estava colocando tudo que encontrava numa sacola, celulares, dois computadores, vasculhou alguns papéis e arrancou um mapa na parede que constava o Valse Simi com pontos de recolhimento e outros possíveis refúgios, pelo menos era isso que ela achava.

Alguns corpos estavam virando cinzas, ela vasculhou pegando carteiras, sabia que qualquer documento que encontra-se seria falso, mas era por onde poderia começar a investigar.
Do lado de fora Cristine esperava no Buick azul, ligou o rádio e estava escutando o Bom Dia Los Angeles, ouviu a notícia sobre um confronto com traficantes ter deixado quatro policiais feridos gravemente e sobre um acidente em um hangar de avião que levou a morte pelo menos seis pessoas, aquilo estava sendo tratado como uma tragédia e uma investigação seria iniciada para apurar de quem era a culpa.

Ela sorriu, foi um ideia genial de Roberta explodir o jato para não deixar vestígios, ela viu quando Roberta saiu carregando uma sacola de pano e colocando no banco de trás e retornando para a casa.

“Roberta, precisamos ir!”
“Não vou demorar Cris preciso verificar uma coisa na casa antes.”

Roberta estava atrás da Adaga de Vicent, sabia que era um artefato poderoso e que poderia lhes ajudar novamente, já tinha vasculhado duas vezes e não encontrou nada, mas precisava tentar novamente, além disso ela queria limpar de vez aquele covil.

Desceu as escadas até a catacumba onde desenterrou Phill, lhe parecia que faltava alguma coisa, foi então que ao olhar para as camas ela se deu conta.

“Está faltando um, como pensei, onde você se escondeu?”

Ela voltou para o carro, mas não entrou, falou da porta da janela do quarto.

“Temos dois problemas Cristine, um deles sobreviveu, nós matamos cinco, há seis camas lá embaixo, quem é o sexto ou sexta?”
“E agora?”
“Eu acho que seja lá quem for deve ter saído fora, com todo mundo morto ele ou ela não vão tentar nada, mas não temos como ter certeza, eu vou explodir tudo aqui e que se foda!”
“Mas quero saber se vamos chegar a tempo em St Paul, no Bar antes do amanhecer? Eu preciso de internet para trabalhar e um lugar seguro.”
“Não vamos! É mais ou menos uma hora de viagem, nem devíamos ter voltado aqui para começo de conversa! Pensei em dormir em algum motel no caminho.”
“Foi preciso, então que tal a gente dormir aqui?”
“Tu ta de brincadeira né?”

Roberta deu um sorriso leve no rosto, antes de pegar as coisas no banco de trás e levar para dentro, depois voltou e arrastou o corpo do Phill com ajuda de Cristine para dentro do covil.

Cristine estacionou o Buick em uma rua abaixo, enquanto Roberta instalava alguma coisa no corredor do quarto para o porão, colocou as quatro trancas e realocou as armadilhas preparadas na escada, abriu o alçapão e começou a trabalhar.


Cristine estava com medo, mas não disse nada.

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