Em algum apartamento de Nova York.
6:45 da Manhã, Sexta
27 de Setembro de 2013.
“Senhor Detlev, o corpo de Peter Vicent está a caminho,
parece que seus aliados tentaram reaver o corpo no aeroporto, mas ele já estava
voando para cá, perdemos o contato com o bando do Vale Simi"
Detlev, estava sentado pensativo, olhando para o nada, ao
seu lado um copo cheio de um liquido parecido com vinho, só um pouco mais
denso, estava olhando para a televisão, assistindo na verdade um tufão que
atingiu o norte da India. Estava pensativo e concentrado demais, no entanto
conseguiu ouvir as palavras do seu servo
“Tudo bem, o bando cumpriu seu papel nessa jogada da Jyhad”
Detlev tinha um cabelo curto, enrolado, com traços fortes do
mediterrâneo, vestia uma camisa longa de seda e calças sociais, ao levar um
gole de sangue aos seus lábios, pensou em como a noite havia sido prazerosa.
Mas lhe atormentava o seu coração os rumores sobre o oriente, alguns contatos
na Europa lhe falaram de algo que estava acontecendo na Índia, sobre rumores de
algo que despertou.
Detlev lembrou-se de outro momento, em que uma luta decisiva
quase tragou todas da família para o abismo, lembra-se de como os ventos
sopravam naquela noite há muitos séculos atrás, lembra-se da luta com o
fundador, ele não era um neófito, mas foi como ele se sentiu diante de tanto
poder, sabia que o dia estava próximo, que era o momento de concentrar forças
para enfrentar a tempestade que se formava no horizonte.
“Eu estou bem cansado Harold, alem disso já passou do
horário de me recolher, vou descansar, me acorde antes no anoitecer, não posso
correr o risco de perder o corpo de Peter Vicent”
Detlev desligou a televisão e foi na direção de seus
aposentos.
Harold recolheu a garrafa e o cálice para a cozinha.
******
Laguna Terrance, Lagoa Linoa, Vale Simi, Los Angeles
5:30 da Manhã, Sexta-Feira 27 de Setembro de 2013
Roberta estava colocando tudo que encontrava numa sacola,
celulares, dois computadores, vasculhou alguns papéis e arrancou um mapa na
parede que constava o Valse Simi com pontos de recolhimento e outros possíveis refúgios,
pelo menos era isso que ela achava.
Alguns corpos estavam virando cinzas, ela vasculhou pegando
carteiras, sabia que qualquer documento que encontra-se seria falso, mas era
por onde poderia começar a investigar.
Do lado de fora Cristine esperava no Buick azul, ligou o
rádio e estava escutando o Bom Dia Los Angeles, ouviu a notícia sobre um
confronto com traficantes ter deixado quatro policiais feridos gravemente e
sobre um acidente em um hangar de avião que levou a morte pelo menos seis
pessoas, aquilo estava sendo tratado como uma tragédia e uma investigação seria
iniciada para apurar de quem era a culpa.
Ela sorriu, foi um ideia genial de Roberta explodir o jato para
não deixar vestígios, ela viu quando Roberta saiu carregando uma sacola de pano
e colocando no banco de trás e retornando para a casa.
“Roberta, precisamos ir!”
“Não vou demorar Cris preciso verificar uma coisa na casa
antes.”
Roberta estava atrás da Adaga de Vicent, sabia que era um
artefato poderoso e que poderia lhes ajudar novamente, já tinha vasculhado duas
vezes e não encontrou nada, mas precisava tentar novamente, além disso ela
queria limpar de vez aquele covil.
Desceu as escadas até a catacumba onde desenterrou Phill,
lhe parecia que faltava alguma coisa, foi então que ao olhar para as camas ela
se deu conta.
“Está faltando um, como pensei, onde você se escondeu?”
Ela voltou para o carro, mas não entrou, falou da porta da
janela do quarto.
“Temos dois problemas Cristine, um deles sobreviveu, nós matamos
cinco, há seis camas lá embaixo, quem é o sexto ou sexta?”
“E agora?”
“Eu acho que seja lá quem for deve ter saído fora, com todo
mundo morto ele ou ela não vão tentar nada, mas não temos como ter certeza, eu
vou explodir tudo aqui e que se foda!”
“Mas quero saber se vamos chegar a tempo em St Paul, no Bar
antes do amanhecer? Eu preciso de internet para trabalhar e um lugar seguro.”
“Não vamos! É mais ou menos uma hora de viagem, nem devíamos
ter voltado aqui para começo de conversa! Pensei em dormir em algum motel no caminho.”
“Foi preciso, então que tal a gente dormir aqui?”
“Tu ta de brincadeira né?”
Roberta deu um sorriso leve no rosto, antes de pegar as
coisas no banco de trás e levar para dentro, depois voltou e arrastou o corpo
do Phill com ajuda de Cristine para dentro do covil.
Cristine estacionou o Buick em uma rua abaixo, enquanto
Roberta instalava alguma coisa no corredor do quarto para o porão, colocou as
quatro trancas e realocou as armadilhas preparadas na escada, abriu o alçapão e
começou a trabalhar.
Cristine estava com medo, mas não disse nada.
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