1:20 da Madrugada,
Sexta 27 de Setembro de 2013.
Louise dirigia seu Buick azul escuro pela I118, antiga estrada
Ronald Reagan, ao seu lado Roberta, parecia está concentrada em alguma coisa,
enquanto prestava atenção na estrada olhava rapidamente para ver o que a menina
fazia, ela não imaginava o quanto Roberta era inteligente e nem como ela era útil
quando a viu pela primeira vez.
La estavam as duas prestes a enfrentar um bando Sabá que
derrubou um dos membros mais poderosos que ela já tinha conhecido e um brutamontes
de quase três metros, no banco traseiro do carro Cristine segurava sua espada
oriental enquanto olhava os as luzes da estrada.
Cristine não era uma especialista na arte do combate, para
ela era apenas um passatempo, mas ela sabia bem mais que Louise o que
significava entrar em combate com um bando inteiro, em toda a sua não vida ela
nunca tinha entrado em combate, seria a primeira vez.
Estranhamente Cristine lembrou das palavras de um antigo
professor “Você vai treinar a vida inteira pensando em entrar em um combate e
quando finalmente entrar em um combate vai ter desejada nunca entrar” e lá
estava ela, ela lembrou-se de William, ele era sim um espadachim de verdade,
mas ela não poderia se negar de ajudar Louise.
“Olha, entrei nas câmeras de segurança da policia e estou
monitorando as viaturas e chamadas no local, parece que na noite de ontem
alguém ouviu disparos no Parque Verde, mas não encontraram nada.” – disse
Roberta um pouco nervosa
“Certo Roberta, sabemos onde eles estão, pelo menos estão
inteiros, por enquanto, já sabemos onde eles estão, mas minha preocupação é que
o bando nos ache antes de chegarmos no refugio dos malditos”
“Na minha tela os celulares ainda estão parados espero que
esteja onde eles estão, de qualquer modo estou monitorando as imagens do local
pelas câmeras”
“Não tem como a polícia perceber?” – perguntou Cristine.
“Não, eu não estou mexendo em nada só estou no sistema
deles, não é tão difícil, se eu estivesse pesquisando algo, poderiam ter uma chance
de sentirem algo diferente”
“Muito bem...” – Louise sorriu ironicamente “... vamos
seguir o padrão de segurança de duas quadras” – disse em voz alta como se
falasse para si.
Roberta riu, pois conhecia esse padrão se segurança.
Cristine voltou a olhar a estrada.
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Em algum apartamento de Nova York,
3:40 da Madrugada. Sexta 27
de Setembro.
As mãos gélidas de
Detlev colocou lentamente o telefone no gancho, em uma era tão incerta
ele não acreditaria, que depois de seis meses de preparação, depois um circulo
de místicos bem treinados serem executados e milhares de recursos gastos,
bastaria um bando de reconhecimento esquecido para lhe dar esse presente.
Detlev não acreditou na ligação que tinha acabado de receber,
muito menos o quanto isso seria irônico, uma das maiores ameaças ao clã, um místico
pária e traidor, capaz de manipular a essência do abismo, seria aprisionado por
um bando sabá em um território dado como perdido.
Pois foi isso que um de seus servos acabou de lhe informar,
o Bando do Vale Sami, a ultima resistência Sabá em uma cidade sem hierarquia e
sem estrutura, eles aprisionaram Peter Vicent, o empalaram e em menos de
algumas horas ele estaria vindo para Nova York para receber o que merecia.
Detlev apenas fitava as ruas da cidade, enquanto imaginava o
que poderia ser feito com o corpo desse traidor.
********
Lagoa Sinaloa, Vale Sami, Los Angeles. Laguna Terrance
1:40 da Madrugada.Sexta, 27 de Setembro de 2013.
Roberta olhou para dentro da casa, Laguna Terrance era cheio
de casas com vastos terrenos, os sinais de celular ainda vinham de dentro da
casa, ela observava uma caragem grande suficiente para um furgão, pelas câmeras
ela viu um saindo há menos de 10 minutos, ela estava apreensiva de seus
companheiros estarem dentro do furgão.
Do outro lado da casa Louise, estava bem concentrada, como
se pudesse ver e ouvir além das paredes, estava procurando alguma coisa, ao seu
lado Cristine que estava com a espada em punho, sob a luz do luar, ao longe ela
sentia uma tempestade se aproximando, lembrou-se rapidamente das dores na
articulação que sentia quando ainda era viva, por um momento ela lembrou-se dos
Sete Samurais, mas ela sabia que eram apenas três.
Roberta enfiou as ferramentas que tinha comprado há
algumas semanas, passou meses treinando, abriu a porta da casa sem a menor
dificuldade, nem um ruído, ela adentrou lentamente, ela sentiu algo em seu
sangue, por algum motivo lembrou-se de Peter, as sombras ao redor dela se
concentram em sua costa, como se fosse um manto lhe cobrindo, havia um misto de
medo e de satisfação, não sabia ao certo como tinha feito aquilo, mas sabia que
podia fazer, viu aquilo diversas vezes, viu William fazendo, Peter fazendo, ela
sabia que era capaz.
Esticou as sombras para deixar o local um pouco mais escuro
que de costume, as sombras abafam os leves passos que ela dava, seguia com
cautela, como uma verdadeira caçadora. Ela ouviu a voz de
Louise em sua mente.
“Para a direita garota, a segunda porta será mais difícil, tem
quatro trancas, a casa está vazia”
Cristine correu na direção da garagem, o portão
estava aberto, ela levantou levemente.
“Para Cristine, não faz isso!” – Louise na mente de sua
colega lhe orientou – “Têm uma armadilha ai, volta e segue pela porta!”
Cristine, saltou como uma felina e rolou na direção do umbral
da porta, havia uma escuridão densa pelo corredor, ela não conseguia ver
Roberta, ela se assutou.
“Não se preocupe Cris, se acalma, é a Roberta! Não sei como,
mas é ela.”
Roberta, levou menos de cinco minutos para destrancar a
porta inteira, para sua cobrança ela demorou demais.
“Tem alguma armadilha Louise?” – ela perguntou em sua mente
“Tem, no terceiro degrau, no quinto e no sétimo degrau.”
Roberta pisava cautelosamente em cada degraus da escada,
contando e seguindo a direção de Louise, enquanto isso Cristine fechou a porta
lentamente e procurou ficar em um posição que pudesse enxergar pela janela se
alguém se aproximasse.
Ao chegar no porão Roberta, sabia que havia ainda um outro
andar abaixo, procurou o alçapão que Louise disse que estaria ali, puxou a
corda e uma escada retrátil abriu-se para baixo, lá havia um deles e Phil
estava em um pedaço de terra, enterrado de cabeça para baixo com uma estaca no
coração.
Roberta viu o vampiro deitado, ela se aproximou em um salto
de velocidade e fincou o punhal entre a jugular na direção do cérebro, tão
fundo que ela poderia sentir a ponta do punhal transpassar o crânio, em seguida
ela puxou a estaca da cintura e fincou no peito do maldito, usou o peso do
corpo para forçar.
O vampiro olhava para ela surpreso e aterrorizado, Roberta
não teve piedade alguma, mas sabia que precisava anular qualquer possibilidade
do desgraçado acordar, ela usou a força do sangue e retirou ele da catacumba
improvisada que fizeram, ela precisava ter certeza que tinha acertado o peito
do desgraçado.
Foi então que ela ouviu um tiro abafado vindo da parte de
cima.
"Que merda foi agora?”
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