domingo, 19 de outubro de 2014

O Resgate do Soldado Vicent – Part 2


  Estrada Ronald Reagan, Los Angeles
 1:20 da Madrugada, Sexta 27 de Setembro de 2013.

Louise dirigia seu Buick azul escuro pela I118, antiga estrada Ronald Reagan, ao seu lado Roberta, parecia está concentrada em alguma coisa, enquanto prestava atenção na estrada olhava rapidamente para ver o que a menina fazia, ela não imaginava o quanto Roberta era inteligente e nem como ela era útil quando a viu pela primeira vez.

La estavam as duas prestes a enfrentar um bando Sabá que derrubou um dos membros mais poderosos que ela já tinha conhecido e um brutamontes de quase três metros, no banco traseiro do carro Cristine segurava sua espada oriental enquanto olhava os as luzes da estrada.

Cristine não era uma especialista na arte do combate, para ela era apenas um passatempo, mas ela sabia bem mais que Louise o que significava entrar em combate com um bando inteiro, em toda a sua não vida ela nunca tinha entrado em combate, seria a primeira vez.

Estranhamente Cristine lembrou das palavras de um antigo professor “Você vai treinar a vida inteira pensando em entrar em um combate e quando finalmente entrar em um combate vai ter desejada nunca entrar” e lá estava ela, ela lembrou-se de William, ele era sim um espadachim de verdade, mas ela não poderia se negar de ajudar Louise.

“Olha, entrei nas câmeras de segurança da policia e estou monitorando as viaturas e chamadas no local, parece que na noite de ontem alguém ouviu disparos no Parque Verde, mas não encontraram nada.” – disse Roberta um pouco nervosa
“Certo Roberta, sabemos onde eles estão, pelo menos estão inteiros, por enquanto, já sabemos onde eles estão, mas minha preocupação é que o bando nos ache antes de chegarmos no refugio dos malditos”
“Na minha tela os celulares ainda estão parados espero que esteja onde eles estão, de qualquer modo estou monitorando as imagens do local pelas câmeras”
“Não tem como a polícia perceber?” – perguntou Cristine.
“Não, eu não estou mexendo em nada só estou no sistema deles, não é tão difícil, se eu estivesse pesquisando algo, poderiam ter uma chance de sentirem algo diferente”
“Muito bem...” – Louise sorriu ironicamente “... vamos seguir o padrão de segurança de duas quadras” – disse em voz alta como se falasse para si.
Roberta riu, pois conhecia esse padrão se segurança. Cristine voltou a olhar a estrada.

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Em algum apartamento de Nova York, 
3:40 da Madrugada. Sexta 27 de Setembro.

As mãos gélidas de  Detlev colocou lentamente o telefone no gancho, em uma era tão incerta ele não acreditaria, que depois de seis meses de preparação, depois um circulo de místicos bem treinados serem executados e milhares de recursos gastos, bastaria um bando de reconhecimento esquecido para lhe dar esse presente.

Detlev não acreditou na ligação que tinha acabado de receber, muito menos o quanto isso seria irônico, uma das maiores ameaças ao clã, um místico pária e traidor, capaz de manipular a essência do abismo, seria aprisionado por um bando sabá em um território dado como perdido.

Pois foi isso que um de seus servos acabou de lhe informar, o Bando do Vale Sami, a ultima resistência Sabá em uma cidade sem hierarquia e sem estrutura, eles aprisionaram Peter Vicent, o empalaram e em menos de algumas horas ele estaria vindo para Nova York para receber o que merecia.

Detlev apenas fitava as ruas da cidade, enquanto imaginava o que poderia ser feito com o corpo desse traidor.
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Lagoa Sinaloa, Vale Sami, Los Angeles. Laguna Terrance
1:40 da Madrugada.Sexta, 27 de Setembro de 2013.

Roberta olhou para dentro da casa, Laguna Terrance era cheio de casas com vastos terrenos, os sinais de celular ainda vinham de dentro da casa, ela observava uma caragem grande suficiente para um furgão, pelas câmeras ela viu um saindo há menos de 10 minutos, ela estava apreensiva de seus companheiros estarem dentro do furgão.

Do outro lado da casa Louise, estava bem concentrada, como se pudesse ver e ouvir além das paredes, estava procurando alguma coisa, ao seu lado Cristine que estava com a espada em punho, sob a luz do luar, ao longe ela sentia uma tempestade se aproximando, lembrou-se rapidamente das dores na articulação que sentia quando ainda era viva, por um momento ela lembrou-se dos Sete Samurais, mas ela sabia que eram apenas três.

Roberta enfiou as ferramentas que tinha comprado há algumas semanas, passou meses treinando, abriu a porta da casa sem a menor dificuldade, nem um ruído, ela adentrou lentamente, ela sentiu algo em seu sangue, por algum motivo lembrou-se de Peter, as sombras ao redor dela se concentram em sua costa, como se fosse um manto lhe cobrindo, havia um misto de medo e de satisfação, não sabia ao certo como tinha feito aquilo, mas sabia que podia fazer, viu aquilo diversas vezes, viu William fazendo, Peter fazendo, ela sabia que era capaz.

Esticou as sombras para deixar o local um pouco mais escuro que de costume, as sombras abafam os leves passos que ela dava, seguia com cautela, como uma verdadeira caçadora. Ela ouviu a voz de 

Louise em sua mente.

“Para a direita garota, a segunda porta será mais difícil, tem quatro trancas, a casa está vazia”

Cristine correu na direção da garagem, o portão estava aberto, ela levantou levemente.

“Para Cristine, não faz isso!” – Louise na mente de sua colega lhe orientou – “Têm uma armadilha ai, volta e segue pela porta!”

Cristine, saltou como uma felina e rolou na direção do umbral da porta, havia uma escuridão densa pelo corredor, ela não conseguia ver Roberta, ela se assutou.

“Não se preocupe Cris, se acalma, é a Roberta! Não sei como, mas é ela.”

Roberta, levou menos de cinco minutos para destrancar a porta inteira, para sua cobrança ela demorou demais.

“Tem alguma armadilha Louise?” – ela perguntou em sua mente
“Tem, no terceiro degrau, no quinto e no sétimo degrau.”

Roberta pisava cautelosamente em cada degraus da escada, contando e seguindo a direção de Louise, enquanto isso Cristine fechou a porta lentamente e procurou ficar em um posição que pudesse enxergar pela janela se alguém se aproximasse.

Ao chegar no porão Roberta, sabia que havia ainda um outro andar abaixo, procurou o alçapão que Louise disse que estaria ali, puxou a corda e uma escada retrátil abriu-se para baixo, lá havia um deles e Phil estava em um pedaço de terra, enterrado de cabeça para baixo com uma estaca no coração.

Roberta viu o vampiro deitado, ela se aproximou em um salto de velocidade e fincou o punhal entre a jugular na direção do cérebro, tão fundo que ela poderia sentir a ponta do punhal transpassar o crânio, em seguida ela puxou a estaca da cintura e fincou no peito do maldito, usou o peso do corpo para forçar.

O vampiro olhava para ela surpreso e aterrorizado, Roberta não teve piedade alguma, mas sabia que precisava anular qualquer possibilidade do desgraçado acordar, ela usou a força do sangue e retirou ele da catacumba improvisada que fizeram, ela precisava ter certeza que tinha acertado o peito do desgraçado.

Foi então que ela ouviu um tiro abafado vindo da parte de cima.


"Que merda foi agora?”

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