quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O Resgate do Soldado Vicent – Part 6

Laguna Terrance, Lagoa Linoa, Vale Simi, Los Angeles
10:00 da Manhã, Sexta 27 de Setembro de 2013

Em um canto do covil Cristine estava deitada abraçada com a espada, ela estava de lado com a roupa suja ainda de sangue e parte da camisa rasgada por causa do ferimento da espada na noite anterior, mas sua pele estava totalmente recuperada, no chão deitado de peito para cima o corpo de Phil cheio de ferimentos e terra.

Em uma mesa pequena uns cinco celulares, um laptop, um tablet e outros componentes eletrônicos, estava Roberta ainda acordada, com muita dificuldade trabalhando, vasculhando informações, lendo papeis e digitando em seus componentes eletrônicos códigos.

Era um esforço enorme para qualquer outro imortal ficar acordado durante o dia, mas Roberta parecia estar bem, como se sofresse de insônia, mas era visível seu cansaço, não em seu rosto que não esboçava nenhum traço, mas em seus olhos, um cansaço místico que o sol traz a qualquer um vampiro.

Ela continuava concentrada, reunindo informações das ultimas 24 horas dos celulares e dos computadores do bando que tinha exterminado, ela viu informações sobre alguns membros da cidade, inclusive sobre outros membros que iriam interessar ao seu grupo.

Esses desgraçados estavam colhendo informações para quem? Arquivos, fotos, e dossiês para quem? Não sabia que eram tão organizados? Que ironia!

Roberta estava colhendo informações importante sobre vampiros do Sabá na costa leste, e sobre vampiros na costa Oeste. Eles eram um grupo de apoio que há décadas reúnem informações sobre membros de Los Angeles.

O covil em que estava era cercado por buracos na parede, com camas, local possivelmente onde o bando dormia, havia também um cômodo secreto onde abrigavam normalmente seu “alimento”,
Um tempo depois lendo uma agenda, do que se chamava de sacerdote ela descobriu o membro que estava faltando, seu nome era Justin, um Tzismice, era os responsável pela liturgia do bando.
Roberta continuou vasculhando informações, quando o telefone tocou, era Louise.

“Roberta o que descobriu?”
“Lou, o Vicent vai pousar no Aeroporto da República, existe um hangar no nome de Homero Warley, ele é um empresário dono de lotéricas em Nova York e algumas casas de Cambio, eu vou investigar o máximo que puder.”
“Roberta, o nome que ouvi quando estava na casa era Wesley, acho que foi o contato deles”
“Ultima ligação do Leonard, o cara que a Cristine decapitou, para esse tal Wesley, já triangulei, é de Nova York, Avenida Wadsworth 320-330, não sei dizer ao certo de onde precisamente”
“Para onde irão levar ele? Alguma pista?”
“Nada, pelo que li em algumas anotações e arquivos dele, o Vicent foi marcado pelo Sabá, acho que ele não sabe disso, na verdade pelo próprio Clã, a mensagem estava em uma carta que achei nas coisas de um deles.”
“Caralho”
“Ele pode ir para em qualquer lugar, não sei como essas coisas de seitas funcionam Louise”
“Ele vai ser morto ou arrastado para o inferno, Nova York é do Sabá”
“Eu estou me esforçando o que souber te envio”
“É melhor ir dormir Roberta, você precisa está inteira para amanhã”
“Tem mais uma coisa, a adaga sumiu, existe um sexto membro desse bando aqui, uma espécie de sarcedote”
“Hum e quanto aquele que tu empalou?”
“Eu matei ele, cortei a cabeça”
“Tudo bem. Descansa, amanhã vai ser barra”

Roberta desligou e continuou mexendo no seu computador.

******

Aeroporto da República, Farmingdale, Nova York
18:40, Sexta 27 de Setembro de 2013

Hank, usa um sobretudo, o vento frio do outono sopra com força, ao que tudo indica choveu no final da tarde, ao seu lado Lisa com o rosto coberto por trapos parece estar sorrindo.

“O que foi Lisa?”
“Você não sente o cheiro no ar? Do sangue? Eu quero matar Hank, eu preciso matar!”
“Porra Lisa, já vai só vamos entregar essa merda e depois vamos curtir”
“Curtir? O que eu quero fazer ainda não tem nome!”

Lisa coloca seu braço sobre o ombro de Hank, ela é um pouco mais alta, Hank sente falta de um cigarro, mas continua ouvindo as vozes em sua cabeça falando sobre o tempo do fim, ele lembra do sonho daquele noite com uma cachoeira de sangue que descia pela rua do seu refugio, aquilo lhe pareceu um presságio.

Chass, usando uma jaqueta de motoqueiro e segurando um pedaço de cano de aço, fala para os dois

“Bando de cão! Vamos logo entregar essa porra antes que o inferno esfrie mais! Temos assuntos no Queens para resolver!”

Eles entram no hangar e seguem para o caminhão baú onde o caixão está sendo carregado, junto com vários outros caixotes, Elonora, uma mulher branda e loira de nariz afilado parece realizar algumas anotações, quando escuta uma voz seca vindo de suas costas

“Elonora, está tudo bem? O corpo está inteiro?”

Ela reconhece a voz do arcebispo Datlev vindo de suas costas, ela é meio que pega por um transe, ela pode sentir a força das trevas emanando dele.

“Sim meu senhor, está inteiro, devemos levar para outro lugar?”
“Não, a punição dele será em público”
“Está bem”


Elonora continua seu trabalho.

****

Louise já estava acordada há pelo menos meia hora, não poupou esforços e passou a vasculhar psiquicamente o aeroporto de um plano astral, finalmente achou o corpo de Vicent, pensou que teria sorte de pegá-lo antes dele, ela sente que se entrar em combate agora será destroçada pelo bando Sabá responsável pelo transporte do corpo.

Ela buscou na mente de Elonora o local para onde será levado o corpo, depois de alguns minutos aproveitou a conversa que teve com Detlev, ela sentiu o medo que ela resplandecia ao falar como ancião lasombra, Louise estava bem cautelosa, para passar desapercebida na busca.

Ela descobriu para onde o corpo de Vicent está sendo levado. Isso lhe daria alguma vantagem.

O Resgate do Soldado Vicent – Parte 5

Em algum apartamento de Nova York.
6:45 da Manhã,  Sexta 27 de Setembro de 2013.
“Senhor Detlev, o corpo de Peter Vicent está a caminho, parece que seus aliados tentaram reaver o corpo no aeroporto, mas ele já estava voando para cá, perdemos o contato com o bando do Vale Simi"

Detlev, estava sentado pensativo, olhando para o nada, ao seu lado um copo cheio de um liquido parecido com vinho, só um pouco mais denso, estava olhando para a televisão, assistindo na verdade um tufão que atingiu o norte da India. Estava pensativo e concentrado demais, no entanto conseguiu ouvir as palavras do seu servo

“Tudo bem, o bando cumpriu seu papel nessa jogada da Jyhad”

Detlev tinha um cabelo curto, enrolado, com traços fortes do mediterrâneo, vestia uma camisa longa de seda e calças sociais, ao levar um gole de sangue aos seus lábios, pensou em como a noite havia sido prazerosa. Mas lhe atormentava o seu coração os rumores sobre o oriente, alguns contatos na Europa lhe falaram de algo que estava acontecendo na Índia, sobre rumores de algo que despertou.

Detlev lembrou-se de outro momento, em que uma luta decisiva quase tragou todas da família para o abismo, lembra-se de como os ventos sopravam naquela noite há muitos séculos atrás, lembra-se da luta com o fundador, ele não era um neófito, mas foi como ele se sentiu diante de tanto poder, sabia que o dia estava próximo, que era o momento de concentrar forças para enfrentar a tempestade que se formava no horizonte.

“Eu estou bem cansado Harold, alem disso já passou do horário de me recolher, vou descansar, me acorde antes no anoitecer, não posso correr o risco de perder o corpo de Peter Vicent”
Detlev desligou a televisão e foi na direção de seus aposentos.
Harold recolheu a garrafa e o cálice para a cozinha.

******
Laguna Terrance, Lagoa Linoa, Vale Simi, Los Angeles
5:30 da Manhã, Sexta-Feira 27 de Setembro de 2013

Roberta estava colocando tudo que encontrava numa sacola, celulares, dois computadores, vasculhou alguns papéis e arrancou um mapa na parede que constava o Valse Simi com pontos de recolhimento e outros possíveis refúgios, pelo menos era isso que ela achava.

Alguns corpos estavam virando cinzas, ela vasculhou pegando carteiras, sabia que qualquer documento que encontra-se seria falso, mas era por onde poderia começar a investigar.
Do lado de fora Cristine esperava no Buick azul, ligou o rádio e estava escutando o Bom Dia Los Angeles, ouviu a notícia sobre um confronto com traficantes ter deixado quatro policiais feridos gravemente e sobre um acidente em um hangar de avião que levou a morte pelo menos seis pessoas, aquilo estava sendo tratado como uma tragédia e uma investigação seria iniciada para apurar de quem era a culpa.

Ela sorriu, foi um ideia genial de Roberta explodir o jato para não deixar vestígios, ela viu quando Roberta saiu carregando uma sacola de pano e colocando no banco de trás e retornando para a casa.

“Roberta, precisamos ir!”
“Não vou demorar Cris preciso verificar uma coisa na casa antes.”

Roberta estava atrás da Adaga de Vicent, sabia que era um artefato poderoso e que poderia lhes ajudar novamente, já tinha vasculhado duas vezes e não encontrou nada, mas precisava tentar novamente, além disso ela queria limpar de vez aquele covil.

Desceu as escadas até a catacumba onde desenterrou Phill, lhe parecia que faltava alguma coisa, foi então que ao olhar para as camas ela se deu conta.

“Está faltando um, como pensei, onde você se escondeu?”

Ela voltou para o carro, mas não entrou, falou da porta da janela do quarto.

“Temos dois problemas Cristine, um deles sobreviveu, nós matamos cinco, há seis camas lá embaixo, quem é o sexto ou sexta?”
“E agora?”
“Eu acho que seja lá quem for deve ter saído fora, com todo mundo morto ele ou ela não vão tentar nada, mas não temos como ter certeza, eu vou explodir tudo aqui e que se foda!”
“Mas quero saber se vamos chegar a tempo em St Paul, no Bar antes do amanhecer? Eu preciso de internet para trabalhar e um lugar seguro.”
“Não vamos! É mais ou menos uma hora de viagem, nem devíamos ter voltado aqui para começo de conversa! Pensei em dormir em algum motel no caminho.”
“Foi preciso, então que tal a gente dormir aqui?”
“Tu ta de brincadeira né?”

Roberta deu um sorriso leve no rosto, antes de pegar as coisas no banco de trás e levar para dentro, depois voltou e arrastou o corpo do Phill com ajuda de Cristine para dentro do covil.

Cristine estacionou o Buick em uma rua abaixo, enquanto Roberta instalava alguma coisa no corredor do quarto para o porão, colocou as quatro trancas e realocou as armadilhas preparadas na escada, abriu o alçapão e começou a trabalhar.


Cristine estava com medo, mas não disse nada.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O resgate do soldado Vicent – Parte 4


Alameda Sherman, Van Nuys. Los Angeles
3:20 da Madrugada, Sexta, 27 de Setembro de 2013

Havia corpos de policiais na saída da Rodovia San Diego onde o furgão havia sido parado a cinco minutos atrás, Louis continuava pela alameda Sherman, Roberta ouviu o pedido de reforços pela radio, mas ela não poderia liberar, seria melhor que eles morressem naquele momento.

Louise continuou pela Sherman, havia ainda um carro de policia seguindo o furgão, ele já estava altura da entrada do aeroporto, enquanto isso Roberta tentava acompanhar a perseguição.

“Central precisamos de apoio urgentemente, diversos feridos ficaram na entrada da alameda Sherman, estamos seguindo em perseguição ao forgão”

A voz da verdadeira central respondeu assustada

“Copia unidade, o que estão fazendo na alameda Sherman? Quantos policiais feridos? Estamos enviando apoio”
“Copia Central, respondendo ao S322 informado pela central”. Houve breve momento de silêncio. “Central, que se foda, mataram seis policiais e vamos pegar esses desgraçados, estão indo na direção de embarque particular do aeroporto”

Roberta olhou para Louise

“Louise acelera, não tem mais nada que eu possa fazer!”

Louise cortava a rua ignorando sinais ou qualquer outro carro, as palmeiras da alameda pareciam se distorcer, estava dando o máximo para poder alcançar os desgraçados, Cristine colocou o cinto de segurança, enquanto Roberta continuava fazendo algo em seu computador.

“Louise descobri em que pista eles estão, acho que é esse voo aqui particular, está na pista a espera do passageiro, tenho certeza! Por isso o desgraçado está correndo”

No cruzamento entre a alameda Sherman e avenida Hayvenhurst, Louise deu um cavalo de pau cantando tando o pneu que todos no carro sentiram que o carro iria capotar, levemente podiam sentir o Buick inclinando, mas não aconteceu ela conseguiu terminar a curva quase batendo em um poste, mas conseguiu e entrou a 80 por hora na avenida Hayvenhurst, mas o carro perdeu o controle na outra curva, ela teve que freiar bruscamente para não bater no muro do aeroporto.

“Louise, tem que ir ao final da avenida “
“Não vamos entrar pela porta, vamos pular o muro”

Louise entrou no desvio para o estacionamento de carga, parando o carro de qualquer maneira, Roberta tratou de guardar as suas coisas na bolsa, sacou o punhal e a pistola que levava, Cristine sacou a espada.

Antes que elas pudessem se dar conta, Louise estava em cima do muro procurando alguma coisa, mais rápido que as duas podiam ver. Cristine saiu e saltou em cima de um carro para depois alcançar o muro, Roberta apertou a mochila e saltou também.

“Lá está, naquele hangar”

Louise desapareceu e logo em seguida Cristine, Roberta esperou um pouco mais, uma coisa lhe chamou a atenção.

*******
Ao lado do furgão uma viatura policial com corpos sangrando, um jato particular estava na frente do hangar, Louise acertou em cheio o vampiro que se encontrava concentrado nos policiais, Cristine acertou os dois comparsas que estavam vigiando o embarque, foi tudo bem rápido.

Cristine acertou dois golpes em cada um dos homens armados, um deles ainda acertou alguns tiros em seu peito, mas eram armas de pouco eficácia contra um vampiro, sua espada no entanto acertou em cheio ambos, quando se virou viu a cabeça de alguém na mão de Louise, o avião começou a taxiar na direção da pista.

Cristine olhou no furgão rapidamente, o corpo de Vicent não estava lá. Louise entendeu o olhar, ela começou a correr na direção do avião.
Merda não vou conseguir alcançar.

Do lado direito de outra pista ela viu um caminhão reboque indo na direção do jato, o caminhão acertou de raspão a roda dianteira, mas foi o suficiente para retirar o avião do caminho, o avião escorregou para o lado e sua asa  direita bateu no chão quebrando a ponta e derrapando para o lado.
Louise aproveitou, correu e arrancou a porta de entrada, dentro um homem de terno sacou uma arma, ela foi mais rápida e desarmou o cara acertando um tiro na cabeça, virou na direção do piloto da cabine e quebrou o pescoço do piloto.

Ela virou-se procurando o local de carga dentro do jato, abriu e não encontrou nada, o corpo de Vicent não estava nesse voo.


Cadê ele?



O resgate do soldado Vicent – Parte 3



Laguna Terrance, Lagoa Linoa, Vale Sami, Los Angeles
2:00 da Madrugada, Sexta, 27 de Setembro de 2013

Cristine desferiu um golpe forte no pescoço do seu primeiro oponente, o sangue respingou sob seu corpo, ela girou na direção do segundo, acertando o ombro de seu oponente que soltou um grito, ele utilizou as garras em sua mão para tentar acertar seu dorso, Cristine colocou seu corpo a espada e aparou o golpe de seu oponente.

A mão com garras caiu ao chão junto com o oponente de Cristine, ela aproveitou para decapita-lo, a cabeça mal acertou ao chão, quando ela foi jogado por uma explosão vindo da garagem, Cristine foi empurrada pelos estilhaços, ela jogou seu corpo para o lado, mas os estilhaços incandescentes atravessaram sua carne e sua roupa, ela rolou com muita dificuldade enquanto as chamas começavam a queimar sua roupa.

Cristine sabia o que significava, se controlou e fitou seu olho no oponente a frente, ele vestia uma jaqueta jeans, com uma camisa escrito alguma coisa sobre rock and roll, segurava uma espada maior que a de Cristine e não estava machucado, ele apenas fitava Cristine que empunhava a espada em sua direção.

Ele lançou-se contra Cristine, a espada correu em um movimento de elipse da esquerda para a direita, Cristine empunhou a arma junto ao seu corpo e deu um passo a frente, bloqueou a espada de seu oponente, a espada dele ricocheteou, ele girou na outra direção lançando um segundo ataque em uma velocidade sobre humana.

Cristine também era rápida, ela deu um passo para trás inclinando seu corpo para trás, a lâmina de seu oponente atingiu o vazio, ela estava serena nesse momento, ele se irritou, antes que ela volta-se a sua posição ele mudou a direção da espada mirando o pescoço de Cristine, ela primorosamente atingiu a lâmina em um movimento de cima para baixo, forte o suficiente para bloquear o ataque, uma faísca saiu do encontro das duas espadas.

Cristine sentiu-se mais confiante, ela sabia que poderia vencer aquele homem, ela sorriu por um momento e não percebeu o movimento de seu oponente, com um passo na diagonal o seu flanco ficou livre, ela tentou bloquear, mas sua espada passou direto, ele atingiu em cheio o seu ombro, isso encheu Cristine de ódio.

Ela saltou a atingiu o meio da testa de seu oponente com uma força bestial que invocou de algum lugar esquecido em sua mente, a espada em seu ombro teria matado um mortal, mas não ela, Cristine não queria morrer ali, naquele lugar para um vampiro de merda.

O golpe fez com o seu inimigo larga-se a espada e fosse caindo aos poucos, ela pode sentir o sangue espirrando em seu rosto e a força que teve que fazer no cotovelo para retirar do crânio, ele caiu sem ação alguma, Cristine aproveitou para recuperar-se do golpe em seu ombro, aos poucos o seu osso voltava para o lugar.

*******
2:45 da Madrugada, Sexta 27 de Setembro de 2013

“Louise, porque não acordamos o Phill?”
“Não temos tempo Roberta, se não nos apressarmos vamos perder o rastro do Peter”
Louise dirigia há mais de 120 pela I118.
“Estão mandando o corpo do Peter para Nova York, se não conseguirmos chegar a tempo no Aeroporto de Van Nuys, ele está fudido!”
“Merda Louise, não vai dar tempo, daqui para o aeroporto de Van Nuys demora uns trinta minutos, a gente não vai chegar a tempo.”
“Eu não sei Roberta, tem que dar tempo” – Louise pisou mais fundo no acelerador, o transito naquele horário colaborava.
“Vamos ver o que podemos fazer”

Roberta pegou um fone de ouvido com um microfone, abriu o seu laptop e começou a digitar rapidamente diversos códigos. Cristine estava introspectiva, não conseguia imaginar que conseguiu sair viva daquela luta, nunca tinha lutado, ela se sentia satisfeita consigo mesmo, seus pensamentos foram cortado pela a voz de Roberta.

“Atenção unidades próximas a Van Nuys, Panorama City e North Hills, Furgão, Ford Transistom Custom, placa desconhecida, cor preta, ela está se dirigindo ao aeroporto, possivel S322, repetindo possível S322, números de suspeitos desconhecidos, mas possivelmente armados e perigosos. Copia Unidades?”

“Copia central, aqui a viatura SD4355, de Panorama City, o possivel veiculo foi visto há cinco minutos na Avenida San Diego, Interestadual 405 rumo ao sul, copia adesivo de surfista na lateral direita?”
“Copia SD4355, confirmado o adesivo de surfista na lateral, veiculo em perfeitas condições, copia unidade”
“Copia central, estamos saindo no encalço”
“Viaturas ao redor de Panorama city e Aeroporto de Van Nuys, alerta de veiculo, furgão cor preta, Transistom Custom Ford, adesivo na lateral do furgão, S322 em andamento, cuidado suspeitos estão armados e perigosos, indo na direção do Aeroporto possivelmente”

Cristine achou aquilo genial, ficou olhando a garota enganar os policiais de Los Angeles e colocar a força policial no encalço do bando Sabá.

Roberta tampou o microfone e falou para Louise

“Com sorte pelo menos vamos conseguir atrasar eles”

Louise sorriu com o canto do rosto enquanto dirigia loucamente pela avenida.
Cristine perguntou para Roberta

 “O que é S322?”

“Roubo de cadáver!”



domingo, 19 de outubro de 2014

O Resgate do Soldado Vicent – Part 2


  Estrada Ronald Reagan, Los Angeles
 1:20 da Madrugada, Sexta 27 de Setembro de 2013.

Louise dirigia seu Buick azul escuro pela I118, antiga estrada Ronald Reagan, ao seu lado Roberta, parecia está concentrada em alguma coisa, enquanto prestava atenção na estrada olhava rapidamente para ver o que a menina fazia, ela não imaginava o quanto Roberta era inteligente e nem como ela era útil quando a viu pela primeira vez.

La estavam as duas prestes a enfrentar um bando Sabá que derrubou um dos membros mais poderosos que ela já tinha conhecido e um brutamontes de quase três metros, no banco traseiro do carro Cristine segurava sua espada oriental enquanto olhava os as luzes da estrada.

Cristine não era uma especialista na arte do combate, para ela era apenas um passatempo, mas ela sabia bem mais que Louise o que significava entrar em combate com um bando inteiro, em toda a sua não vida ela nunca tinha entrado em combate, seria a primeira vez.

Estranhamente Cristine lembrou das palavras de um antigo professor “Você vai treinar a vida inteira pensando em entrar em um combate e quando finalmente entrar em um combate vai ter desejada nunca entrar” e lá estava ela, ela lembrou-se de William, ele era sim um espadachim de verdade, mas ela não poderia se negar de ajudar Louise.

“Olha, entrei nas câmeras de segurança da policia e estou monitorando as viaturas e chamadas no local, parece que na noite de ontem alguém ouviu disparos no Parque Verde, mas não encontraram nada.” – disse Roberta um pouco nervosa
“Certo Roberta, sabemos onde eles estão, pelo menos estão inteiros, por enquanto, já sabemos onde eles estão, mas minha preocupação é que o bando nos ache antes de chegarmos no refugio dos malditos”
“Na minha tela os celulares ainda estão parados espero que esteja onde eles estão, de qualquer modo estou monitorando as imagens do local pelas câmeras”
“Não tem como a polícia perceber?” – perguntou Cristine.
“Não, eu não estou mexendo em nada só estou no sistema deles, não é tão difícil, se eu estivesse pesquisando algo, poderiam ter uma chance de sentirem algo diferente”
“Muito bem...” – Louise sorriu ironicamente “... vamos seguir o padrão de segurança de duas quadras” – disse em voz alta como se falasse para si.
Roberta riu, pois conhecia esse padrão se segurança. Cristine voltou a olhar a estrada.

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Em algum apartamento de Nova York, 
3:40 da Madrugada. Sexta 27 de Setembro.

As mãos gélidas de  Detlev colocou lentamente o telefone no gancho, em uma era tão incerta ele não acreditaria, que depois de seis meses de preparação, depois um circulo de místicos bem treinados serem executados e milhares de recursos gastos, bastaria um bando de reconhecimento esquecido para lhe dar esse presente.

Detlev não acreditou na ligação que tinha acabado de receber, muito menos o quanto isso seria irônico, uma das maiores ameaças ao clã, um místico pária e traidor, capaz de manipular a essência do abismo, seria aprisionado por um bando sabá em um território dado como perdido.

Pois foi isso que um de seus servos acabou de lhe informar, o Bando do Vale Sami, a ultima resistência Sabá em uma cidade sem hierarquia e sem estrutura, eles aprisionaram Peter Vicent, o empalaram e em menos de algumas horas ele estaria vindo para Nova York para receber o que merecia.

Detlev apenas fitava as ruas da cidade, enquanto imaginava o que poderia ser feito com o corpo desse traidor.
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Lagoa Sinaloa, Vale Sami, Los Angeles. Laguna Terrance
1:40 da Madrugada.Sexta, 27 de Setembro de 2013.

Roberta olhou para dentro da casa, Laguna Terrance era cheio de casas com vastos terrenos, os sinais de celular ainda vinham de dentro da casa, ela observava uma caragem grande suficiente para um furgão, pelas câmeras ela viu um saindo há menos de 10 minutos, ela estava apreensiva de seus companheiros estarem dentro do furgão.

Do outro lado da casa Louise, estava bem concentrada, como se pudesse ver e ouvir além das paredes, estava procurando alguma coisa, ao seu lado Cristine que estava com a espada em punho, sob a luz do luar, ao longe ela sentia uma tempestade se aproximando, lembrou-se rapidamente das dores na articulação que sentia quando ainda era viva, por um momento ela lembrou-se dos Sete Samurais, mas ela sabia que eram apenas três.

Roberta enfiou as ferramentas que tinha comprado há algumas semanas, passou meses treinando, abriu a porta da casa sem a menor dificuldade, nem um ruído, ela adentrou lentamente, ela sentiu algo em seu sangue, por algum motivo lembrou-se de Peter, as sombras ao redor dela se concentram em sua costa, como se fosse um manto lhe cobrindo, havia um misto de medo e de satisfação, não sabia ao certo como tinha feito aquilo, mas sabia que podia fazer, viu aquilo diversas vezes, viu William fazendo, Peter fazendo, ela sabia que era capaz.

Esticou as sombras para deixar o local um pouco mais escuro que de costume, as sombras abafam os leves passos que ela dava, seguia com cautela, como uma verdadeira caçadora. Ela ouviu a voz de 

Louise em sua mente.

“Para a direita garota, a segunda porta será mais difícil, tem quatro trancas, a casa está vazia”

Cristine correu na direção da garagem, o portão estava aberto, ela levantou levemente.

“Para Cristine, não faz isso!” – Louise na mente de sua colega lhe orientou – “Têm uma armadilha ai, volta e segue pela porta!”

Cristine, saltou como uma felina e rolou na direção do umbral da porta, havia uma escuridão densa pelo corredor, ela não conseguia ver Roberta, ela se assutou.

“Não se preocupe Cris, se acalma, é a Roberta! Não sei como, mas é ela.”

Roberta, levou menos de cinco minutos para destrancar a porta inteira, para sua cobrança ela demorou demais.

“Tem alguma armadilha Louise?” – ela perguntou em sua mente
“Tem, no terceiro degrau, no quinto e no sétimo degrau.”

Roberta pisava cautelosamente em cada degraus da escada, contando e seguindo a direção de Louise, enquanto isso Cristine fechou a porta lentamente e procurou ficar em um posição que pudesse enxergar pela janela se alguém se aproximasse.

Ao chegar no porão Roberta, sabia que havia ainda um outro andar abaixo, procurou o alçapão que Louise disse que estaria ali, puxou a corda e uma escada retrátil abriu-se para baixo, lá havia um deles e Phil estava em um pedaço de terra, enterrado de cabeça para baixo com uma estaca no coração.

Roberta viu o vampiro deitado, ela se aproximou em um salto de velocidade e fincou o punhal entre a jugular na direção do cérebro, tão fundo que ela poderia sentir a ponta do punhal transpassar o crânio, em seguida ela puxou a estaca da cintura e fincou no peito do maldito, usou o peso do corpo para forçar.

O vampiro olhava para ela surpreso e aterrorizado, Roberta não teve piedade alguma, mas sabia que precisava anular qualquer possibilidade do desgraçado acordar, ela usou a força do sangue e retirou ele da catacumba improvisada que fizeram, ela precisava ter certeza que tinha acertado o peito do desgraçado.

Foi então que ela ouviu um tiro abafado vindo da parte de cima.


"Que merda foi agora?”

O resgate do soldado Vicent - Parte 1



00:10 –  Madrugada, de 27 de Setembro de 2013 – Sexta-Feira

Louise estava sentada em posição de lotus, concentrada em outro plano, já estava algumas horas nessa posição, três dias seguidos de pesadelos, a visão que teve como um vale e a montanha no norte da Índia a deixou extremamente preocupada, pois foi a primeira vez que entrou em transe espontaneamente.

Louise sentiu a força que segurou seu espírito na terra, era um antigo que se levantou, mas ela não sabia ao certo o que seria, foi uma visão aterradora, isso havia afetados outros membros, mas ela estava concentrada e disposta a tentar entender a situação, ela sentiu sua percepção mais forte e mais intensa, mas tinha muito medo de se aproximar da região e ser sugada pelo vortex quilométrico que se abriu no horizonte pelo qual ela olhava.

Depois de seis horas de meditação em transe absoluto, ela retornou ao seu corpo, sua costa estava um pouco dolorida e uma dormência subia pela suas pernas, Louise tinha um cabelo escuro lindo e caia por cima de seu rosto, seus olhos castanhos chamavam atenção mesmo em meio a multidão, ela abriu lentamente seus olhos e sentiu o telefone tocando ao seu lado.

Ela atendeu

“Alô”
“Louise, aqui é a Roberta, precisamos conversar.”
“É sobre Vicente e o Phil?”
“Isso”
“Onde você está?”
“Na porta do seu apartamento!”

Louise levantou-se rapidamente e caminhou na direção da sala de estar de lá podia ver a cozinha, ela não se acostumava com os rituais realizados por Vicent, ainda mais com uma coisa andando pela a casa o tempo todo, mas ela não queria irritar aquilo. Ela foi até a porta e abriu, a figura de Roberta apareceu, ela tinha cabelos castanhos claros e ondulados, a pele pálida era um tom presente, vestia roupas largas e uma calça jeans frouxa, segurando uma mochila preta, ela entrou rapidamente e foi andando na direção da sala, colocou a mochila em cima da mesa, olhou rapidamente na direção da cozinha.

Louise perguntou

“Como me achou?”
“Louise, você tem seus meios e eu tenho os meus!” – disse apontando na direção de um tablet em sua mão.
“Tudo bem.” – respondeu sorrindo.
“Então, ontem o Peter e o Phill saíram para resolver uns problemas que acabaram acontecendo, no bairro com a policia e não voltaram, achei primeiro que eles tinham ido em cana, mas não foi isso, ontem mesmo o Peter me pediu informações sobre o Vale Simi, eles falaram de um tal Buffallo Bill Bar, que fica no centro do Vale.”
“Vale Simi? Mas que merda eles foram fazer lá?”
“Eu não sei, mas é de onde está vindo o sinal do celular deles”
Ela apontou dois pontos no mapa que aparecia na tela de seu aparelho, Louise olhava com estranhamento para aquele pedaço de vidro na mão de Roberta, para Louise aquilo era muito estranho, mesmo já acostumada com tanta tecnologia.
“Eu estou monitorando o celular deles desde hoje quando acordei, achei muito estranho eles não terem voltado, mas nada é muito estranho para eles dois você sabe, então mandei uma mensagem para o celular do Phill, mas não tive resposta, até algumas horas atrás, quando ele respondeu o seguinte.”

Doçura estou muito bem, volto até o amanhecer, estamos bem.

“Ele nunca me chamou assim, resolvi perguntar onde ele estava. “

Phill disse
Estamos resolvendo umas coisas em Hollywood, onde você está?
Roberta disse
Estou em Casa.
Phill disse
Eu chego em breve, beijo doçura
Roberta
William está esperando vocês dois aqui na sala
Phil disse
Pede para ele esperar que tow chegando

Louise olhou as mensagens enquanto Roberta continuava lhe explicando.

“O William ia viajar para Atlanta, viajou eu acho, Peter e Phill sabiam disso e William não iria voltar cedo, ontem o Peter comentou que se dependesse dele ele iria voltar de carona de Atlanta, foi então que decidi monitorar eles.”
“Menina como tu faz isso?”
“Foi do mesmo jeito que te achei, já que tu não tava atendendo o celular! O Vale Simi é uma região que tem um bando do Sabá, acho que pegaram eles”
“Que merda, o que o Peter foi fazer lá?”
“Eu não sei, mas Louise preciso da sua ajuda, se for isso não vou conseguir fazer sozinha!”
“Vamos lá, vamos verificar em que condições eles estão, me fala o lugar! “
“Lago Sinaloa, Laguna Terrace, Vale Simi.”
“Está bem, vamos ver!”


Louise sentou-se no chão do quarto, bem no centro do seu tapete em forma de mandala, assumiu a posição de lótus novamente, mesmo cansada ela sabia que isso poderia significar a existência de Peter  e ela precisava dele, por enquanto.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

True Brujah – O Verdadeiro Poder de Temporis – Parte 1


Nessas trevas intermitentes, vi então a lua passar velozmente por todas as suas fazer, da lua cheia à lua nova, e tive um rápido vislumbre das estrelas em volta. (Máquina do Tempo, H.G. WELLS)

“Eu não estou aqui para ensinar, nada disso, ensinar é para aqueles que se prendem em uma estrutura fechada, estou aqui para indicar potencialidades, pois é isso que o tempo é, potencialidades e distorções, o tempo todo.”

Alexander apenas fitou calmamente seu pupilo, eles estavam no alto de uma colina, seu pupilo era um pouco menor, a pele de Alexander se mesclava com a própria noite, a beleza de seus músculos torneados fazia com que seu pupilo admirasse cada vez mais cada palavra que tinha acabado de proferir.

“O tempo não é um rio congelado, o tempo é uma correnteza, com quedas d águas e córregos calmo, a maioria das pessoas são os peixes que seguem esse rio, em sua concepção esse rio está parado, mas para nós que estamos além desses peixes, o podemos ver o fluxo desse rio, mais ainda, podemos escolher em que borda desse rio vamos entrar e sair, essa é a essência do poder de nosso clã, a essência de nosso sangue, somos os guardiões o tempo, os doadores de memória e devoradores de pecados”

O jovem vampiro apenas observava o que Alexander falava

“Está noite meu jovem, vou lhe ensinar a essência de nossa linhagem e quando terminarmos se prepare para ver as trevas de outra maneira!”

Outro membro se aproximou, Silvana tinha longos cabelos brancos encaracolados, sua pele escura contrastava com a lamina em suas mãos que respingava sangue, ela olhou para o jovem e em seguida para Alexander, apoiou-se em uma pedra e fincou a lamina no chão.

Em seguida um terceiro membro se aproximou, tinha cabelos longos, assanhados e com palhas enroladas em seu cabelo, formando tranças que alcançavam até o meio do seu corpo, sentou-se ao lado do jovem, havia um forte odor de uma erva que exalava de seu corpo.

Em seguida um rapaz baixo apareceu também como se sempre estivesse naquela colina, a luz do luar, ele vestia um túnica com correntes de prata, se curvou parra Alaxander e depois se afastou um pouco e ficou observando.

“Estamos juntos novamente minhas companheiras e companheiros, para iniciar mais um dos nossos os caminhos do Coração do Guerreiro Focado, vamos lá, Silvana apresente a ele.

O Senso de Tempo.

“O caminho inicial do guerreiro meu jovem, perpassa o conhecimento, sem ele um guerreiro está fadado a ser apenas um joguete nas mãos daqueles que controlam o destino, para nós Verdadeiros Brujahs, já superamos isso nas primeiras noites em que o ancestral aprendeu sentir o fluxo temporal.”

“Veja minha lâmina, sinta ela, descubra quanto tempo ela caminha nessa terra e a quanto tempo ela se alimenta do sangue das minhas presas”

O jovem olha a lamina, ele consegue sentir, consegue saber os anos que levaram para que a lamina se torna-se tão afiada, ela sente o fluxo do tempo passar pelo seu corpo como se fosse uma força que lhe estivesse empurrando.

“Consegue sentir não é? Eu também, mas isso não se resume a sentir, o conhecimento é o primeiro passo, eu lhe digo que a percepção do fluxo temporal me torna uma espadachim mais veloz e fatal do que qualquer um, pois posso sentir seu próximo movimento, me movo a partir dessa percepção.”
Alexander saca uma arma e aponta na direção de Silvana, há menos de 1 metro, e dispara, Silvana movimenta a lamina tão rápida que parte a bala ao meio.

“Percebe, perceber o tempo nos deixa mais atentos, nos deixa mais rápidos, nenhuma guerreiro é pariu para um dominador do tempo, na medida em que avança no conhecimento, maior é possibilidade de fluir por esse mundo, compreende?”

O rapaz que estava em pé virou-se para o jovem

“Não se trata somente dos movimentos, trata-se de sua mente, é na força de sua mente em que essa potencialidade de realizar, sentir o fluxo de tempo te permite perceber o fluxo das ideias antes que aconteçam, você antecipa o movimento das coisas, amplia a possibilidade de estratégias e fugas, de armadilhas mais elaboradas, você conhece o tempo certo, sabe manusear um feitiço e uma espada melhor que qualquer outro imortal” 

Disse o homem baixo que fitava Silvana.

O homem que estava sentado ao lado do jovem, pegou a terra e jogou para o alto, o jovem fitou a  poeira.

“Porque está preocupado?” 

A poeira começou a flutuar no espaço, ele podia ver nitidamente cada partícula se movendo.

“A poeira vai cair e você sabe quando e como, basta aguardar, ou se quiser interromper”

A poeira sumiu da frente do jovem.

“Você já é um iniciado, precisamos ir além”

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Encontros e Desencontros Parte Final



Lidian abriu os olhos com muita dificuldade, pode identificar aos poucos onde estava, era um galpão, empoeirado, o teto era alto demais com exaustores de ar que já não funcionavam há muito tempo, haviam caixotes ao redor, notou que seu corpo estava sem roupa, sentiu-se amedrontada como há muito tempo não se sentia.

Tentou levantar-se rapidamente, mas seu corpo não respondeu, ela olhou para sua barriga, havia algo tatuado, isso a deixou mais irritada ainda, ativou sua visão e pode ver melhor a escuridão daquele local,  notou que haviam escritos no chão e que ela se encontrava no centro desse circulo, por um momento um medo primordial subiu pela sua espinha.

“O que fizeram comigo?”

Lidian lembrou-se do medo que sentia do escuro quando tinha 13 anos, lembrou-se da sua família e das dificuldades que passaram, quando a fabrica que montava carros do seu pai fechou e deixou centenas de pessoas sem empregos, o medo que sentia quando seu pai chegava em casa bêbado, foi esse mesmo medo que sentiu naquele momento, olhando para seu corpo.

“Há alguma coisa em meu corpo”

Ela sabia, ela podia sentir isso em cada parte de seu corpo, por isso seu corpo não estava lhe obedecendo, ela rastejou para fora dos circulo, ralando os cotovelos, barriga e perna, ainda estava muito tonta, deixou o sangue fluir pelo seu corpo, mas mesmo assim não conseguiu se levantar, encostou em um caixote velho, havia uma lona, puxou rapidamente e envolveu em seu corpo.

“Você precisa ficar calma menina ... que merda Lidian, ainda está viva pelo menos”

Ela socou o caixote, o soco atravessou a madeira, ela pôde sentir o que havia dentro, era rifles, ela puxou com tudo, segurou, havia um pente, Renata havia lhe ensinado o procedimento, verificar munição, engatilhar, saltar a trava de segurança, não esquecendo a bandoleira.

Ela virou-se e continuou rastejando com dificuldades, queria chegar no canto do galpão, antes que alguma coisa entrasse pela porta principal, talvez com alguma sorte ela pudesse encontrar uma saída, talvez se suas pernas voltassem a funcionar.

“Tiros!?”

Lidian os sons de tiros deviam esta há uns 100 metros a Leste de onde Lidian estava, ou seja, da parte de trás do galpão, ela não escutava barulho de carros, ou qualquer outra coisa, mas havia um cheiro estranho no ar, ela pensou por um momento no porto, mas não ouvia o som de água e nem de insetos que costumam correr por esses lugares. Em seguida, mais sons de tiros, dessa vez mais próximos, ela sabia que estava vindo em sua direção.

Cobriu-se então com a lona, deixando apenas os olhos para fora, um manto de sombras pareceu lhe cobrir, uma pessoa não veria ela naquele ponto em que se encontrava, foi quando ouviu uma batida seca no lado oposto do galpão.

Os faróis de um carro iluminaram todo o lugar, os tiros chegaram junto, ela viu um homem rolando na frente do que parecia ser um jipe, ela não podia ver direito, mas escutou o barulho do motor passando por cima do homem, em seguida o carro.

De dentro saiu Larissa, sua amiga, ela estava acompanhada de Jéssica, que segurava uma espada, ela reconheceu, era a pick-up dos garotos que mexerem com elas mais cedo, a luz de neon em baixo e o som na parte traseira.

- Aqui Larissa! – gritou Lidian – Estou aqui!

Ela sentia-se muito fraca, o grito saiu mais baixo que ela imaginou, mas foi o suficiente para que sua companheira escutasse, Jéssica que era mais rápida chegou em um piscar de olhos.

- Vamos querida, ainda não estamos a salvo!
- O que aconteceu? – perguntou Lidian
- Nós não sabemos babe, mas precisamos sair rápido daqui!
Jéssica colocou Lidian em seu ombro como se fosse um boneca sem peso algum, enquanto ligava a pick-up.

Larisa arrancou com a pick-up tão logo Lidian entrou, ela dirigiu pelo mesmo buraco por onde entrou, a frente do veiculo estava amasada, mas mesmo assim os faróis ainda funcionavam e parecia que o motor iria aguentar o que estivesse por vir.

Jéssica pegou o walk talk e fez contado com Anita
- Companheira, pegamos a Lidian, evacuando do local, fique a postos e dê o sinal a chefe
- Más noticias, resgate só para uma! – ela falava com uma voz tensa, podia-se ouvir os tiros vindo de onde ela estava.
- Ok!

Jéssica e Lidian se olharam rapidamente

- O que houve Jéssica?
- Garota não sabemos ainda! Mas vamos descobrir!

Lidian encostou a cabeça para trás tentando relaxar, ela sentia uma pressão em seu peito e abdômen como se existisse um peso sobre ela, sentiu isso desde o momento que acordou, mas naquele momento sentia mais intensamente, de repente tudo começou a girar, ela virou-se para a janela e vomitou sangue.

Larissa olhou com o canto de olho para Lidia  e depois para Jéssica.

- Não se preocupem, vamos ficar bem! – disse Jéssica apertando um pouco mais o cabo da espada.


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Encontros e Desencontros Parte IV

Sábado, 07 de Julho de 2013  - 23:20



Carl acordou com diversas dores no corpo, estava com as pernas quebradas, o sangue escorria pela sua garganta, olhou ao redor, era um beco sujo, estava bem escuro, podia sentir o cheiro de fumaça não muito distante e os sons de tiro.

Foi tudo muito rápido, ele não lembrava-se do que ocorreu, sentiu apenas os socos e chutes que levou de um homem negro e alto, ele sorria, tudo parecia muito vago, sentia sua cabeça rodando, aos poucos estava se recuperando, quando caiu de seu lado uma mulher e uma espingarda, ele se assustou temendo que fosse seu algoz, ele olhou ao redor, havia sinais de outros vampiros mortos, ele se arrastou na direção da espingarda, tentou ficar em pé, mas não conseguia.

O rosto da moça estava estraçalhado, ele olhava para cima a espera de mais alguma coisa, viu uma caixa de lixo que poderia servir-lhe de cobertura enquanto se recuperava, ele olhou para a mulher e pensou em sugar, mas esse pensamento foi esquecido, ele não iria se submeter a isso.

Com muita dificuldade Carl chegou até a caixa de lixo, verificou as balas da espingarda, notou que estava sem balas.

“Maldição”

Suas pernas doíam muito, ele podia ouvir barulhos de luta no alto do prédio, as balas havia diminuído sua intensidade, foi quando escutou uma explosão vinda do final do beco, ele se encolheu e cobriu-se com lixo, enquanto viu um grupo passar correndo, eles pararam ao ver a mulher caída, se entre olharam, mas não falaram nada, viraram o corpo da mulher e foram tirando a roupa dela, saqueando.

Carl viu uma oportunidade, eram saqueadores, eles correriam ao sinal da espingarda, saiu do monte de lixo, mesmo sentado, apontando a arma para eles.

- Silêncio vermes! – seus olhos pareciam chamas de fogo e sua voz era pesada, o grupo virou-se, um deles caiu de medo se encolhendo em um canto – Larguem as coisas delas!

Prontamente, eles largaram os pertences e as roupas, um deles exitou por um segundo, mas ao fitar o rosto sombrio, mudou de ideia, ele só queria poder sair logo daquela situação.

- Você imbecil, venha até aqui, com calma! – o homem, de mais ou menos 30 anos, de cabelos castanhos, se aproximou lentamente, Carl fitou seus olhos com intensidade – Cheque mais próximo maldito!

O homem agachou-se até onde Carl estava, lentamente, em seguida ele olhou para os outros e engatilhou a arma

- Saiam daqui antes que eu estoure a cabeça de todos! – sua voz ecoou no subconsciente daquele bando, eles simplesmente começaram a correr, menos aquele que estava caído, ao ouvir a voz de Carl, encolheu-se mais ainda, no chão e começou a chorar que nem criança.

Carl jogou seu corpo para frente e fincou suas presas no pescoço do homem que estava perto, o sangue lhe trouxe um alívio, foi muita sorte ter encontrado uma fonte de sangue que lhe fosse aproveitável, claro que não era o mesmo nível, mas serviria, o sangue lhe trouxe um novo vigo, aos poucos o homem perdia sua força, aos poucos foi caindo sobre o corpo de Carl, que já havia soltado a espingarda.

*********

Renata acertou um jab de esquerda bem no queixo do Lâmina Negra, sentiu a mandíbula se quebrando, com seu punho direito equipado com um soco inglês acertou na costela, sentiu quebra-la, ele viu com sua visão periférica Lidian saltando por cima do corpo de Larissa, acertando um chute na garganta no outro Lâmina Negra.

Eram idênticos, mais ainda, eram fortes e rápidos como o outro, Renata nunca tinha visto isso em sua não-vida, seus olhos se fixaram no rosto do homem, ele ainda sorria, ela sabia que tinha algo errado, pensou que poderia ser uma ilusão, no entanto, como poderia o seu soco atingiu um corpo, ela podia sentir isso, ela pensou que talvez fosse algum truque dos Ravnos, soube que eles tinham poderes de produzir ilusões quase reais.

Ela girou o quadril e derrubou o homem a sua frente, atingindo a rótula do joelho esquerdo do inimigo, foi nesse momento que saiu sombras do corpo de seu oponente, elas pareciam mover-se com vida, Renata jogou seu corpo para trás, rolando de costas, em seguida as trevas pararam de se mover e o corpo de seu inimigo desaparceu.

“Um Mestre das Sombras?” pensou Renata.

Lidian chutou alto atingindo o pescoço de seu inimigo que instantes antes havia lhe derrubado, mas sentia-se mais confiante ao lado de Renata, antes que ele  pudesse se recuperar ela atingiu com suas garras no peito do inimigo, enviando até atingir o coração, sabia que isso iria acabar com a reserva de sangue dele.

Mas ela não encontrou sangue, pelo contrário saiu trevas de dentro de seu corpo, que foi subindo pelo braço de Lidian, em um ato de desespero ela tentou empurrar o corpo do homem para longe, mas não conseguiu, as sombras estavam lhe envolvendo, era frio e pegajoso.

Renata vendo isso jogou seu corpo contra o de Lidian fazendo cair longe e separando-se do corpo, no entanto, as trevas continuaram subindo pelo seu corpo, até o pescoço, Renata então desferiu um soco contra Lidian na tentativa de acertar aquela coisa, ela foi bem sucedida, mas atingiu também o corpo de 
Lidian que caiu inconsciente, mas as trevas se dissiparam.

Virou-se, buscando entender o que estava acontecendo. Das suas costas ouviu uma voz seca

- Vamos ver do que é feita menina!

Renata virou-se em guarda, era o homem que ela tinha derrotado, que viu Lidian derrotar, estava em pé, inteiro, sem nenhum arranhão, ele despareceu e reapareceu ao seu lado, ela não pode fazer muita coisa ao sentir o soco em seu rosto, apenas jogou o corpo para trás para reduzir o impacto

A força do golpe foi tão intensa que ela teve que rolara para impedir que caísse ao chão se machucasse ainda mais, seus dentes quebraram como se fossem vidro, sentiu sua mandíbula saindo do lugar, em seguida sentiu um soco na altura dos rins, ele já estava em suas costas, o golpe reduziu mais ainda sua velocidade, ela sentiu alguns ossos saindo do lugar, outro soco atingiu sua vértebra na altura da cintura, ele batia muito forte, mesmo ela resistindo.


Ela girou na medida que podia tentando socar, o homem apenas abaixou a cabeça e em seguida segurou o braço de Renata, aplicando uma chave quebrando seu braço, Renata desfaleceu e apagou, não parecia o mesmo homem de agora a pouco, ela ajoelhou e caiu.

Encontros e Desencontros Parte III



Lidian saltou por cima da caixa de entulhos, rolando no chão, as balas acertaram o concreto da parede, aproveitando a distração ela girou na direção do segundo atirador acertando a sua garganta, o sangue escorreu pela machete e pelo seu rosto, um sequências de tiros atingiu seu oponente, ela apenas deslizou para esquerda, aproveitando para lançar a machete no peito do outro vampiro, em um piscar de olhos ela atravessou as suas garras pelo peito rasgando ossos e perfurando pulmões, aproveitando para pegar sua machete de volta.

Um baque de um corpo caindo lhe chamou atenção no fim do beco, ela rapidamente se agachou e observou, um homem do auto do prédio fitava seu rosto, o resto de seu bando estava do outro lado, ela emitiu uma espécie de uivo agudo, antes de correr na direção da escada de incêndio.

Sua velocidade aumentava, saltava de barra em barra, passando por frestas que seria difíceis, fincou a machete na parede para dar-lhe apoio e rolou por cima do parapeito do prédio de cinco andares que formava o beco, ela não estava nem ofegante, girou em seu próprio corpo parando em pé fitando o homem a sua frente.

Ele era negro, bem alto e bem forte, estava bem festivo e não esboçou nenhum preocupação com as acrobacias de Lidian, ele fitava como se esperasse por algo.

- O que está esperando?

Ela lançou-se sem medo como sempre, flaqueando seu oponente mais rápido que os olhos humanos pudessem ver, desferiu um golpe na altura do pescoço, o homem chutou de costas a mão de lidian, tão pesadamente que seus ossos quebra, em um golpe e a machete foi lançada para longe.

Ele virou-se sorrindo, mesmo com dores ela se agachou e desferiu um golpe na direção da perna de seu estomago, o homem apenas segurou pelo lado de fora da mão de Lidian, girando e quebrando sua segunda mão.

- Não querida, você não vai usar essas garras em mim! – ele sorriu – Anarquista não é? Hum... acho que vai servir!

Lidian, sabia que estava lidando com algo acima de suas possibilidades, ela usou a força do sangue para saltar de costas na direção do beco, seria uma queda de mais de 20 metros, mas havia a chance de suas companheiras lhe acharem antes que fosse o fim, seu raciocínio foi perfeito e teria dado certo.

Mas Lâmina Negra era iniciado nas artes de combate, antes mesmo que Lidian tivesse começado a andar sob a luz do luar como uma imortal, antes que terminasse seu salto ele chutou seu corpo de volta para o terraço do prédio.

- Maldito...

Mesmo tonta Lidian rolou o máximo que podia pelo chão de concreto, sua calça rasgou junto com a pele da sua perna, ela usou um pouco mais de sangue para que pudesse pelo menos regenerar o dano causado a sua mão direita, Lâmina acertou outro chute em seus peitos, ela sentiu os ossos quebrando.


Lidian estava muito tonta, sentia uma dor aguda atravessando seu pulmão e o gosto de sangue em sua boca, ele deixou-a incapacitada no chão e se aproximou lentamente como um predador

Anita disparou um tiro do outro lado do telhado, na direção do Lâmina, ele sumiu e apareceu ao seu lado, ela soube naquele momento que ele era rápido, ele socou seu rosto com tanta força que a deixou sem ação, em seguida um golpe no estomago e outro na garganta, para que isso impedisse dela gritar, em um ato reflexo Anita disparou a queima-roupa contra ele, mais ainda sim ele desviou e empurrou Anita na direção do beco, seu corpo caiu.

Essa distração permitiu que Lidian recuperasse seus ferimentos, ela sua sede de sangue estava aumentando, ela sabia que não teria muito tempo e sabia que não teria muita chance, ela então correu paras as sombras e encolheu-se nas sombras, escondeu-se sem deixar vestígios.

Lâmina Negra olhou por todo o telhado, vendo o vazio do espaço e despareceu...

Lidian estava concentrada e imóvel, notou que o homem com quem lutara  desapareceu em um piscar de olhos, mas não tinha certeza que talvez ele tivesse partido, algo lhe dizia que ele ainda estava no telhado a espreita, ela ficou parada, quando Renata chegou acompanhada de Larissa e de Manuela, ela queria sair e falar, queria poder revelar que havia perigo no telhado ainda, mas Lidian manteve-se firme, ela precisava esperar a próxima ação dele para poder ajudar suas amigas.

Ela sentiu apenas uma mão em sua boca e o segundo braço em sua garganta, ela reagiu, girando os quadris e acertando em cheio o meio das pernas de seu oponente, girou seu corpo jogando-o por cima na direção do chão, isso deu certo, ele caiu, ela aproveitou e fincou suas garras na garganta do homem, dilacerando-o e separando sua cabeça de seu corpo.

Por um momento ela sentiu-se aliviada, ao vira-se não acreditou em que seus olhos viam, havia dois homens idênticos atrás de suas amigas, eles sorriam enquanto olhavam para Lidian.

- Não! – gritou ela, seu momento de alivio se desfez.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Encontros e Desencontros Part II

Sábado 07 de Julho de 2013 22:15

Julius esperava Carl há 25 minutos, ele odiava atraso, mas era necessário, um acordo naquele momento iria favorecer em muito a família na costa oeste, ele precisava firmar um acordo rápido com os Ventrue, havia uma boato que a própria Camarilla estava colocando em xeque a posição de LaCroix.

“Se isso for verdade, eu preciso salvar a honra dos Ventrue de San Antônio, não posso deixar que ele manche os negócios da família”

E Carl estava trazendo uma mensagem dos Ventrue do meio oeste, sobre o futuro do clã, era apenas um encontro de negocio que já havia sido marcado há algumas semanas, ninguém imaginava que uma caçada de sangue contra um grupo anarquista iria desencadear uma guerra, mas o compromisso precisava ser honrado.
Carl se aproximava lentamente até a mesa de Julius, ele parecia esta observando e preocupado ao mesmo tempo, havia vários vampiros no Elisium aquela noite, ao que tudo indica, se tratava da apresentação de Ana a cria de Suzane Becker, uma proeminente diletante da sociedade cainita.

- Está lotado hoje não é? – disse Carl ao se aproximar.

- É uma apresentação especial essa noite, estão aguardando Ana, será sua apresentação a família!
- Muito bem, acredito que o príncipe vai aparecer então?
- Claro que não, ele declarou essa maldita guerra e ficou em sua fortaleza, o resto da sociedade é que se vire com os anarquistas!
- Julius os membros da Primigênie? Estão apoiando?
- A verdade é que os mais antigos estão divididos, mas viram nessa ação uma boa oportunidade para demonstrar a força da Camarilla na região, só não acreditam que ele terá força suficiente para se manter, os Malkavianos perderam Barch para Rodrigues um dos anarquistas, Carter o primogeno do Clã Brujah não o apoia, mas achou na guerra uma oportunidade de manter-se sua influência nas ruas, os tremeres ainda não se posicionaram, sua base fica em São Francisco, eles ainda olham com estranheza para a cidade!
- Mas e os toreadores?
- Eles estão aqui, alguns deles querem uma convivência pacifica, desde que ordeira entre os grupos que partilham a cidade, para outros não vêm outra saída se não expurgar o lixo anarquista da cidade, Reginald é o primogeno, ele apoio essa caçada depois da visita de uma anciã a cidade.

- A verdade que não existe Camarilla nessa cidade, houve uma tentativa e por causa do LaCroix o clã vai ser penalizado! – disse Julius olhando fixamente para Carl.

Carl observava fixamente para o outro lado do salão, parecia estar procurando alguma coisa, ou estivesse sentindo algo.

- O que foi Carl?
- Nada só tive um pressentimento, como se já estivesse aqui e tivesse visto aquela garota ali. – ele fez um sinal com os olhos para Julius.

A mulher apontada por Carl tinha os cabelos vermelhos longos, um corpo esquio e usava um vestido branco de forma bem casual, mas ela se destacava em relação ao resto dos outros membros, como se houvesse mais cores ao seu redor que do resto do salão, quando Julius a viu também sentiu a mesma sensação que Carl.

- Quem é ela? – Carl perguntou.
- Não faço ideia, nunca a vi!
- O nome dela é Isabela. – interrompeu um homem negro de terno escuro que sentou-se na mesa dos dois, ele média quase dois metros, sentou-se sem dificuldade alguma a mesa, os dois se quer conseguiram quebrar o transe causado pela situação – Ela está de passagem pela cidade, se apresentou ontem a noite ao príncipe pelo que soube!
- Como você sabe disso? – Julius virou para o homem
- Por que eu também estou só de passagem, meu nome é Malcom! Boa noite e boa sorte!

A mesa começou a pegar fogo, enquanto o homem acertou um soco na cara de Julius tão forte derrubou a uns dois metros de onde estava, em seguida ele girou com um chute na altura do pescoço de Carl, que esquivou sacando uma arma, mas Malcom ainda era mais rápido ainda, segurou a sua mão e o desarmou, antes que o fogo começasse a se espalhar na mesa, depois disso enfiou a cara de Carl na mesa em chamas.

O grito de Carl trouxe Julius a vida ao ver o que ocorria ele pensou em correr para a porta de saída, outros membros já fizeram isso, era um ataque, com certeza o Elisius não estava mais protegido como antes, ele levantou-se rapidamente e acreditou que a cozinha poderia ser uma opção mais viável de fuga, uma explosão na parte da frente, jogou diversos corpos para todo o salão da parte principal.

Carl já estava no chão quando Malcom viu Julius, ele não correu, apenas passou a andar na direção do Ventrue, como se fosse atravessar uma rua não movimenta, os gritos de alguns membros e uma segunda explosão pareceu não lhe atrapalhar, ele apenas sorria ao ver o desespero de Julius.

Julius atravessou a porta da cozinha mais rápido que podia, já estava quase recuperado do soco que levou, foi um golpe bem pesado, no caminho ele pegou uma faca, a porta de saída ficava na outra sala, ele sabia aquela não era a saída, outro vampiro correu para a cozinha ele ainda o viu a caminho da porta.

“Antes ele do que eu”

Uma terceira explosão revelou que a armadilha estava posta bem antes, com tudo planejado, ele começou a subir uma escada para o deposito, ele sabia que poderia sair por uma basculante.

Ao chegar ao deposito ele viu sua saída, seria uma chance, já totalmente recuperado do soco, ele reuniu um pouco de força em seu corpo e saltou rapidamente na direção do basculante, a luz foi cortada.

“Isso vai me dar vantagem”

Ao atravessar, viu que não teria outra opção se não se lançar para o prédio adjacente, havia ainda muita fumaça, isso iria lhe camuflar, sabia que o beco também não seria uma saída, com certeza teriam grupos esperando, ele saltou e segurou no parapeito do prédio a frente, um salto de 5 metros, com um pouco mais da força do sangue conseguiu subir, mas acabou quebrando o polegar, ele colocou no lugar e começou a escalar, andar por andar.

“Eu não vou morrer aqui”

Ao chegar no topo ele sentiu-se aliviado por não ter nenhum atirador, caminhou um pouco mais, ouvindo o barulho dos tiros e gritos que ficaram para trás.


- Não achou que seria tão fácil assim não é? – disse Malcom ao lado de Carl – Hoje não cara! Hoje não é seu dia, ainda não acabei contigo!


Encontros e Desencontros Parte I

Sábado 07 de Julho de 2013 22:27

Lidian estava preocupada, sua existência antes de se tornar imortal nunca fora de conflitos, apesar de ser grata a sua mentora por mantê-la viva e inteira, sabia que uma guerra entre vampiros de seitas diferentes é uma situação altamente perigosa, mais ainda quando se tratava da Camarilla.
- Lidia não se procupe, estamos juntas, mas você precisa estar focada basta se lembrar daquelas marmotas que aprendeu no circo, deixe o poder do sangue fluir, tudo vai ser muito rápido, Jack vai estouras as coisas por baixo, nós vamos por aquele beco ali na frente! Somos uma equipe de contenção, vamos pegar os remanescentes, não somos o pelotão de frente!
- Eu sei Renata, está tudo bem! – disse Lidian um pouco insegura
- Uma ova, eu estou te sacando Lidian, não te esquenta mesmo, ta certo, não vou deixar que nada aconteça conosco, fiquem atentas, tudo bem?

O grupo respondeu uníssono, os olhos de Lidian estavam fixados, no beco a frente, ela observada a arquitetura do prédio e imaginava formas de escalar rapidamente pela escada de incêndio ou pelas janelas se fosse preciso, havia ratos passando do outro lado da rua, cachorros, mas a rua era bem calma.
Se alguém as olha-se pareceria uma gangue só de mulheres, ela notou uma pick-up se aproximando, com uma luz neon roxa na parte de baixo e toda grafitada, dois homens brancos se aproximando, estacionaram, uma música tocava.

- E ae gostosas o que fazem aqui?! – Lidian apenas ignorou e continuou olhando para beco.
- Bela pick-up! – disse Anita, ela tinha um pouco mais de 1,70, era uma negra de black power e um corpo malhado, ela usava uma jaqueta jeans que deixava seus braços de fora, ela era aficionadas por carros, seu comentário foi automático.
- É gatinha, entra aqui que vou te mostrar uma coisa mais bonita!

Anita olhou para Renata, ela fez um olhar para que ela se conter, tinha um plano em movimento e não poderia colocar a perder por causa de dois mortais estúpidos, Anita sorriu como de dissesse “serei sutil, prometo”.

Virou-se para o cara e fitou seus olhos.

- Você vai dirigir até o bar mais próximo e beber todas as cervejas que puder beber, quando não conseguir ficar em pé direito, vai dirigir a pick-up o mais rápido possível!

O homem ficou com um cara de idiota, olhou para frente e arrancou com o carro.

- É uma pena, eu gostei mesmo da pick-up!

Uma explosão do outro lado do quarteirão chamou atenção de todas, tudo já tinha começado, Renata tomou a dianteira e caminhou cautelosamente para o beco, ao seu lado Anita, logo em seguida Jéssica e finalmente Lidian.

Ela estava um pouco preocupada, sacou o machete que carregava e se posicionou atrás no beco, ela não parava de olhar para cima. Ela foi a primeira a ouvir passos vindo pelo beco, apressadamente, antes das luzes se apagarem.

Quase que por reflexo suas pupilas foram se adaptando e assumindo uma coloração vermelha, mesmo sendo escuro ela via tudo claramente, elas ficaram atentas, os passos foram aumentando a medida que a fumaça subiu rumo ao céu, do fundo do beco surgiu dois homens de ternos correndo o mais rápido que podiam, eles pararam ao fitar Renata eu empunha uma espada longa, Anita segurava uma espingarda cano duplo apontada para os dois.

- Boa noite!


O tiro ecoou por todo o beco, mas ninguém se importou .