Laguna Terrance, Lagoa Linoa, Vale Simi, Los Angeles
10:00 da Manhã, Sexta 27 de Setembro de 2013
Em um canto do covil Cristine estava deitada abraçada com a
espada, ela estava de lado com a roupa suja ainda de sangue e parte da camisa
rasgada por causa do ferimento da espada na noite anterior, mas sua pele estava
totalmente recuperada, no chão deitado de peito para cima o corpo de Phil cheio
de ferimentos e terra.
Em uma mesa pequena uns cinco celulares, um laptop, um
tablet e outros componentes eletrônicos, estava Roberta ainda acordada, com
muita dificuldade trabalhando, vasculhando informações, lendo papeis e
digitando em seus componentes eletrônicos códigos.
Era um esforço enorme para qualquer outro imortal ficar
acordado durante o dia, mas Roberta parecia estar bem, como se sofresse de
insônia, mas era visível seu cansaço, não em seu rosto que não esboçava nenhum
traço, mas em seus olhos, um cansaço místico que o sol traz a qualquer um
vampiro.
Ela continuava concentrada, reunindo informações das ultimas
24 horas dos celulares e dos computadores do bando que tinha exterminado, ela
viu informações sobre alguns membros da cidade, inclusive sobre outros membros
que iriam interessar ao seu grupo.
Esses desgraçados
estavam colhendo informações para quem? Arquivos, fotos, e dossiês para quem?
Não sabia que eram tão organizados? Que ironia!
Roberta estava colhendo informações importante sobre
vampiros do Sabá na costa leste, e sobre vampiros na costa Oeste. Eles eram um
grupo de apoio que há décadas reúnem informações sobre membros de Los Angeles.
O covil em que estava era cercado por buracos na parede, com
camas, local possivelmente onde o bando dormia, havia também um cômodo secreto
onde abrigavam normalmente seu “alimento”,
Um tempo depois lendo uma agenda, do que se chamava de sacerdote
ela descobriu o membro que estava faltando, seu nome era Justin, um Tzismice,
era os responsável pela liturgia do bando.
Roberta continuou vasculhando informações, quando o telefone
tocou, era Louise.
“Roberta o que descobriu?”
“Lou, o Vicent vai pousar no Aeroporto da República, existe
um hangar no nome de Homero Warley, ele é um empresário dono de lotéricas em
Nova York e algumas casas de Cambio, eu vou investigar o máximo que puder.”
“Roberta, o nome que ouvi quando estava na casa era Wesley,
acho que foi o contato deles”
“Ultima ligação do Leonard, o cara que a Cristine decapitou,
para esse tal Wesley, já triangulei, é de Nova York, Avenida Wadsworth 320-330,
não sei dizer ao certo de onde precisamente”
“Para onde irão levar ele? Alguma pista?”
“Nada, pelo que li em algumas anotações e arquivos dele, o
Vicent foi marcado pelo Sabá, acho que ele não sabe disso, na verdade pelo próprio
Clã, a mensagem estava em uma carta que achei nas coisas de um deles.”
“Caralho”
“Ele pode ir para em qualquer lugar, não sei como essas
coisas de seitas funcionam Louise”
“Ele vai ser morto ou arrastado para o inferno, Nova York é
do Sabá”
“Eu estou me esforçando o que souber te envio”
“É melhor ir dormir Roberta, você precisa está inteira para
amanhã”
“Tem mais uma coisa, a adaga sumiu, existe um sexto membro
desse bando aqui, uma espécie de sarcedote”
“Hum e quanto aquele que tu empalou?”
“Eu matei ele, cortei a cabeça”
“Tudo bem. Descansa, amanhã vai ser barra”
Roberta desligou e continuou mexendo no seu computador.
******
Aeroporto da República, Farmingdale, Nova York
18:40, Sexta 27 de Setembro de 2013
Hank, usa um sobretudo, o vento frio do outono sopra com
força, ao que tudo indica choveu no final da tarde, ao seu lado Lisa com o
rosto coberto por trapos parece estar sorrindo.
“O que foi Lisa?”
“Você não sente o cheiro no ar? Do sangue? Eu quero matar
Hank, eu preciso matar!”
“Porra Lisa, já vai só vamos entregar essa merda e depois
vamos curtir”
“Curtir? O que eu quero fazer ainda não tem nome!”
Lisa coloca seu braço sobre o ombro de Hank, ela é um pouco
mais alta, Hank sente falta de um cigarro, mas continua ouvindo as vozes em sua
cabeça falando sobre o tempo do fim, ele lembra do sonho daquele noite com uma
cachoeira de sangue que descia pela rua do seu refugio, aquilo lhe pareceu um
presságio.
Chass, usando uma jaqueta de motoqueiro e segurando um
pedaço de cano de aço, fala para os dois
“Bando de cão! Vamos logo entregar essa porra antes que o
inferno esfrie mais! Temos assuntos no Queens para resolver!”
Eles entram no hangar e seguem para o caminhão baú onde o
caixão está sendo carregado, junto com vários outros caixotes, Elonora, uma
mulher branda e loira de nariz afilado parece realizar algumas anotações,
quando escuta uma voz seca vindo de suas costas
“Elonora, está tudo bem? O corpo está inteiro?”
Ela reconhece a voz do arcebispo Datlev vindo de suas
costas, ela é meio que pega por um transe, ela pode sentir a força das trevas
emanando dele.
“Sim meu senhor, está inteiro, devemos levar para outro
lugar?”
“Não, a punição dele será em público”
“Está bem”
Elonora continua seu trabalho.
****
Louise já estava acordada há pelo menos meia hora, não
poupou esforços e passou a vasculhar psiquicamente o aeroporto de um plano
astral, finalmente achou o corpo de Vicent, pensou que teria sorte de pegá-lo
antes dele, ela sente que se entrar em combate agora será destroçada pelo bando
Sabá responsável pelo transporte do corpo.
Ela buscou na mente de Elonora o local para onde será levado
o corpo, depois de alguns minutos aproveitou a conversa que teve com Detlev,
ela sentiu o medo que ela resplandecia ao falar como ancião lasombra, Louise
estava bem cautelosa, para passar desapercebida na busca.
Ela descobriu para onde o corpo de Vicent está sendo levado.
Isso lhe daria alguma vantagem.







