Sábado 07 de Julho de 2013 22:15
Julius esperava Carl há 25 minutos, ele odiava atraso, mas
era necessário, um acordo naquele momento iria favorecer em muito a família na
costa oeste, ele precisava firmar um acordo rápido com os Ventrue, havia uma
boato que a própria Camarilla estava colocando em xeque a posição de LaCroix.
“Se isso for verdade, eu preciso salvar a honra dos Ventrue
de San Antônio, não posso deixar que ele manche os negócios da família”
E Carl estava trazendo uma mensagem dos Ventrue do meio
oeste, sobre o futuro do clã, era apenas um encontro de negocio que já havia
sido marcado há algumas semanas, ninguém imaginava que uma caçada de sangue
contra um grupo anarquista iria desencadear uma guerra, mas o compromisso
precisava ser honrado.
Carl se aproximava lentamente até a mesa de Julius, ele
parecia esta observando e preocupado ao mesmo tempo, havia vários vampiros no
Elisium aquela noite, ao que tudo indica, se tratava da apresentação de Ana a
cria de Suzane Becker, uma proeminente diletante da sociedade cainita.
- Está lotado hoje não é? – disse Carl ao se aproximar.
- É uma apresentação especial essa noite, estão aguardando
Ana, será sua apresentação a família!
- Muito bem, acredito que o príncipe vai aparecer então?
- Claro que não, ele declarou essa maldita guerra e ficou em
sua fortaleza, o resto da sociedade é que se vire com os anarquistas!
- Julius os membros da Primigênie? Estão apoiando?
- A verdade é que os mais antigos estão divididos, mas viram
nessa ação uma boa oportunidade para demonstrar a força da Camarilla na região,
só não acreditam que ele terá força suficiente para se manter, os Malkavianos
perderam Barch para Rodrigues um dos anarquistas, Carter o primogeno do Clã
Brujah não o apoia, mas achou na guerra uma oportunidade de manter-se sua
influência nas ruas, os tremeres ainda não se posicionaram, sua base fica em
São Francisco, eles ainda olham com estranheza para a cidade!
- Mas e os toreadores?
- Eles estão aqui, alguns deles querem uma convivência pacifica,
desde que ordeira entre os grupos que partilham a cidade, para outros não vêm
outra saída se não expurgar o lixo anarquista da cidade, Reginald é o primogeno,
ele apoio essa caçada depois da visita de uma anciã a cidade.
- A verdade que não existe Camarilla nessa cidade, houve uma
tentativa e por causa do LaCroix o clã vai ser penalizado! – disse Julius
olhando fixamente para Carl.
Carl observava fixamente para o outro lado do salão, parecia
estar procurando alguma coisa, ou estivesse sentindo algo.
- O que foi Carl?
- Nada só tive um pressentimento, como se já estivesse aqui
e tivesse visto aquela garota ali. – ele fez um sinal com os olhos para Julius.
A mulher apontada por Carl tinha os cabelos vermelhos
longos, um corpo esquio e usava um vestido branco de forma bem casual, mas ela
se destacava em relação ao resto dos outros membros, como se houvesse mais
cores ao seu redor que do resto do salão, quando Julius a viu também sentiu a
mesma sensação que Carl.
- Quem é ela? – Carl perguntou.
- Não faço ideia, nunca a vi!
- O nome dela é Isabela. – interrompeu um homem negro de
terno escuro que sentou-se na mesa dos dois, ele média quase dois metros,
sentou-se sem dificuldade alguma a mesa, os dois se quer conseguiram quebrar o
transe causado pela situação – Ela está de passagem pela cidade, se apresentou
ontem a noite ao príncipe pelo que soube!
- Como você sabe disso? – Julius virou para o homem
- Por que eu também estou só de passagem, meu nome é Malcom!
Boa noite e boa sorte!
A mesa começou a pegar fogo, enquanto o homem acertou um
soco na cara de Julius tão forte derrubou a uns dois metros de onde estava, em
seguida ele girou com um chute na altura do pescoço de Carl, que esquivou
sacando uma arma, mas Malcom ainda era mais rápido ainda, segurou a sua mão e o
desarmou, antes que o fogo começasse a se espalhar na mesa, depois disso enfiou
a cara de Carl na mesa em chamas.
O grito de Carl trouxe Julius a vida ao ver o que ocorria
ele pensou em correr para a porta de saída, outros membros já fizeram isso, era
um ataque, com certeza o Elisius não estava mais protegido como antes, ele
levantou-se rapidamente e acreditou que a cozinha poderia ser uma opção mais viável
de fuga, uma explosão na parte da frente, jogou diversos corpos para todo o
salão da parte principal.
Carl já estava no chão quando Malcom viu Julius, ele não
correu, apenas passou a andar na direção do Ventrue, como se fosse atravessar
uma rua não movimenta, os gritos de alguns membros e uma segunda explosão
pareceu não lhe atrapalhar, ele apenas sorria ao ver o desespero de Julius.
Julius atravessou a porta da cozinha mais rápido que podia,
já estava quase recuperado do soco que levou, foi um golpe bem pesado, no
caminho ele pegou uma faca, a porta de saída ficava na outra sala, ele sabia
aquela não era a saída, outro vampiro correu para a cozinha ele ainda o viu a
caminho da porta.
“Antes ele do que eu”
Uma terceira explosão revelou que a armadilha estava posta
bem antes, com tudo planejado, ele começou a subir uma escada para o deposito,
ele sabia que poderia sair por uma basculante.
Ao chegar ao deposito ele viu sua saída, seria uma chance,
já totalmente recuperado do soco, ele reuniu um pouco de força em seu corpo e
saltou rapidamente na direção do basculante, a luz foi cortada.
“Isso vai me dar vantagem”
Ao atravessar, viu que não teria outra opção se não se
lançar para o prédio adjacente, havia ainda muita fumaça, isso iria lhe
camuflar, sabia que o beco também não seria uma saída, com certeza teriam grupos
esperando, ele saltou e segurou no parapeito do prédio a frente, um salto de 5
metros, com um pouco mais da força do sangue conseguiu subir, mas acabou
quebrando o polegar, ele colocou no lugar e começou a escalar, andar por andar.
“Eu não vou morrer aqui”
Ao chegar no topo ele sentiu-se aliviado por não ter nenhum
atirador, caminhou um pouco mais, ouvindo o barulho dos tiros e gritos que
ficaram para trás.
- Não achou que seria tão fácil assim não é? – disse Malcom
ao lado de Carl – Hoje não cara! Hoje não é seu dia, ainda não acabei contigo!
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