Sábado, 07 de Julho de 2013 - 23:20
Carl acordou com diversas dores no corpo, estava com as
pernas quebradas, o sangue escorria pela sua garganta, olhou ao redor, era um
beco sujo, estava bem escuro, podia sentir o cheiro de fumaça não muito
distante e os sons de tiro.
Foi tudo muito rápido, ele não lembrava-se do que ocorreu,
sentiu apenas os socos e chutes que levou de um homem negro e alto, ele sorria,
tudo parecia muito vago, sentia sua cabeça rodando, aos poucos estava se
recuperando, quando caiu de seu lado uma mulher e uma espingarda, ele se
assustou temendo que fosse seu algoz, ele olhou ao redor, havia sinais de
outros vampiros mortos, ele se arrastou na direção da espingarda, tentou ficar
em pé, mas não conseguia.
O rosto da moça estava estraçalhado, ele olhava para cima a
espera de mais alguma coisa, viu uma caixa de lixo que poderia servir-lhe de
cobertura enquanto se recuperava, ele olhou para a mulher e pensou em sugar,
mas esse pensamento foi esquecido, ele não iria se submeter a isso.
Com muita dificuldade Carl chegou até a caixa de lixo,
verificou as balas da espingarda, notou que estava sem balas.
“Maldição”
Suas pernas doíam muito, ele podia ouvir barulhos de luta no
alto do prédio, as balas havia diminuído sua intensidade, foi quando escutou
uma explosão vinda do final do beco, ele se encolheu e cobriu-se com lixo,
enquanto viu um grupo passar correndo, eles pararam ao ver a mulher caída, se
entre olharam, mas não falaram nada, viraram o corpo da mulher e foram tirando
a roupa dela, saqueando.
Carl viu uma oportunidade, eram saqueadores, eles correriam
ao sinal da espingarda, saiu do monte de lixo, mesmo sentado, apontando a arma
para eles.
- Silêncio vermes! – seus olhos pareciam chamas de fogo e
sua voz era pesada, o grupo virou-se, um deles caiu de medo se encolhendo em um
canto – Larguem as coisas delas!
Prontamente, eles largaram os pertences e as roupas, um
deles exitou por um segundo, mas ao fitar o rosto sombrio, mudou de ideia, ele
só queria poder sair logo daquela situação.
- Você imbecil, venha até aqui, com calma! – o homem, de
mais ou menos 30 anos, de cabelos castanhos, se aproximou lentamente, Carl
fitou seus olhos com intensidade – Cheque mais próximo maldito!
O homem agachou-se até onde Carl estava, lentamente, em
seguida ele olhou para os outros e engatilhou a arma
- Saiam daqui antes que eu estoure a cabeça de todos! – sua voz
ecoou no subconsciente daquele bando, eles simplesmente começaram a correr,
menos aquele que estava caído, ao ouvir a voz de Carl, encolheu-se mais ainda,
no chão e começou a chorar que nem criança.
Carl jogou seu corpo para frente e fincou suas presas no
pescoço do homem que estava perto, o sangue lhe trouxe um alívio, foi muita
sorte ter encontrado uma fonte de sangue que lhe fosse aproveitável, claro que
não era o mesmo nível, mas serviria, o sangue lhe trouxe um novo vigo, aos
poucos o homem perdia sua força, aos poucos foi caindo sobre o corpo de Carl,
que já havia soltado a espingarda.
*********
Renata acertou um jab de esquerda bem no queixo do Lâmina
Negra, sentiu a mandíbula se quebrando, com seu punho direito equipado com um
soco inglês acertou na costela, sentiu quebra-la, ele viu com sua visão
periférica Lidian saltando por cima do corpo de Larissa, acertando um chute na
garganta no outro Lâmina Negra.
Eram idênticos, mais ainda, eram fortes e rápidos como o
outro, Renata nunca tinha visto isso em sua não-vida, seus olhos se fixaram no
rosto do homem, ele ainda sorria, ela sabia que tinha algo errado, pensou que
poderia ser uma ilusão, no entanto, como poderia o seu soco atingiu um corpo,
ela podia sentir isso, ela pensou que talvez fosse algum truque dos Ravnos,
soube que eles tinham poderes de produzir ilusões quase reais.
Ela girou o quadril e derrubou o homem a sua frente,
atingindo a rótula do joelho esquerdo do inimigo, foi nesse momento que saiu
sombras do corpo de seu oponente, elas pareciam mover-se com vida, Renata jogou
seu corpo para trás, rolando de costas, em seguida as trevas pararam de se
mover e o corpo de seu inimigo desaparceu.
“Um Mestre das Sombras?” pensou Renata.
Lidian chutou alto atingindo o pescoço de seu inimigo que
instantes antes havia lhe derrubado, mas sentia-se mais confiante ao lado de
Renata, antes que ele pudesse se
recuperar ela atingiu com suas garras no peito do inimigo, enviando até atingir
o coração, sabia que isso iria acabar com a reserva de sangue dele.
Mas ela não encontrou sangue, pelo contrário saiu trevas de
dentro de seu corpo, que foi subindo pelo braço de Lidian, em um ato de
desespero ela tentou empurrar o corpo do homem para longe, mas não conseguiu,
as sombras estavam lhe envolvendo, era frio e pegajoso.
Renata vendo isso jogou seu corpo contra o de Lidian fazendo
cair longe e separando-se do corpo, no entanto, as trevas continuaram subindo
pelo seu corpo, até o pescoço, Renata então desferiu um soco contra Lidian na
tentativa de acertar aquela coisa, ela foi bem sucedida, mas atingiu também o
corpo de
Lidian que caiu inconsciente, mas as trevas se dissiparam.
Virou-se, buscando entender o que estava acontecendo. Das
suas costas ouviu uma voz seca
- Vamos ver do que é feita menina!
Renata virou-se em guarda, era o homem que ela tinha
derrotado, que viu Lidian derrotar, estava em pé, inteiro, sem nenhum arranhão,
ele despareceu e reapareceu ao seu lado, ela não pode fazer muita coisa ao
sentir o soco em seu rosto, apenas jogou o corpo para trás para reduzir o
impacto
A força do golpe foi tão intensa que ela teve que rolara
para impedir que caísse ao chão se machucasse ainda mais, seus dentes quebraram
como se fossem vidro, sentiu sua mandíbula saindo do lugar, em seguida sentiu
um soco na altura dos rins, ele já estava em suas costas, o golpe reduziu mais
ainda sua velocidade, ela sentiu alguns ossos saindo do lugar, outro soco
atingiu sua vértebra na altura da cintura, ele batia muito forte, mesmo ela
resistindo.
Ela girou na medida que podia tentando socar, o homem apenas
abaixou a cabeça e em seguida segurou o braço de Renata, aplicando uma chave
quebrando seu braço, Renata desfaleceu e apagou, não parecia o mesmo homem de
agora a pouco, ela ajoelhou e caiu.

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