domingo, 9 de janeiro de 2011

Sangue, Asfalto e um Gancho no Caminhão 3ª Parte


Victor quebrou o vidro do passageiro, não avistou nada, em seguida viu uma pistola apontado em sua direção, o tiro acertou o lado esquerdo do Ford, Victor abriu a porta e acertou bem na testa do maldito. Joe ouviu o corpo caindo do outro lado do Mercedes.

Foi ele que notou a granada sendo lançada por de trás do carro, voando pelo ar como uma pedra arremessada em uma vidraça, ele apontou seu cano cerrado.

“Mire pequeno e erre pequeno, ótimo conselho Mel Gibson!” – pensou ele e atirou torcendo para que a porra não explodisse e estragasse a pintura do carro.

Os estilhaços saíram do cano fumegante, quentes como uma torrada em uma manhã de sábado, Joe mentalizou a “pedra”, Antony no banco de trás olhou a granada e esperou o pior.

Ela alcançou seu ápice e estava caindo quando a força dos estilhaços a empurrou de volta, a granada explodiu no ar estilhaçando tudo que encontrava no caminho, mas não explodiu o Ford, no entanto...

“2.000 mil paus de tinta jogados fora”
Joe virou para sua direita e acertou a outra bala bem na cabeça de outro capanga. Um clarão cobriu seus olhos e o sangue quente escorreu pelo seu rosto

“Pensou que eu não tinha te visto benzinho?”

Victor afastou-se do Ford e acertou o motorista que tentava sair com o carro por entre a porta e seguiu rumo aquele que tinha arremessado a granada, Joe seguiu pelo outro lado, lá estava ele sentado ao lado da roda, ele se viu cercado, de um lado Joe e do outro Victor.

- Larga essa arma! – disse Joe.
- Uma ova! – o capanga virou a arma e meteu uma bala em sua têmpora.

O sangue respingou na roupa de Victor, Joe se aproximou do corpo sem vida, com sua voz rouca e se hálito de tabaco falou:

- Você não vai sair dessa tão fácil...

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